Ideias e poesias, por mim próprio.

Terça-feira, 3 de Maio de 2022
Putinismo

Diz-se o Putinismo, relativo a Vladimir Putin, o ditador da Rússia, que consiste numa ideologia e ação político-militar de cariz autoritária, repressiva e violenta.

O Putinismo, internamente na Rússia, procura eliminar pela força as liberdades políticas e cívicas, o Estado de Direito e a democracia, prendendo ou assassinando toda a dissidência e oposição, e externamente, invade e agride militarmente os países vizinhos democráticos e liberais.

Os países fronteiros da Rússia, a Geórgia, a Moldova e agora a Ucrânia, as primeiras vítimas do expansionismo russo e putinista, vêm os seus territórios e recursos invadidos e destruídos, e os seus povos massacrados e trucidados, com dezenas de milhares de vítimas e em fuga.

O Putinismo é similar aos males do nazismo, fascismo e estalinismo do século XX, mas regurgitando a falecida URSS e o imperialismo russo.

Em Portugal vemos vários proeminentes putinistas e russófilos, os reformados militares no comentário televisivo da guerra na Ucrânia, mas também conselheiros governamentais e ministros.

Muitos deles são conhecidos por terem fornecido informações e dados confidenciais dos portugueses e de Portugal à China e à Rússia comunistas e totalitárias.

No PCP, como dantes, assistimos aos seus anacrónicos atores, nos seus velhos tiques e hábitos de obediência às “ordens de Moscovo”.

Neste novo violento e instável quadro político-mundial, em resultado da agressão russa à Ucrânia, recuperamos um velho e grave problema de Portugal.

Portugal de há muito não possui o exército, a marinha ou a aviação, com o número mínimo de meios humanos e materiais, capazes e adequados para a defesa aos perigos externos e militares que se aproximam.

Há muito desprezamos os nossos recursos naturais, território, ar e mar, seguindo a política do pós 25 de abril de 1974, de alienar de barato os recursos nacionais e os entregando a países e interesses estrangeiros.

O Orçamento Geral de Estado para 2022 prevê apenas 1,14% do PIB para despesas de Defesa, desrespeitando os compromissos e obrigações da NATO de aplicar 2% do seu PIB em investimentos da sua Defesa.

Perante a gravíssima agressão da Rússia à Europa democrática e livre, o atual Governo, opta pelo enfraquecimento das capacidades militares e defesa nacionais, expondo-nos ainda mais ao perigo duma possível agressão militar externa.

Já os países europeus reforçam os seus investimentos nas suas forças armadas, até mesmo a Suécia e a Finlândia, países neutrais, tratam de aderir à Nato, capacitando-se e responsabilizando.

Neste preocupante cenário europeu e mundial, tem de se questionar até quando Portugal continuará irresponsavelmente a expor-nos a perigos e fraquezas, pondo-se em causa ou entregando a países e forças externas, a soberania, a independência e a identidade nacionais?

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Abril de 2022 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

Horizonteabril2022.jpg

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:46
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Domingo, 3 de Abril de 2022
Os intolerantes

Karl Popper, um dos maiores filósofos do século XX, no termo da II Guerra Mundial, em 1945, publicou uma das mais notáveis obras político-filosófica de todos os tempos da Humanidade, ”A sociedade aberta e os seus inimigos”.

É uma obra essencial para perceber as características, os meios e os fins das autocracias e dos totalitarismos e, em oposição, o foco que temos de colocar na defesa das sociedades abertas, tolerantes, fraternas e desenvolvidas.

E as ferramentas para isso são o permanente debate, a democracia e as liberdades.

A obra, de dois volumes, aborda os sistemas políticos autoritários e totalitários mais marcantes do século XX, como foram o e o platonismo na época clássica, fascismo e o comunismo, com especial foco no marxismo, colocando a nu as suas violentas, desumanas e odientas asserções e princípios anti-humanos.

E Karl Popper escreveu sobres estes tipos de regime e ideologias uma afirmação que se tornou tão célebre, quanto verdadeira e profética, sobre o chamado paradoxo da tolerância:

“A tolerância ilimitada levará ao desaparecimento da tolerância. Se estendemos tolerância   até àqueles que são intolerantes, se não estamos preparados para defender a sociedade tolerante contra o ataque dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, juntamente com a tolerância. …devemos reservar o direito de suprimi-las, mesmo através de força; porque poderá facilmente acontecer que os intolerantes se recusem a ter uma discussão racional, ou pior, renunciarem a racionalidade, proibindo os seus seguidores de ouvir argumentos racionais, porque são traiçoeiros, e responder a argumentos com punhos e pistolas.  Devemos, pois, reservar o direito, em nome da tolerância, de não tolerar os intolerantes.”

Também no final da II Guerra Mundial, o General norte-americano George S. Patton, um dos líderes militares da vitória Aliada sobre os nazis, avisou-nos, qual profecia, que um dia ainda viria a ser travada uma guerra fratricida com a Rússia totalitária comunista, procurando esta subjugar as sociedades democráticas e livres ocidentais, com o custo de muitos milhões de mortes e vultuosa destruição.

E eis que a horrenda guerra na Ucrânia, perpetrada pela Rússia imperialista e colonialista, saudosista da União Soviética, procurando esmagar a liberdade do povo ucraniano, permitiu-nos melhor identificar os intolerantes no espaço político.

