Ideias e poesias, por mim próprio.

Sexta-feira, 5 de Março de 2021
TAPar

Foi-nos agora imposta a nova obrigação de mais de 3.5 mil milhões de euros, um novo BES, para tapar o buraco deixado pela falida TAP.

Em plena pandemia do Covid 19, com a economia portuguesa arrasada, grassando a fome, a penúria e a doença, o Estado Português dá-se ao luxo de apascentar mais um elefante branco.

Com uma dívida externa de mais de 140% do PIB nacional, mendigando diariamente mais 8 milhões de euros emprestados por hora, a pagar após décadas de juros e com a soberania nacional, em nome da ideologia socialista e estatista, optou-se, uma vez mais, pela irracionalidade económica.

Contudo, pagam prémios milionários aos gestores da ruinosa TAP, figurantes da oligarquia partidocrática, incluída a mulher do Presidente da Câmara da capital.

Mas a TAP foi nacionalizada para distrair a malta com passeios, fornecer a granel bilhetes à classe política para abanarem o rabo à volta do planeta, branqueando-se a incompetência governamental e, todos engalanados, com a bandeira nacional.

Ora, uma empresa pública onde coexistem 15 sindicatos é …muita concorrência de direitos entre os seus trabalhadores.

O que realmente interessava nacionalizar, não custando um tostão aos contribuintes, era a marca TAP.

Os passivos e as dívidas acumulados deviam ser remetidos para a insolvência, apurando-se e, caso comprovadas, punindo-se, as responsabilidades civil e criminal da anterior ruinosa gestão brasileira.

O exemplo bem-sucedido seria o da privatização da sueca SAAB (empresa aeronáutica e automobilística) em 2011, e poupando-se um ror de dinheiro aos contribuintes.

Na altura, o Estado Sueco expropriou a marca a custo zero, passando a propriedade pública, cedendo depois os direitos de fabricação e comercialização no seu território e em regime fiscal favorável e, como contrapartida, recebendo as respetivas rendas financeiras.

E os capitais privados, maioritariamente chineses, tiveram de assumir totalmente os riscos e as responsabilidades laborais, financeiras e patrimoniais da falida SAAB!

Mas, não podemos esquecer que nos Partidos Políticos portugueses ensinam aos jovens aprendizes da governação que para se fazer a economia bastam dois operários, um a abrir e um outro a tapar o mesmo buraco, com uma dúzia de burocratas a gerir e fiscalizar aqueles.

Não admira que o Presidente Marcelo não se baste com uma “bazuca” financeira da União Europeia, reclamando já duas, pois, para estafar cá estão estes “ronaldos” da coisa pública.

O crime e a asneira compensam em Portugal, o povo assiste basbaque e bate palmas.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 28 de Fevereiro de 2021 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

Horizonte fevereiro2021.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 16:59
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2020
Frentismo de esquerda

Os últimos dois meses, vividos na pandemia do Covid 19, veio-nos mostrar de volta a Portugal a pesporrência e o autoritarismo do frentismo de esquerda.

A restrição das liberdades e dos direitos dos portugueses, agilizada pelo Governo Socialista, serviu para tomar o Estado como sua propriedade privada.

Claro está, tudo com a anuência do Sempre-Candidato-Presidente-da República-Marcelo-Rebelo-de-Sousa, em troca da recompensa do respetivo apoio socialista nas próximas eleições presidenciais.

No dia 1 de maio quem quis ir à praia, passear, reunir-se com a família ou os seus amigos, rezar em Fátima, ou noutro local de culto, deparou-se com a força bruta das polícias, ameaçado de detenção e julgamento sumário em tribunal.

O abuso da força pública sustentou-se, ilegal e inconstitucional, num famigerado estado de calamidade, por meio desconhecidas e arbitrárias regras, agravada com a chantagem de um alegado crime geral de desobediência …a pretensas prescrições ou recomendações de proteção civil.

Com o pretexto do Dia do Trabalhador, quem tivesse um cartão, ou um convite, do PCP e CGTP, pôde viajar alegremente e à vontadinha, em grupo e ao magote, com os seus camaradas, para ir festejar no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e noutros locais.

Segundo a Constituição da República Portuguesa o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República, “não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência”.

