Ideias e poesias, por mim próprio.
Contra a indignidade neste país.
Manifesto a minha pública indignação pelos factos relatados nas notícias vindas na comunicação social do dia de hoje, relatando que o Serviço da Interno de Informações (SIS) e a PSP, a propósito das manifestações e do protesto da "Geração à Rasca", andaram e andam a vigiar, a escutar e a devassar a vida privada dos seus cidadãos autores que pura e simplesmente expressam em paz o seu pensamento e as suas ideias. Eu pergunto: a que título e com legitimidade essas polícias e Serviços o fazem? Por acaso os cidadãos visados atentam ou atentaram contra o Estado, as Instituições e ou os Órgãos de Soberania, ou estão em conluio com entidades estrangeiras para atentarem contra a soberania nacional, o Estado português, ou querem subverter o actual estado de coisas ou o dito (...) Estado de Direito Democrático com e por meio de violência e ou pelo terrorismo? Relembro que na Constituição da República Portuguesa na parte dos Direitos, Liberdades e Garantias, e segundo as Convenções e os Tratados internacionais dos Direitos Humanos assinados por Portugal, são e estão plena e livremente assegurados a todo e qualquer cidadão português o direito inviolável de manifestar e livremente, por qualquer meio legal, as suas ideias e o seu pensamento políticos, religiosos e outros, bem como as suas convicções, sem que possa ser investigado, diminuído, controlado, coagido e ou restringido na sua esfera civil e nas suas liberdades por qualquer terceiro e ou incluído o Estado. Ora o que se vê, segundo tais notícias, são que os Serviços policiais de Estado e ou Polícias portuguesas se encontram escandalosamente a espiar e a vigiar os visados cidadãos, e fazendo-o a propósito de meras ideias e das suas manifestações políticas e públicas pacíficas e democráticas. Tais actos e factos dessas polícias, a serem verdade, mais não são do que actos e factos de pura devassa ilegítima, ilegal, totalitária e indigna das vidas de pessoas que deveriam continuar a ser privadas e reservadas. E pior ainda tais factos e actos reprováveis são praticados por órgãos e serviços do Estado, que melhor e ao invés, por imposição legal, têm a obrigação sim de as proteger e acautelar. Ora portanto e à luz da Lei e de um sistema que se diz democrático e livre, e à luz de iguais convicções democráticas, digo que não aceito, não tolero e sou terminantemente contra manifestações de um tal Estado securitário, repressor e de ditadura! Pergunto aos poderes vigentes e às Instituições portuguesas onde é que fica a Democracia neste país?