Por exemplo, da extrema-esquerda, o caso português no Partido Comunista, e da extrema-direita, no caso húngaro, o primeiro-ministro Viktor Orbán.

Avistamos neles em comum a sua total aversão, cínica e hipócrita, na condenação da hedionda carnificina do povo ucraniano.

E para a nossa sobrevivência, a emergência dos neocomunismo e neofascismo, personificados no carniceiro e criminoso de guerra Vladimir Putin, obriga-nos a denunciar, expor e combater os intolerantes, por meios pacíficos, mas, se necessário for, no limite e para a nossa sobrevivência, expulsá-los pela força dos meios públicos.

(artigo do autor, publicado na edição de 1 de Abril de 2022 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

Horizontemarço2022.jpg



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:36
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015
O Czar Vladimir Putin, o Grande (hipócrita)

Vladimir Putin, para aliviar a sua consciência perante as suas mãos cheias de sangue ucraniano, sendo ele o único autor moral e material da carnificina que vai na Ucrânia, e o grande incentivador dos assassinos rebeldes no leste da Ucrânia, veio agora, com todo a pouca-vergonha e desfaçatez, acusar o Ocidente de ser o culpado da guerra civil ucraniana.

Mas este grande mentiroso não tem como fugir das suas responsabilidades e do seu verdadeiro rosto!

Ora, muito antes da crise na Ucrânia e da expansão da Nato já a Rússia havia anexado em 2008 - nova doutrina militar de expansionismo neo-soviético - pela força das armas, à Georgía, os territórios da Ossétia do Sul e da Abcásia, matando inocentes, promovendo tiranos e assassinos locais, como por exemplo já havia sucedido anteriormente na Tchetchenia, onde os russos matam e esfolam impunemente há décadas, retalhando e ocupando países estrangeiros soberanos.

E os países europeus que aderiram à Nato fizeram-no, primeiro, por sério receio do expansionismo russo-neo-soviético, e depois, escolhendo essa opção livremente pelo voto e por expressão maioritária popular e, finalmente, por decisão soberana dos seus parlamentos, e não, como nos "saudosos" tempos do comunismo soviético do Senhor KGB Vladimir Putin, por meio da força das armas, da perseguição e eliminação, ou pelo desterro, dos adversários políticos para os Gulag e para Sibéria.

E, já agora, convém não esquecer, a anexação militar da Crimeia, primeiro com uma invasão militar ppor parte da Rússia, e depois por meio dum simulacro de um apressado e nada transparente referendo popular, tudo feito com o maior desrespeito da soberania do povo ucraniano, e bem assim do povo autoctene dos tártaros, estes que no passado, nos séculos XVIII e XIX, foram dizimados em massa pelos mesmos russos.

Foi Vladimir Putin o grande incentivador do anterior ditador ucraniano, o anterior presidente Yanukovich, que roubou milhares de milhões de dólares dos cofres ucraniano e os levou para a Rússia.

Mas, esse senhor Vladimir, afinal de contas, não passa de um reles comunista sanguinário, assassino em série e em massa, disfarçado de (pseudo) democrata, que elimina com veneno radioativo e por meio de atentados os seus adversários políticos, reprime violentamente todos as vozes dissonantes na Rússia e faz da democracia russa um mero simulacro do seu poder ditatorial e fascizante!

As mãos de Vladimir Putin esguicham de sangue!

Mas o comunismo é mesmo uma maldita doença mental!

maosdesangue.jpg

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:44
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
O exército português está em guerra contra quem?

Em 1974 debatia-se o país com várias frentes de combate: Guiné, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Timor e também estava integrado na NATO.

Tinha apenas 41 oficiais generais e contabilizava 243.795 efetivos militares, dos quais 216.195 no Exército, 17.600 na Marinha e 10 mil na Força Aérea, de acordo com os números fornecidos pelos 3 ramos militares.

Era uma média de 1 general para 5.946 efetivos

Nos dias de hoje Portugal não tem nenhuma frente de guerra e só cumpre, como antes, as suas obrigações militares na NATO.

De acordo com os dados do último anuário da Defesa Nacional disponível, de 2010,

Portugal possui atualmente 67 oficiais generais e 35.057 militares no ativo: 18.351 do Exército, 9.584 da Marinha e 7.122 da Força Aérea.

O que dá uma média de 1 general para 523 efetivos.

E ainda estão 123 oficiais generais na reforma, cada um recebendo uma pensão mensal média de 5.440 euros.

Temos de perguntar: o que se passou desde 1974 até aos dias de hoje para que em tempo de paz hajam tantos generais, ganhando tanto e fazendo pouco, e sendo tão poucos os militares subalternos?

Afinal, estarão estes generais em guerra contra o seu próprio povo?

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 17:55
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Terça-feira, 15 de Julho de 2014
A vergonhosa guerra da Síria.

Partilhem unicamente, sem colocar "gosto", para manifestarmos a nossa repulsa e a nossa condenação pela guerra civil na Síria. (A foto retrata um pai que beija o filho morto num bombardeamento).


Share only, without putting "like", to expre...ss our disgust and our condemnation by civil war in Syria. (The photo portrays a father kissing son killed in a bombing).


Partagez seul, sans mettre «like» pour exprimer notre dégoût et notre condamnation par la guerre civile en Syrie. (La photo illustre un pére embrasser le fils tué dans un attentat à la bombe).

 


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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:34
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