Ideias e poesias, por mim próprio.

Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Estaleiros Navais da Incompetência Nacional.

Mas alguém em juízo perfeito pensará que estes governantes e políticos nos negócios do Estado Português "dão ponta sem nó"? Ou, como poderão explicar estes fulaninhos as suas vultuosas fortunas e a crescente ostentação de sinais de riqueza milhares de vezes superiores aos seus parcos e cada vez mais curtos salários oficiais? O processo da privatização dos Estaleiros de Viana do Castelo é apenas mais um, entre milhares de outros, casos suspeitos de negociatas muito mal explicadas, onde, certamente, também abundam inúmeros sinais de total incompetência dos decisores políticos. E as ligações promíscuas entre Ministros, Sociedades de Advogados e Gestores mercenários de ocasião apenas se limitam a revelar o óbvio das ligações perigosas que presidem aos processos negociais em causa. Os Estaleiros de Viana, como tantas outras, tais como a TAP, CP, Refer, Metros, etc., para além de mostrarem a péssima e enorme incompetência dos sucessivos governos na gestão das ineptas empresas públicas, põe também a nu o terrorismo político, económico e social dos demais atores envolvidos. Os sindicatos, os partidos políticos, os Governos Central e Regional, o Presidente da República, os Deputados e as Câmaras Municipais, em geral e em particular, são descarada e assumidamente agentes odientos e destrutivos que tudo fazem para destruírem e levarem Portugal ao charco. Onde é que está a justiça para punir estes tantos bandidos? É mesmo muita a pretensão a dos esquerdistas ao criticarem e quererem substituir os outros esquerdistas no governo das empresas públicas, julgando-se uns melhores do que os outros. Afinal, todos eles, só ainda não perceberam que a sua vaidade mostra-os exatamente iguais, porque e caso fossem melhores tudo fariam para se livrarem das causas da corrupção político e económica que está por detrás da sua gestão, ou seja, privatizando essas empresas públicas ruinosas. Mas, afinal de contas, o que todos eles querem é, como o povo diz sabiamente, mandar e mamar!

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 22:26
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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
Um muito estranho "lapso material" em negócio entre o Governo de Portugal e a PT-Telecom!

Foi publicado no passado dia 15 do corrente mês no Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 72-A/2013, aprovando a realização de um acordo formal, para a respetiva respetiva venda, dos equipamentos ou infraestruturas do sistema fixo de acesso de assinante, da rede de transmissão, dos nós de concentração, de comutação e processamento da rede de comunicações, ou seja o conjunto elementos que, nos termos do artigo 12.º da Lei de Bases de Telecomunicações, em vigor à data da celebração do respetivo contrato, celebrado a 27 de dezembro de 2002 entre o Estado e a PT Comunicações, S.A., compunham a rede básica de telecomunicações nacionais.

Ora e segundo esta nova resolução a outorga formal do novo contrato tem em vista a regularização da venda do acervo de bens que compunham a rede básica de telecomunicações e da rede de telex e que por razão de "um lapso material" não foram incluídos no "Anexo II" do contrato do anterior negócio de compra e venda e cuja minuta foi aprovada então pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 147/2002, de 26 de dezembro.

Veja-se: a universalidade de infraestruturas de telecomunicações que integravam a referida rede básica à data do anterior negócio de alienação de 2002, parece, diz-se agora, por razão de um "lapso material", não foram incluídos no anexo do contrato que identificava as infraestruturasobjeto.

Ainda mais estranho é que a própria PT-Telecom integrou contabilisticamente e registou, entre 1 e 27 de dezembro de 2002, esses bens no seu ativo.

E durante 11 anos, qual sono de princesas, ninguém se deu conta de nada!

E as nossas perguntas surgem:

Então e só agora e passado quase 11 anos é que se detetou que um vultuoso conjunto de bens do património do Estado não foi integrado naquele contrato e tenha assim ficado de fora? E, para além da Anacom, quem mais é que agora fiscaliza isto? Como é que foi acontecer? "Lapso material" mesmo? Alguém acredita mesmo na enormidade deste lapso e logo num contrato celebrado entre o Governo Português e a PT-Telecom? E quem foram os incompetentes que redigiram esse contrato?

Tudo isto parece muito estranho e e cheira a esturro!!!

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 10:54
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Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013
REN e EDP, ou como os portugueses são estúpidos?

Já alguma vez se perguntaram porque é que as nossas paisagens naturais e urbanas se estão a cobrir de um emaranhado cada vez mais confuso e denso de postes e fios de eletricidade?

