Ideias e poesias, por mim próprio.

Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019
Votos

António Costa tem alguma razão quando diz que os 4 últimos anos que "não foram só de redução do défice".

Mérito seja dado ao Governo socialista e da geringonça, foram mais 5 mil milhões para a despesa geral do Estado (60% só para aumento dos salários dos funcionários públicos), colocaram os serviços públicos na rota da má qualidade e no sobre-endividamento, com destaque para o anémico e mais caro Serviço Nacional de Saúde, agravando a carga fiscal contributiva a 34,9% do PIB (a mais elevada de sempre), permitindo a corrupção e o nepotismo em níveis nunca vistos, e, a cereja no topo do bolo, a balança nacional de transações de bens e serviços, desde 2012 com contas positivas, voltou ao saldo negativo (-0,2%) a partir do 1.º trimestre deste ano, somando -0,6% no final deste 1.º semestre.

E, para a selfie da propaganda do regime ficar perfeita, os Socialistas passaram a ter companhia festivaleira do Presidente da República.

A falta de isenção do Presidente, assumindo a sua aliança à Esquerda ao mostrar as cores rosas das suas partes pudibundas na despedida aos deputados da cessante legislatura, declarou-lhes “saudades da atual composição cessante da Assembleia da República”.

E, o que restava da alternância partidária, que ainda poderia vir da falsa Direita, faleceu de vez com a liderança pífia de Rui Rio.

O PSD conformou-se ao papel de muleta do Partido Socialista, a troco da procura do controlo das magistraturas e umas quantas contrapartidas nas próximas grandes obras públicas.

O almejado projeto partidário de controlo político-partidário dos Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público, tem como meta colocar os atuais 94% de arquivamento dos processos de corrupção em 100%.

E, a próxima grande obra pública, o aeroporto internacional do Montijo, megalomania faraónica, destruindo-se uma das maiores e mais ricas reservas ecológicas da Península Ibérica, de fauna e recursos naturais ímpares, a pagar dolorosamente pelos contribuintes, mas servindo para o enriquecimento privado de uns quantos, oferece aos dois Partidos do “Centrão” e seus acólitos uma altíssima rendibilidade em negócios imobiliários e financeiros.

As eleições legislativas cumprem o papel de grande negociata a pagar pelos contribuintes: a máquina eleitoral do próximo Outubro tem 9 milhões de euros para despesas, para a sua campanha eleitoral partidária serão 7,5 milhões e, nos próximos quatro anos, as subvenções aos Partidos Políticos somarão 100 milhões.

Afinal, o mau Estado Português é o reflexo do débil estado do seu Povo, os donos disto tudo são eleitos conscientemente pelo voto popular.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 1 de Outubro de 2019 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

Horizonte - Outubro 2019.jpg



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 11:18
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Sábado, 13 de Janeiro de 2018
2118

 

Daqui por cem anos indagarão pela nossa época, os nossos estado, ânimo e costumes.

De 2018 enviamos os nossos melhores votos e desejos, também as nossas dúvidas e angústias, das mais triviais às mais pertinentes, quiçá, para que com alguma máquina de viagem no tempo, esses homens e mulheres do futuro, nos possam vir responder.

Assalta-nos desde logo a dúvida existencial sobre a nossa nacionalidade e o nosso país, ainda existirá Portugal, enquanto entidade independente e soberana, nesse futuro mundo global e das superpotências?

O Salário Mínimo Nacional, agora de meros 580 euros, uma remuneração de fome, será que daqui por 100 anos já terá atingido um montante e um patamar dignos para a mínima qualidade de vida de um assalariado?

O hidrogénio terá substituído a gasolina e do diesel, nos postos de combustíveis os veículos serão abastecidos de água engarrafada e os elétricos carregarão exclusivamente com painéis fotovoltaicos?

A fábrica Autoeuropa, posta hoje em causa na sua sobrevivência pela luta política e sindical, ainda laborará em Portugal, ou há muito já terá fechado as suas portas e abalado para outro destino?

A imensa dívida pública portuguesa, de que hoje o Estado Português se autossustenta e nos parasita, aumentando a mais de 9 milhões e 500 mil euros por dia, já terá sido totalmente paga por esses tempos? Ou Portugal terá trocado a sua independência para pagar a irresponsabilidade dos atuais governantes?

