Ideias e poesias, por mim próprio.

Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
Grande Governo, grandes abusos (3)

O Estado Português atual, ao revés da sua legal missão e constitucional função e fim, no respeito à soberania do povo, transformou-se no exclusivo amigo, serventuário e propriedade dos Partidos Políticos, dos seus agentes, apaniguados e acólitos, desprezando a larga maioria dos portugueses.

E os Partidos Políticos, sintomaticamente havendo um Partido dos animais, odeiam os portugueses que não se lhe subjugam e não dizem amém às suas tropelias, crimes e abusos.

O Estado criminal e da malandragem é hoje a religião oficial vigente, todos aqueles que não se convertem ao seu credo e comando, por se recusam a ser seus acólitos, discípulos ou criados, são social, económica e politicamente perseguidos, ostracizados e prejudicados.

Em face da nossa experiência coletiva das quatro últimas décadas e meia, temos agora de perguntar: se o Estado tivesse menos poder, menos governantes, autarcas, decisores e funcionários públicos, se fosse menos intervencionista, cobrasse menos impostos e custasse muito menos financiamento dos contribuintes, se a sociedade, a economia, o ensino, as artes e os demais setores em geral fossem mais livres e independentes, não seria mais difícil de fazer as negociatas corruptas, perdulárias e escandalosas, de maior dificuldade de se darem as tropelias, abusos e crimes dos políticos, suas seitas e máfias associadas, como bem sabemos e sofremos atualmente a pagar em mais impostos e custos... e que conduziram a Portugal à atual insolvência e, desta melhores sorte e escolha, não viveríamos todos em muito melhores e saudáveis condições?

Ou seja, se houvesse menos lugares no Estado para nomeações, atribuições, concessões e adjudicações diretas, não seria mais difícil de fazer negociatas, cometerem-se abusos, desvios, furtos e, em geral, existir muito menos corrupção, abusos de poder, desvios e furtos do erário pública?

A sabedoria do povo diz, com razão, “A ocasião faz o ladrão”, então e o que é fácil de concluir, tendo nós de aceitar, um Governo Socialista com 70 membros (20 Ministros e 50 Secretários de Estado), custando aos portugueses nos próximos quatro anos 20,5 milhões de euros, sem contar com os centos de subsecretários de Estado, boys, girls, motoristas e demais criadagem que acompanharão aqueles..., quadruplicando, quintuplicando, ou mais, os seus custos, apresentando-se assim à nascença em mais um assalto à carteira dos contribuintes, será muito certa a nova vaga de desmandos e abusos públicos que em breve se nos vão apresentar e custar muito mais nas nossas carteiras e piorar as nossas vidas.

Infelizmente.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 31 de Dezembro de 2019 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

horizonte janeiro.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:27
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Grande Governo, grandes abusos (2)

45 anos volvidos do 25 de Abril e instaurada a democracia partidária, percebemos que tudo isto que temos presenciado, atingindo dolorosamente a nossa própria carne, sacrificando as nossas famílias e destruindo a sociedade, as empresas, as pessoas, os jovens e o meio ambiente, enfim o país, não faz qualquer sentido.

Os casos de corrupção, abusos públicos e muita pouca vergonha político-partidários, acontecem diariamente por todo o Portugal, conspurcando as instituições e empresas públicas, passando por autarquias e governos regionais, chegando aos órgãos de soberania.

O resultado deste magnicídio constata-se na situação pornográfica dos autores destes delitos, vivendo, gozando e desfrutando luxuosamente do produto financeiro dos seus saques e crimes, impunemente, sem responsabilidade, à descarada e sem castigo, do dinheiro furtado aos contribuintes, sabendo nós hoje que foram eles a causa principal para a destruição e ruína gerais do país, do povo e dos seus recursos nacionais.

Mais Estado, como bem se sabe e está sobejamente provado em Portugal, requer mais cargos nomeados e, por consequência, maior oportunidade de corrupção, abusos e delitos.

Mas, a cada novo Governo a pandilha sob de número, a despesa agrava-se, aumentam os encargos da nação, batendo à vez e sucessivamente o recorde dos gastos anteriores

O centralismo estatal português existente faz com que tudo seja feito numa rede perniciosa de meios financeiros, patrimoniais e jurídicos, de forma fácil de controlar pelos seus corruptos e criminosos autores e beneficiários, de modo mais obscuro e incontrolável, em ordem angariar proveitos ilícitos dos negócios públicos.

Ao longo de todos estes longos anos, os partidos do arco da governação e do Regime, PS, PSD, CDS, BE, PEV e PCP, foram exigindo mais e mais meios e fundos dos cidadãos para um saco a fundo perdido, de forma a beneficiar grupos económicos, políticos, sociais, corporativos e sindicais, para depois aí, esses mesmos ex-governantes, em contrapartida, virem a receber os respetivos ilícitos benefícios, em cargos, vencimentos e pagamentos por cima e por debaixo da mesa.