Para quem não sabe, por lei, a REN goza da renda fixa paga pelo Estado Português de 8,5% em todos os seus novos investimentos!

E, com um rendimento destes, uma taxa sem igual no mundo da finança internacional, não faltam instituições financeiras dispostas a emprestar dinheiro à altamente endividada REN para levantar mais e mais postes e ligar fios de eletricidade!

Esta irracionalidade é tão absurda que não há que admirar a crescente poluição visual a que estamos cada vez mais sujeitos com fios e mais fiarada espalhada por ruas, telhados, árvores, serras e montes!

Já sabe, cada fio a mais que a EDP coloca você está pagar!

Já agora, pergunto eu: é agora no Orçamento para 2014 que o Governo de Passos Coelho, vai, finalmente, acabar com a escandalosa e surreal renda, chamada de "défice tarifário", que custa, conjuntamente, com a EDP, qualquer coisa como 608 milhões de euros por ano aos contribuintes portugueses?

...

Só podemos mesmo estar a viver num país loucos!

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 22:54
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Os idiotas poupam, o Poiares Maduro gasta à tripa-forra.

Definitivamente a austeridade é coisa para a raia-miúda!

Enquanto os portugueses se debatem com o apertar do cinto, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, por seu lado, anunciou, esta quinta-feira, a criação de mil novos espaços do cidadão online.

Ainda há poucos dias este mesmo ministro, o espertalhão socialista do Governo de Passos Coelho, havia anunciado o retorno das transmissões do futebol profissional da I Liga Portuguesa à RTP, um coisita só para cima de 10 milhões anuais a custear pelos contribuintes portugueses.

Mas se pensarmos bem, a nova medida imaginativa de Poaiares Maduro com novas estas mini-lojinhas, nunca custará menos de umas quantas tantas dezenas de milhões de euros de despesa pública.

E ainda mais genial é a possibilidade destes novos antros de burocracia virem a disponibilizar publicamente a informação sigilosa de várias bases de dados protegidas dos portugueses, como as relativas à identificação civil, de saúde ou dos seus muitos contratos de consumo.

E, last but not least, esta nova despesa pública sempre terá a vantagem de criar mais umas quantas dezenas de milhares empregos públicos para os milhentos de boys e girls desempregados do PSD, do CDS , quando for a sua vez, os do PS e dos seus apaniguados.

No final das contas, esta nova despesa é só mais uma despesita para mais uns quantos milhões de euros de nova e inútil despesa pública.

Afinal, este Poiares Maduro é apenas um mãos-largas!

E os idiotas não são mesmo os portugueses que estrebucham nas dificuldades da austeridade?

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 20:28
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Sábado, 9 de Novembro de 2013
Swaps: qual é o interesse do Governo nesta escandaleira?

O Tribunal da Lousada anulou mais um contrato de Swaps e condenou o Santander Totta a indeminzar empresa vítima deste ardiloso tipo de empréstimo bancário.

O meio legal recorrido para por fim a esta vergonha exploração da parte mais débil é simples: o artigo 437º do Código Civil enuncia e dita que "Se as circunstâncias em que as partes fundaram a decisão de contratar tiverem sofrido uma alteração anormal, tem a parte lesada direito à resolução do contrato, ou à modificação dele segundo juízos de equidade, desde que a exigência das obrigações por ela assumidas afecte gravemente os princípios da boa fé e não esteja coberta pelos riscos próprios do contrato."

Perante esta justa decisão judicial, com previsão legal, e perante os gravosos contratos que o Estado continua suportar pelas Swaps contraídas pelo anterior Governo de José Sócrates, fica a pergunta legítima dos portugueses: o porquê de se continuar a pagar esta desmusarada exploração dos contribuintes que tanto agrava a débil situação económica geral de Portugal e dos portugueses?

Qual é, afinal, o real interesse que está pode detrás disto tudo de modo a que o Governo de Passos Coelho assegure a continuidade desta sobre-exploração?

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 20:24
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013
Os tarecos e os bobis do Governo.

Este Governo de Portugal é mesmo fraco: logo que se fizeram ouvir os primeiros urros dos sujeitos que fazem dos seus apartamento quintas de criação de inúmeros animais, com que fazem alto e ruidoso barulho, incomodam a vizinhança, poluem e conspurcam prédios inteiros, utilizam os animais, especialmente por meio de cães perigosos, para molestarem, incomodarem ou atacarem os seus vizinhos, logo o Governo recuou e, a abanar a cauda, veio rapidamente aceitar que os animais e os seus donos pululem indiscriminadamente nos meios de habitação de uso humano.