Que avaliação merecerá o Primeiro-Ministro de Portugal deste tempo, de nome António Costa, que se atreveu a dizer um dia que este foi um ano "saboroso", perante mais de 110 portugueses mortos queimados vivos pelos gravosos incêndios florestais e abandonados pelo Estado à carnificina?

Em 2118 o Estado Português já terá abandonado o oneroso dispêndio do dinheiro dos contribuintes no aluguer dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais aos privados, e terá entregue às suas Forças Armadas a proteção e a segurança do seu povo e dos seus bens?

E a Partidocracia corrupta portuguesa, as empresas públicas deficitárias, os milhentos de impostos para sustentar o Estado Português clientelar, burocrático e corrupto, causadores de fome e carências a mais de 500 mil crianças e 2,5 milhões de pobres portugueses, nesse ano 18 do século XXII terão já cessado, e todos os portugueses viverão no seu país em pé de igualdade, em democracia, com a dignidade e a qualidade de vida e orgulho que merecem?

Que Portugal e portugueses teremos nas décadas e nos séculos vindouros, o que de diferente, para melhor e mais positivo, seremos e teremos?

Portugal, em 2018.



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 17:12
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017
Contribuintes portugueses extorquidos em 60 milhões de euros para encher a barriga aos Partidos Políticos
ESCÂNDALO: 60 milhões de euros do Orçamento da Assembleia da República Portuguesa para "torrar" na campanha eleitoral autárquica pelos Partidos Políticos corruptos e cleptocráticos do Regime Partidocrátrico Português!!!
A Assembleia da República aprovou à socapa dos portugueses em 30 de Junho passado, veio ontem publicado no Diário da República, I Série, n.º 139, páginas 3859 a 3866, a verba de 60 milhões E 100 mil euros para financiamento da despesa da próxima campanha eleitoral autárquica dos Partidos Políticos do Regime (PS, PSD, CDS-PP, BE, Verdes e PCP), a qual havia sido orçada inicialmente 45 266 230,37 (AUMENTO DE DESPESA DE: 14 milhões, 833 mil, 769 euros, e 63 cêntimos).
Enquanto o povo português, as suas crianças, os idosos e os carenciados passam fome, variadíssimas necessidades e graves dificuldades, a economia nacional definha e o país de endividasse ao estrangeiro, os PARTIDOS POLÍTICOS EMPANTURRAM-SE COM O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES.
VERGONHA!!!
 

pARTIDOCRACIA.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 10:45
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016
Reféns

 

O Estado Português, qual toxicodependente, ou vulgar vadio inútil, nos últimos anos, ao nacionalizar os fundos de pensões, nos quais se destacam o dos bancários e da antiga Portugal Telecom, tem continuamente recorrido à clássica solução da espoliação da propriedade privada para continuar a sustentar os seus vícios e má vida.

Aliás, nos últimos 30 anos, à semelhança do período dos Governos de Vasco Gonçalves de influência do Partido Comunista Português, na pós-revolução de 1974, do que ainda hoje sofremos as consequências nefastas e que explicam em muito a falta de modernização social, política e económica de Portugal, o Estado Português tem, de modo geral, insistido em políticas económicas interventivas expansionistas que, quase sempre, descambam na alienação das poupanças dos portugueses.

Porque será que a esquerda que Governa atualmente se bate tão acerrimamente contra os pouco mais de 30 milhões de euros de subsídios do Estado concedidos aos colégios privados, mas já não mexe uma palha contra os milhares de milhões de Euros deitados à rua pelo Estado em serviços públicos inúteis, redundantes, ou total e absolutamente supérfluos? 

Não será que explicação é tão simples quanto o da esquerda abominar as liberdades de ensino, de pensamento e de expressão, ou seja, querer cercear tudo o que seja diferente do que é a política oficial de Estado?

Esta mesma esquerda de tratar de cortar a fundo na despesa da inútil máquina do Estado, nomeadamente, atacando nas inúteis despesas da oligarquia política, nos seus gastos luxuosos, sumptuários e pornográficos de milhares de milhões de Euros, ou obrigando a poupanças nas Câmaras, Empresas Públicas, Segurança Social, Assembleia da República e Parlamentos Regionais, Ministérios, Ministros da República, Orçamentos da Presidência da República, da Presidência do Conselho de Ministros, boys e girls, ou acabando com as frotas de milhares de automóveis luxuosos do Estado, etc., etc., isso, os decisores públicos não fazem e não querem.

