1 ano depois, dos 66 inocentes mortos, da enorme destruição humana, moral ambiental e patrimonial, dos milhares de milhões de euros espoliados, a reconstrução material ainda por se cumprir, as terras e os lugares jazendo ao abandono, as pessoas e as famílias destroçadas, a chaga de Pedrógão Grande florescendo no novo eucaliptal, e o Estado apascenta o seu conhecido espetáculo de demagogia e propaganda.
Vivemos sob um país de vícios, mentiras e fantasias, como recentemente demonstrou a auditoria do Tribunal de Contas à reprivatização e recompra de 50% da TAP pelo Governo atual Governo socialista, criticando severamente esta opção, por agravar "as responsabilidades financeiras do Estado", prevendo 2.500 milhões de euros mais a suportar pelos contribuintes
Eis vícios caros, perdão ...uma transportadora de “bandeira”, para passear à borla e em primeira classe os figurões dos governantes portugueses …para irem à Rússia ver a bola.
O relatório da OCDE, divulgado este mês, aponta que em Portugal uma família portuguesa necessita 150 anos para deixar de ser pobre.
É óbvio, num país de matriz política e económica socialista ser-se pobre é uma inevitabilidade, o principal objetivo político-constitucional é sacar a todo e qualquer custo dinheiro dos contribuintes para sustentar um Estado irracional e a benefício das suas privilegiadas elites.
Em Espanha, uma verdadeira democracia, coisa bem diferente desta república das bananas, o cunhado do Rei de Espanha encontra-se já a cumprir a pena de prisão a que foi condenado por diversos delitos e crimes de peculato, corrupção e abuso de dinheiros públicos.
Em Portugal, por acaso, sabem o que é feito dos comprovados, publicitados e condenados ladrões de colarinho branco, com os apelidos de loureiro, vara, espírito santo, lima, e tantos e tantos outros…?
A irrelevância do poder do Povo chegou ao ponto de António Costa responder que a aprovação pela Assembleia da República da abolição do adicional do ISP, e a respetiva baixa do custo dos combustíveis, não tem qualquer consequência.
Para isto contribui a maior, mais fanática e nefasta seita implantada em Portugal, chamado de Estado Português.
O Estado não é uma pessoa humana, não aprende moral, ética, nem bons sentimentos, tão-pouco está vocacionado para praticar ou ensinar boas ações.
O Estado existe para exercer o controlo monopolista da força e da repressão, proteger os direitos e as liberdades, enfrentar a violência e reprimir a delinquência e a criminalidade.
Logo, o Estado deve ser refreado e controlado, retirando-se-lhe todo e qualquer poder de usar empresas, meios financeiros e patrimoniais, sob pena de fazer o seu costumeiro abuso, corrupção e descaminho.
O resultado está à vista em Portugal, o Estado passou à serventia dum conjunto crescente de meliantes e ociosos, mancomunando-se à volta do Orçamento à custa do decrescente número dos que trabalham e produzem.
(artigo do autor publicado na edição de 1 de Julho de 2018 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)