Não admira que se diga que "estamos entregues à bicharada", afinal este Governo nem sequer é capaz de disciplinar o uso e o abuso de animais nos prédios destinados à habitação humana, onde aliás muitos deles em comum com os seus donos humanos vivem em pior condição ou comportamento, pior do que muitos outros animais bravios ou selvagens.

Ora, tanto amor aos animais irracionais só pode, certamente, vir de outros animais iguais.

Sem dúvida, os animais afinal merecem mesmo este Governo!

 

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 19:05
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Domingo, 27 de Outubro de 2013
O problema é a Troika ou é o aparelho de Estado cleptocrático português?

Todos os políticos e governantes em Portugal ou falam em cortes de despesas ou em não pagar a dívida externa, mas porque será que tanto o Governo PSD-CDS como a própria Esquerda PS-PCP-Verdes-BE não falam antes em acabar com estes roubos que continuamente são a causa do défice das contas pública e aumentam diariamente a dívida pública?

 

Nenhum Partido Político na Assembleia da República fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República, e reduzir a metade despesa de mais de 15 milhões de euros da Presidência da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério, reduzir a metade as Assembleias Regionais, fim das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, subsídios de deslocações, de residência, ajudas de custo e cartões de crédito, tudo à custa do pagode e reduzindo a metade os mais de 100 milhões de euros de despesa anual.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores principescamente pagos e com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com todas as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, reduzindo a menos de 1/3, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia, acabar com os lugares de vereadores a tempo inteiro e a meio tempo (são mais de 1.500 em Portugal, que custam por ano mais de cem milhões de euros aos contribuintes).

6. Acabar com o Financiamento público aos partidos (mais de 30 milhões de euros por ano), que devem viver apenas da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

7. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

8. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, amantes e até, os filhos das amantes...

9. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

10. Extinguir os Ministros da República para a Madeira e para os Açores que custam juntos ao Orçamento mais de 600 milhões de euros.

11. Acabar com as ineficientes, inúteis e corruptas Altas autoridades da Concorrência, da Comunicação Social, Provedoria da Justiça, Tribunal Constitucional, Comissão Proteção de Dados, os muitos inúteis Conselhos de Fiscalização e Acompanhamento de tudo e mais alguma coisa, que custam muitas dezenas de milhões de euros anuais.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP, com os lugares de amigos e de partidos na RTP, e por fim aos quase 400 milhões que a mesma recebe todos os anos, quase 200 milhões do Orçamento de Estado e outros 200 milhões da taxa do audiovisual.

21. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, da Refer, da. CP, das empresas. Metro do Porto e Lisboa, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

22. Anular todas as SWAPS e pedir de volta os mais de 2 mil e quinhentos milhões pagos aos Bancos e processar os administradores de empresas públicas que os aprovaram à custa do dinheiro dos contribuintes.

23. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

24. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

25. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos, investigar todos os contratos feitos com os ex-ministros que a seguir foram dirigentes e gestores nas empresas que beneficiaram destes contratos.

26. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois, expropriar toda a riqueza ilicitamente adquirida por esses governantes, políticos e gestores.

27. Pôr os Bancos a pagar impostos em igualdade de condições com as demais empresas.

28. Acabar com as pensões de luxo dos ex-políticos, ex-deputados, ex-ministros, ex-PR's, ex-Governadores de Macau, ex-juízes do Tribunal Constitucional, etc.

29. Reduzir o número de Juízes do Supremo Tribunal a metade.

30. Impor um tecto de 1.500 euros mês a todas as pensões de reforma pagas pelo Estado portuguêsPorque não são estas reformas feitas?

 

Porque é que a Assembleia da República e os Partidos Políticos não debatem e resolvem estes graves problemas?

Ou serão eles cúmplices com estes crimes?

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 11:34
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Porque não emigram os políticos e governantes de Portugal?

Passos Coelho veio agora apregoar para a opinião pública uma sua surreal proposta de diálogo com os movimentos sociais originários do Facebook, criando no portal do governo um convite à criação e participação dos movimentos políticos e sociais.

A proposta, segundo o mesmo, tem em vista auscultar as pessoas e, passamos a citar, “permitir uma nova forma de comunicação com o Governo”, cabendo “ao proponente apresentar o seu movimento" e sendo prometido o doce ou a recompensa da "causa" com mais apoiantes poder vir a ser recebida pelo próprio Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.