Mas, nisto os partidos portugueses, representados há mais de 40 anos no Parlamento, sem exceção, são todos iguais, ninguém neles defende ou se atreve a falar verdade e, nem ao menos, denunciando a cleptocracia que tomou como sua a vida pública.

Todos os 6 partidos políticos parlamentares, incluindo a nova maioria de esquerda, aceitam continuar vivendo nesta senda da alienação de Portugal e, a qualquer custo, mesmo "entregando a alma ao diabo", chegar ao poder e continuar gastando o que temos e o que não temos.

Os portugueses, parece, não terem salvação à vista, a cultura e a mentalidade do despesismo, da fraude e do parasitismo estatais está publicamente disseminada, salvo raras e honrosas exceções, um pouco por todo o seu Estado.

O Estado Português foi assaltado por quadrilhas que o tomaram como sua propriedade privada, pautando as suas vidas de luxos, benesses e prendas ilícitas, e que, à vista e sem rebuço, vivem acima das possibilidades dos comuns contribuintes portugueses.

Ora, até quanto e quando os portugueses aceitarão continuar reféns deste iníquo Estado Português, continuando a sacrificar as suas vidas?

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Junho de 2016 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

horizonteemaio2016.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:46
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Sábado, 13 de Junho de 2015
A Democracia Participativa na futura Constituição Democrática de Portugal

O regime político-constitucional português mais não é do que uma ditadura política partidária.

Neste, compete exclusivamente aos "partidos políticos concorrer para a organização e para a expressão da vontade popular", conforme o artigo 10º, n.º 2 da Constituição da República Portuguesa (CRP).

A ditadura partidocrática portuguesa revela-se particularmente no n.º 1 do artigo 150º da CRP, sendo um exclusivo dos partidos a apresentação das candidaturas à Assembleia da República.

Não cabe, nem compete, aos portugueses a escolha dos seus representantes ao Parlamento e, naquela devia ser a casa da democracia, são os partidos que detêm o monopólio representativo e legislativo.

E é o poder partidário que escolhe o Governo, perante o qual este responde, sendo-lhes totalmente indiferente a soberania do povo.

O parlamento português mais não é do que a casa da partidocracia, pelo qual os cidadãos portugueses livres e democratas ficam excluídos do sistema representativo político.

Os portugueses livres e democratas podem votar, mas não podem ser eleitos.

A elegibilidade dos representantes é um monopólio partidário.

No título relativo ao funcionamento dos Órgãos de Soberania, segundo os artigos 120º a 201º da Constituição, em nenhum lugar se encontra expresso o poder do povo, o que aí encontramos mais não é do que o poder absoluto dos partidos políticos.

Os portugueses podem referendar o que muito bem interessar aos partidos políticos, mas, os mesmos portugueses já não podem submeter a referendo matérias da sua única e exclusiva vontade.

Os portugueses individualmente não podem interpelar a Assembleia, não podem apresentar as suas iniciativas legislativas, não podem sequer obrigar a Assembleia da República a discutir e votar as próprias petições públicas, independentemente do número de subscrições que estás tiverem.

O povo português não pode sequer rever a própria Constituição, o que é matéria reservada e da exclusiva competência dos partidos políticos (art.º 156º, alín. a) da CRP).

E se aos cidadãos portugueses compete eleger, por voto direto, o Presidente da República, os poderes deste (art.º 120º e seguintes da CRP) mais não são do que os de um mero "corta fitas".

O antidemocrático regime político português chega o ponto de ter previsto um Órgão de Soberania, o Tribunal Constitucional (art.º 221º da CRP) e um outro pseudo-Órgão de Soberania, o Conselho de Estado (art.º 141º da CRP), que não são democraticamente eleitos pelo povo.

Somados com o Governo, estas são três emanações políticas da soberania que não detêm qualquer legitimidade direta do povo.

Este é um regime político perverso e repressivo, antipopular e não democrático, em que os partidos políticos e as suas emanações estão acima da vontade dos cidadãos.

Os portugueses têm o dever de pagar as contas da despesa e das dívidas ruinosas da partidocracia, mas, ao invés, não têm o elementar direito de se pronunciar sobre os seus próprios destinos ou o seu futuro.

Os portugueses têm de perceber que a situação geral de miséria, fome, corrupção, desemprego e empobrecimento que os assolam, são a base impositiva dos partidos instalados na Assembleia da República.