O que assistimos, por uma mera declaração de Estado de Calamidade, que serve unicamente para enquadrar atuações da Prevenção Civil, em matérias de acidentes, catástrofes e outros eventos anormais de âmbito local ou regional, foi o Governo e as Policiais tratarem portugueses, arbitrária e discriminadamente consoante as suas opções ideológicas e partidárias.

Por um lado, privilegiando a extrema-esquerda e o seu braço anarquista sindical, que puderam livremente colocar em causa a saúde pública, em concentração e aglomerado público, nos vários eventos do 1 de Maio, e colocando em liberdade irrestrita delinquentes e criminosos, violentos e por tendência, que cumpriam penas de prisão.

Por outro lado, coagindo todos pessoas pacíficas à sua habitação, confinando os idosos em lares e reclusão e detendo e coartando cidadãos livres na via pública, sob o pretexto da prática de pretensos, mas inexistentes, ilícitos penais de …proteção civil.

A implantação da república soviética portuguesa só foi impedida no limite, em 25 de Novembro de 1975, pelos militares patriotas e democratas, contudo observamos hoje os mesmos acirrados grupos e indivíduos antidemocratas que procuram mergulhar o país nas trevas seguindo o exemplo do regime sanguinário da Venezuela.

Perante esta subversão em curso do Estado de Direito Democrático, um povo fraco governado por manhosos e oportunistas, perante uma oposição partidária colaboracionista e uma comunicação social cúmplice, a esquerda tem hoje o país como seu feudo.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Maio de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

horizontemaio2020.jpg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:34
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020
Depois do Coronavírus

Vivemos uma calamidade nunca por nós conhecida, uma tal pandemia mortífera do Covid 19, que nos obriga a refugiar nos nossos lares, abandonando o trabalho, a rotina, os amigos e a família.

Há pouco mais de um mês assistimos à aprovação duma lei da morte, apelidada eufemisticamente de eutanásia, agora confrontamo-nos com o dever e a urgência de salvar vidas.

E, fazemos a quarentena profilática, exatamente para salvar as vidas dos mais débeis e frágeis, ao invés do espírito ínvio dessa lei imoral e assassina.

Os autores dessa lei maligna terão de assumir a sua vil condição moral e, a seguir, renunciar e desaparecer.

Em face das ruinosas consequências económicas e financeiras que já se anteveem, com a paralisação e a destruição causadas, urge redefinir as nossas condições e meios de sobrevivência.

A opção por voltar a semear, cultivar e colher da terra será um dos melhores meios de mitigação dos impactos muito negativos que aí vêm.

Afinal, as necessidades básicas e prioritárias de sobrevivência reconduzem-se à satisfação de 4 requisitos essenciais: saúde, alimentação, família e segurança.

O custo dos alimentos, em face sua previsível carestia e escassez, poderá tornar-se impossível de pagar para a maioria das pessoas.

Passaremos a viver com menos bens materiais, de maneira mais prosaica, a saúde, em particular, e a sobrevivência, em geral, tornaram-se os bens mais preciosos.

As pretensas medidas financeiras anunciadas pelo Governo para apoiar a economia, as empresas e os trabalhadores, mais não são do que promessas de migalhas e a deitar pelo ralo do país.

Estes governantes esquerdistas continuam a insistir no Estado ineficiente, despesista e improdutivo.

O país necessita de mudar de paradigma, urge uma profunda e extensa liberalização da economia, atraindo mais capitais e financiamentos estrangeiros, criando-se generosos estímulos e isenções fiscais, de médio e longo prazo, para novos investimentos no aparelho produtivo e exportador nacional.

Por banda do Estado, necessitamos dum plano “Marshall”, de salvação e recuperação económica nacional, para além do seu emagrecimento e desparasitação.

Defendo, no imediato, a venda de metade das reservas de ouro do Banco de Portugal (total de 382,5 toneladas), resultando em 10 mil milhões de euros, servindo para financiar a economia, utilizando-se para subsídios a 50% a fundo perdido nos novos investimentos produtivos na agricultura e na indústria nacionais.

Teríamos uma rápida injeção financeira de mais de 20 mil milhões de euros na nossa economia, conduzindo a um necessário incremento na atividade produtiva.

Mas, a despesa burocrática e política do Estado terá ser reduzida a 1/3, ou 1/4, não se dando mais qualquer dinheiro aos Bancos, que já comeram demasiado, e o turismo, percebemos agora bem, é uma atividade de pés de barro.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 31 de Março de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

horizonte março 2020.jpg

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 22:33
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