Passos Coelho “him self” promete ser a própria recompensa do felizardo popular adepto desta surreal forma de comunicação do Governo da República.

É o populismo levado ao seu mais elevado grau.

É uma medida bem à medida do que lhe conhecíamos da “jotinha” laranja, de"fait divers" e "show off" para enganar tolinhos, e faz-nos lembrar de uma igual medida demagógica e falaciosa como a da Presidente da Assembleia da República para a realização de tertúlias populares dos deputados com os cidadãos, depois de ser apanhada abusivamente a acumular o salário com uma reforma e após as nossas insistentes denúncias.

Entretanto, entre alguns aderentes já posicionados no portal do Governo contam-se propostas de causas como as da “Legalização da Cannabis”, do “Descanso ao Domingo”, passando pela “Redução de Impostos” até ao de “Contra os trabalhos de Casa”, entre outras e mais de pasmar.

Ora, quando pensávamos que cabia ao Órgão máximo da Administração Pública governar e executar as respectivas funções públicas, constatamos agora que o Governo, de repente, se arvora como um canal de informação e comunicação, ou auscultação, públicas.

Mas isto também já não é novidade dos Governos da República, desde as pressões governamentais sobre a RTP, as Centrais de Comunicação de Santana Lopes, às tentativas de instrumentalização e às ameaças de Sócrates contra jornalistas e demais comunicação social, até às actuais fórmulas pró-freudianas de Passos Coelho, tudo parece valer a pena para Não Governar e para ir adormecendo o zé povinho.

A medida em causa de Passos Coelho também tem em vista a distorção e silenciamento da genuína liberdade de pensamento e expressão política de contestação popular que corre actualmente em catadupa e em abundante liberdade na blogosfera.

O fito e o intuito, em súmula, é a manipulação e a instrumentalização da opinião pública na blogosfera.

A medida, o que é facto, vinda poder efectivo, mais uma vez, apela à participação básica das pessoas, evitando questões essenciais do regime ou do sistema políticos, como por exemplo, tratar ou falar das alterações das leis eleitorais, ou do mais do que não abrem mão nem o Governo nem os Partidos Políticos com assento na Assembleia da República.

O poder político em Portugal, como há muito sabemos, não é nem se encontra feito de maneira para que os portugueses livremente legislem ou governem sobre os seu reais problemas e em ordem a resolve-los efectivamente.

Esta proposta de diálogo de Passos Coelho é, afinal de contas, não mais do que uma demagógica e cretina participação popular, fazendo o convite ao mesquinho e ao pequenino, ao popularucho e à infantilidade.

O real exercício político do bloco partidário instalado do arco do poder é, sabemo-lo há muito, um largo conjunto de interesses que se encontram alheados dos reais e efectivos problemas dos portugueses.

O que Passos Coelho e os seus acólitos pretendem é, uma vez mais, manterem-se por toda e qualquer via, recorrendo a todos e quaisquer expedientes demagógicos e infantis, fazendo permanecer a sua real incompetência.

Esta República é a República da imensa e improdutiva prol de ineptos e incompetentes que a ela se encontra associada.

A medida em causa não visa jamais a real democracia de cidadãos, no lugar próprio e por direito próprios.

Tal nunca se confundiria, nem confunde, por favor de conversinhas ou circunlóquios de ocasião como esta peregrina medida do Portal do Governo.

Ora, com a manutenção dos incompetentes desta III República nos Governos jamais haverão soluções.

Mas a medida de associação popular ao portal do Governo de Passos Coelho é e bem uma efectiva e cabal demonstração da inutilidade dos Governos da República.

Ao convite de Passos Coelho os inúmeros e valorosos movimentos sociais e políticos e os seus autores responderam-lhe em uníssono: os portugueses de boa-vontade pretendem por si e pelos seus próprios meios, capacidades e inteligência Governarem a bem de Portugal e, de tal modo, a poderem resolver efectiva, séria e competentemente os seus destinos.

Na verdade, se os portugueses trabalhadores e profissionais chegassem ao Parlamento e à Governação, rápida, efectiva e com utilidade, a presente situação desastrosa em que todos nós nos encontramos seria imediatamente resolvida.

Os portugueses sabem quais são os reais problemas e questões a resolver em Portugal, e sabem bem onde e quem são os corruptos e os agentes que entravam o livre e bom crescimento de Portugal.