E a crise em que vivemos mais não é do que o resultado do comportamento fascista do partidos políticos portugueses ao longo dos últimos 39 anos, em que estes repartiram, e continuam a repartir, entre si, todas as riquezas de Portugal, levando progressivamente os portugueses para a pobreza e para a miséria.

E a progressiva pauperização dos portugueses mais não é do que o meio e o fundamento pelo qual os partidos políticos vão esmagando as últimas e frágeis liberdades cívicas e políticas dos portugueses.

Só uma efetiva e real democracia cívica nos poderá libertar desta ditadura partidocrática.

Os partidos devem passar a estar submetidos ao domínio do povo, ou, ao contrário, não se respeitando esta hierarquia, nenhuma verdadeira democracia pode existir.

Só no dia em que seja instalada em Portugal uma real democracia política e na qual os portugueses exerçam em pleno e exclusivo a sua cidadania política, social e económica, portanto, livres de todo e qualquer domínio grupal ou do tipo mafioso, colocando-se os partidos políticos fora da Constituição, é que os cidadãos poderão finalmente aspirar a ser livres, realizados e felizes.

A democracia ainda está por fazer em Portugal!

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 23:14
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
Partido "Os verdes", ou o "Partido Melancia"?

O dia de ontem na Assembleia da República (AR) com a discussão entre os partidocratas sobre a representatividade do Partido "os Verdes", ou como eu lhe prefiro chamar o "Partido Melancia" (verde por fora, mas vermelho - comunista - por dentro...), e que nada mais é do que uma mera fachada do Partido Comunista Português, com os seus deputados eleitos nas listas da CDU, só serve para disfarçar uma pretensa frente popular política e assim (fraudulentamente) possuir dois grupos parlamentares na AR, mostra bem, uma vez mais, a fraude do atual sistema partidarista português.

Curiosamente, no debate de ontem o PSD e o CDS foram dizendo que as regras eleitorais deviam tratar diferentemente desta situação (fraude...?)..., ou vá-se lá a saber o que afinal queriam dizer ou, na realidade, pretendem vir a fazer ou mudar nas regras eleitorais estabelecidas ou na lei dos partidos políticos.

Ou, ...será que o PSD e o CDS, pior ainda, querem instituir a censura política ou o rastreio das listas eleitorais, quiçã vir a impor regras ao seu jeito dentro dos outros partidos e da maneira como eles podem, ou não, fazer-se representar ou eleger para a AR?
Mas isso seria censura e anti-democrático!
...
Mas esta partidocracia é bem o sinal da mentira pegada que um conjunto de grupos de pessoas, na maioria vindas da maçonaria ou das empresas monopolistas suas associadas, estas ao lado do PS ao CDS/PP, tudo fazem para controlarem o Estado, o erário público e o sistema fiscal, para roubarem descarada e abusivamente os portugueses.
Ora, enquanto e até que os partidos políticos se encontrem na Constituição da República e os portugueses votem em partidos políticos, os mesmo portugueses continuarão reféns destes grupos criminosos que rapinam os recursos e a riqueza nacionais e mantendo o país na progressiva miséria e crescente subdesenvolvimento.
Só no dia em que se votem única e exclusivamente em pessoas, através do sistema de eleição pelo voto maioritária e em círculos uninominais e pessoais, libertando o sistema político e representativo das garras da partidarite é que Portugal e os portugueses poderão ficar livres e donos do seu destino em ordem ao seu progresso, riqueza, liberdade, prosperidade e felicidade.
Que treta de partidocracia esta!


melancia.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 10:25
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Sábado, 15 de Março de 2014
E depois da Troika?
Para a economia crescer e haver um saldo positivo das contas públicas terá de ser extirpada a corrupção do Estado Português.
A corrupção de Estado, fomentada, criada e aproveitada pelos Partidos Políticos, consome, em média, 20 a 25% do Orçamento de Estado, ou seja, cerca de 20 mil milhões de euros da riqueza nacional.
Este descarado roubo público é levado a efeito por meio dos negócios e clientelismos ilícitos no Estado Central e Descentralizado, nos Municípios e nos Governos Central e das Regiões Autónomas, nos muitos entes públicos, nas empresas públicas centrais, regionais e autárquicas, nas Parcerias Públicos e nos Institutos Públicos, com o ativismo da Presidência da República, das Assembleias da República e Regionais, dos Governos Central e Regionais, do Tribunal Constitucional e dos demais Altos Tribunais, da Procuradoria-Geral da República e das Câmaras Municipais.
A sede deste polvo de corrupção tem a sua sede na Assembleia da República, onde os Partidos Políticos dividem entre si os despojos do país.
A poupança deste dinheiro permitiria fazer crescer Portugal em mais de 5% ao ano, aliviar a carga fiscal em, pelo menos, 30%, permitindo criar um excedente das contas públicas em mais de 7%, num valor de 10 mil milhões de euros anuais e pagar a dívida pública num prazo razoável de 20 a 25 anos.
Ora, isto só será possível quando esta pseudo-democracia, ou seja, esta democracia partidária, for substituída por um democracia cívica, pessoal e libertária que respeite todos os portugueses por igual.