O Estado Português é hoje o maior inimigo da classe média, das liberdades económica, intelectual, social e familiar dos cidadãos e das empresas, e, em geral e em particular, dos cidadãos livres, criativos e criadores, empreendedores e inovadores.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 31 de Novembro de 2019 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

Horizonte - novembro 222de 2019.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:19
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Os submarinos do Estado Português Corrupto

A decisão de absolvição dos acusados no processo-crime das contrapartidas dos submarinos, não tem nada de admirar, tão-pouco merece qualquer censura.

A decisão, para além de ser jurídica e legalmente honesta, representa o desiderato moral do Portugal contemporâneo.

O absurdo reside naqueles que ainda não enxergaram a natureza própria do regime político português, dos seus princípios políticos, legais e constitucionais subjacentes, especialmente, da legitimação criminosa no abuso da coisa pública e do Estado, em benefício dos corruptores e delinquentes residentes nos partidos políticos.

Desde 25 de Abril de 1974 o fito legal que preside aos negócios do Estado é o enriquecimento arbitrário de um conjunto de impunes.

A pseudo-revolução abrilista fundou-se no branqueamento da corrupção da guerra do ultramar, o que legitima e naturalmente lhe sucedeu é o que vemos.

A propriedade do Estado Português passou à pertença feudal dos Partidos Políticos e dos seus esquemas de confisco.

Na Alemanha os mesmos “amigos dos submarinos” foram condenados por corrupção, um país onde se trata de defender a coisa pública, os princípios do Estado de Direito, a Lei e os contribuintes.

O erário e património públicos do Estado Português, segundo a Constituição da República Portuguesa, são o quintal particular dos mesmos de sempre.

O coletivo de juízes que ditou a absolvição apenas se limitou a confirmar que o Estado, de acordo com a sua intrínseca natureza jurídica, tem como legal a regularidade do pagamento de luvas e vantagens financeiras indevidas, para nada interessando o escandaloso prejuízo dos contribuintes.

Há mais de 30 anos que se fala da produção duma legislação de combate à corrupção e ao enriquecimento ilegítimo de políticos e governantes, mas tal nunca viu, jamais poderá ver, a luz do dia.

Todos os governantes, desde a Presidência ao Governo, Governos e Assembleias Regionais, deputados, autarcas e demais altos funcionários do Estado, continuam apenas fazendo os seus legalizados corruptos negócios.

Os portugueses sabem e conhecem o país corrupto em que vivem, aliás a esmagadora maioria alinha, sustenta-se e alimenta-se dele.

O Estado Português é o órfão deste generalizado esquema criminoso, e no fim da cadeia alimentar ficam os contribuintes portugueses.

Ao fim destes anos todos só ainda foi escrito na legislação a expressão “viva a corrupção”, mas ela é legal, e podemos ler “os contribuintes que se lixem”.

 

subamrinos.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 10:52
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014
Governos de Portugal e Alemanha: as diferenças entre o uso e o abuso do erário público

Já o poeta António Aleixo havia escrito:

 

"Esta mascarada enorme

com que o mundo nos aldraba

dura enquanto o povo dorme,

quando ele acordar, acaba."


Vem isto a propósito de mais um exemplo que nos chega da Alemanha.

Sabemos agora que o Estado alemão paga os gabinetes de trabalho dos Ministros mas não as casas particulares, que devem ser pagas por cada um deles.

Na Alemanha são 1 Chanceler, Ângela Merkel, e 15 ministros, sendo que cada um deles tem de pagar o seu próprio alojamento, os transportes para o trabalho, as faturas da água, da eletricidade, alimentação e andam nos seus próprios carros.

Já em Portugal, entre 1 Primeiro-ministro, mais 15 Ministros e 38 Secretários de Estado, o erário público tem de sustentar uma residência oficial para Passos Coelho, paga a este e aos demais ministros e secretários de estado despesas de representação, subsídios de alojamento, motoristas e veículos oficiais para cada um deles, entre muitas outras despesas.

Assim se constata como nalguns países, como é o caso da Alemanha, os seus governantes administram o erário público de modo a poupá-lo e jamais onerando despropositando os contribuintes, enquanto outros, como é o caso de Portugal, os seus governantes usam e abusam do erário público e, não tem outro nome, roubam e empobrecem os seus próprios povos e países.

Ou seja, enquanto uns Governos trabalham para fazer cresecer desenvolver e enriquecer os seus países, outros Governos tudo fazem para empobrecer os seus povos.

Neste infeliz último caso, temos o de Portugal!

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:07
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