O problema de Portugal, desde há mais de 100 anos, ou pelo menos desde os primórdios da implantação da República, não são nem nunca foram os portugueses.

Os problemas actuais dos portugueses são os políticos e a sua raça nefasta e destrutiva, acompanhados do actual regime e sistema políticos partidocrático e cleptocrático.

Assim sabendo nós sobejamente, perguntamos: porque raio é que estes políticos e governantes portugueses não emigram e deixam para os portugueses o seu amado país e nação de Portugal?



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 19:42
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Os incompetentes conhecem-se pela austeridade.

Incompetência dos Governos de Portugal apelidam-se há vários anos de austeridade, tanto podendo serem chamados de 5,2% de défice, ou de 5%, ou 2,1%, ou 7%, ou a 3%, ou...
Uma vez incompetentes, incompetentes para toda a vida, sejam eles do PS, ou do PSD, ou do CDS/PP, ou seja quem for.
Enquanto o povo português não acordar e libertar-se do Estado que o conduz à miséria e ao subdesenvolvimento, vai continuar a sofrer na pele os efeitos da austeridade.



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 17:44
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
A responsabilidade pessoal e solidária dos políticos e governantes portugueses dos últimos 20 anos pela actual dívida externa.

Abram os olhos e aprendam com uma lição sábia da recente História de Portugal que nos ensina como responsabilizar os políticos e os corruptos portugueses pela impagável e criminosa actual Dívida Externa Portuguesa:

1828-1834: A fatura do "miguelismo".

Com o enterro de D. João VI em 1826, abre-se uma crise de sucessão que desaguou numa guerra civil entre liberais constitucionalistas e conservadores miguelistas que se agrupavam em torno da viúva Carlota Joaquina e do filho Miguel Maria.
O apoio geopolítico vinha do chanceler austríaco Metternich, então o chefe de uma Santa Aliança europeia, uma coligação fundada pela Prússia, Rússia e Áustria contra o liberalismo, e que teria a oposição dos ingleses e dos americanos.
Miguel governaria entre 1828 e 1834 e precisou de um empréstimo, que ficou conhecido nos meios financeiros internacionais como "empréstimo de Dom Miguel".
No meio da guerra civil, Miguel negociou em 1832 um empréstimo de 40 milhões de francos junto dos banqueiros parisienses Outrequin & Jauge, com um juro de 5% com uma maturidade generosa a 32 anos.
Apesar dos riscos envolvidos, os banqueiros franceses conseguiram que estes títulos fossem admitidos para cotação na Bolsa de Paris, onde, aliás, se mantiveram até 1837.
"Os credores internacionais que emprestaram ao governo de D. Miguel sabiam que estavam a apostar num governo com a possibilidade de cair. Sabiam que corriam um grande risco.
Foi um empréstimo político", sublinha Pedro Lains, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e editor da "História Económica de Portugal".
Os juros e a amortização ainda foram pagas até setembro de 1833.
Depois, derrotado Miguel, o empréstimo viria a ser renegado pelos liberais e depois pelo governo de Dona Maria da Glória, sobrinha de Miguel.
O empréstimo não foi considerado legítimo.
Eram contas do tio que, entretanto, fugira para a Alemanha.

Que o fossem cobrar à Baviera, onde ele morreria.
O assunto passou, assim, a contencioso.
Os credores franceses organizaram-se em comité em 1840 e várias manobras diplomáticas continuaram pelas décadas seguintes a ver se conseguiam reaver pelo menos 2,5 milhões de francos, cujos papéis comprovativos consta que se encontravam no Tesouro em Lisboa.

 

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-bau-das-bancarrotas

 

Lido isto, pergunta-se: em vez de andarmos a pagar o que a esmagadora maioria de nós não deve, o que fazemos com imenso sofrimento e dor enquanto os Sócrates, Cavacos, Guterres, Durões, Santanas, Varas, Loureiros, Oliveiras e outros que tais que se abotoaram com o dinheiro da escandalosa e corrupta dívida externa e vivem no "bem bom", porque não corremos é com estes malandros para fora das nossas fronteiras e dizemos aos credores internacionais que vão cobrar a esses malandros o dinheiro que eles nos roubaram???

Não será então tempo do Povo português abrir os olhos e responsabilizar efectivamente aquela malandragem, tal como fez o Rei D. Pedro ao Rei D. Miguel "o renegado"?



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 16:08
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