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 13:08
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014
“Profissão: Político.”

        “A organização da justiça social, no quadro da sociedade capitalista, requer uma instituição, o Estado. Tal como o misterioso Mercado, também o Estado é um conjunto de seres humanos que fazem funcionar a instituição. O capitalismo conduziu ao desenvolvimento de uma forma típica de pseudodemocracia, a democracia representativa, que criou uma nova carreira profissional, a de político.

        A política tornou-se uma profissão desde o início do século XX. Os políticos de carreira, classe especial de cidadãos, entram na carreira desde o início da idade adulta e tendem a manter-se nela até à velhice ou à morte (sem aposentação obrigatória). Vivem para a política mas também da política (Weber, 1919). Além da remuneração oficial, os que estão em relação direta com a vida económica podem tirar proveito de benefícios dissimulados em contrapartida de apoio político.

        Os políticos agrupam-se em partidos, escolhem o que melhor lhes convém por motivos ideológicos, por vezes de maneira oportunista. Como o partido são os seus quadros, o seu interesse confunde-se com o interesse profissional destes, temperado pelos seus valores ideológicos, ou os valores ideológicos temperados pelos interesses profissionais, em proporção variável. Menos visíveis mas mais decisivos, formam-se interesses entre o partido e os grupos económicos. A oligarquia política e a económica estabelecem acordos, trocam serviços. Hoje assiste-se à interpenetração do protagonismo político e económico: nomeiam-se ex-presidentes de instituições financeiras para membros do governo, e ex-membros do governo para presidentes de instituições financeiras.

        Estes interesses individuais e de grupo determinam a vida política dos países de democracia representativa, não favorecendo a representação do povo e a direcção do Estado pelos mais capazes, honestos e idealistas. Por influência do capitalismo triunfante, um dos seus mecanismos, a concorrência, é apresentada como motor de progresso económico. No campo da política, a concorrência entre políticos profissionais e entre partidos com objetivos e interesses autocentrados, numa luta egoísta pela própria sobrevivência, não é propícia a uma governação que favoreça o conjunto dos cidadãos ou a sua maioria. A ilustração mais caricatural desta situação talvez seja a que deu o maior partido da direita em França no final de 2012.

        O leitor perguntará a si próprio se penso que os partidos e os políticos profissionais não devem bem-vindos numa democracia. Parece-me normal que alguém tenha vontade de ser ativo politicamente durante toda a sua vida, mas não creio que seja bom, nem para essa pessoa nem para a sociedade, que ela só tenha uma formação de político e que não possa exercer uma profissão se o povo for maioritário a votar o seu «ostracismo». Político não deve ser profissão. Quanto aos partidos, o problema não está na sua existência, está na maneira como os partidos atuais agem na sociedade, designadamente na sua relação com as instituições.

        O mecanismo concorrencial do engrandecimento próprio e de exclusão dos outros, característico do funcionamento da economia capitalista, tem modelado os sistemas eleitorais. Os partidos no poder impõem regras que os favorecem. Em muitos países só os partidos podem apresentar candidatos, já que o cidadão tem o direito de eleger mas não de ser eleito, pelo menos sem passar por um partido. O partido tem o direito de tomar a iniciativa e de apresentar «independentes», mas fá-lo por conveniência própria quando estes candidatos podem atrair um número importante de votos. Outra regra é a limitação de representação partidária no parlamento aos partidos que obtiveram pelo menos uma determinada percentagem de votos. Os maiores excluem os mais pequenos para dividirem o poder em si.

        Face aos partidos e aos políticos profissionais estão os eleitores. Muitos partilham objetivos ou interesses com um partido. A maioria não ignora as motivações egoístas dos partidos e dos políticos que contribuem para o eleger, mas acredita sem grandes esperanças serem os menos maus dos piores. Enfim, outros, cada vez mais numerosos, preferem não votar por alheamento, desconsolo ou raiva.

        Os políticos profissionais, qualquer que seja a sua orientação, apropriaram-se do Estado. Este tornou-se a sua propriedade privada.

        Enquanto os «representantes» do povo forem políticos profissionais, o Estado será um poder confiscado. Instaurada uma democracia autêntica, o Estado poderá tornar-se o que o neoliberal Hayek queria que fosse: um mero gestor. É exactamente o que acontece hoje nas instituições da União Europeia: um Parlamento e um presidente impotentes e uma Comissão que gere o que lhe é deixado como atribuições sob a influência dos países mais poderosos da União, sobretudo da Alemanha.”

 

 

         "Alfabetizar em Democracia", de José Morais, Fundação Manuel dos Santos.

 

          



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 14:31
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013
Democracia de pantomineiros.

A proposta-sugestão de Manuel Alegre de reformar a lei eleitoral para a Assembleia da República, de modo a permitir a eleição de independentes, é, no meu modesto ver, mais do mesmo discurso inócuo e sem qualquer fundo de honestidade política.

O que ele propõe, na verdade, são apenas novas candidatura de novos partidos, ou proto ou cripto partidos, ou seus futuros embriões, apenas que momentaneamente travestidos de movimentos de cidadãos, ou, na melhor das hipóteses, o que é o mais provável, esses movimentos servirem de satélites dos partidos atuais e dominantes do Bloco Central.

Não esquecemos os movimentos dissidentes de outrora, como foram nos anos 70 a ASDI (os dissidentes do PPD, da ala esquerda, com muitos socialistas e em choque com Sá Carneiro), o Movimento Socialista Revolucionário (de Jorge Sampaio), e nos anos 80 a Política XXI, e muitos outros, que, curiosamente ou não, acabaram todos filiados no PS e muitos deles até chegaram a altos cargos governativos e políticos portugueses.

Eu digo, com verdade, que as únicas e viáveis candidaturas de candidatos independentes só poderão ser vir a ser realmente viáveis por meio de círculos uninominais e pessoais, e eleitos por método maioritário.

Os portugueses democratas têm de se enxergar e não se deixaram enganar, porque estes velhos e sabidões dinossauros da política portuguesa apenas sabem mentir e nada mais pretendem do que endrominar o povinho e manter tudo na mesma, a seu belo contento e para a satisfação da partidárias a que pertencem e obedecem!

A Constituição da República atual até tem previsto a criação de círculos uninominais no seu artigo 149.º, n.º 1.

Mas, o que é facto, é que esta regra que se tem revelado letra morta, paradoxalmente, ou talvez não, não tem sido viabilizada legalmente a apresentação de candidatos independentes, pessoas individuais e fora dos partidos políticos.

Na verdade, é que sempre imperou desde o 25 de Abril de 1974 a partidocracia, que tudo domina tudo e controla a seu belo prazer.

Por outro, Passos Coelho veio agora, uma vez mais, e já foram tantas as anteriores, prometer que os impostos um dia, não sabemos é qual, porque ele não o diz, ainda hão-de baixar, mas que para o ano fica… tudo na mesma!

Mas nesta mentirinha só caem os portugueses ingénuos.

O princípio que preside ao aumento da carga fiscal sobre os contribuintes, ou seja, o aumento da carga tributária, é apenas um fim em si mesmo, tendo unicamente em vista, na quantidade, o aumento do rédito sobre as pessoas e as empresas, no modo, em favor e privilégio da autocracia política e governativa dirigente e, no tempo, a sua manutenção ad eternum, ou seja, a sua perpetuação.

É que não há qualquer exemplo no mundo civilizado de um qualquer Estado ter baixado voluntaria e pacificamente os impostos, tal só aconteceu sempre por meio de uma alteração social e política violenta, ou seja, por via revolucionária.

Ora bem, o que estes personagens tentam passar nas suas mensagens subliminares, ainda que fantasiosas e falsas, são tão-somente socialismo no seu maior esplendor!

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 18:06
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Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013
Partidocracia.

O problema de Portugal é o poder dos partidos políticos na Constituição, estúpido!

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:50
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