O dia correu da manhã ao final da tarde
O dia virou-se do nascente ao poente e correu
Já foi de alvores e aurora e termina pela sua hora
O crepúsculo surge e de novo revisita-se
O sol vai-se deitar com a lua e noite pôr-se
A noite é um manto que se cobre na sombra da luz
A praia vê partir o dia e estende-se nos seus farelos
O sol vai e vem e vai de novo ao pôr-do-sol
O dia termina e estende as réstias do seu alvor
O mar incandesce o seu corpo de vidro espelhado
O céu incendeia-se e o astro lenta e seguramente desfaz-se
A matiz de vermelho e laranja é uma paleta de fogo
São momentos breves à sua despedida
Vai cansado e desfeito no calor que o alimentou.
O dia e o seu resto não tardam e é noite.
O sol foi-se e parte a sós e vai
As águas recolhem os seus despojos e arrefecem
Somos todos um adeus que ao sol se vai deitando
Até amanhã velha bola de fogo de iludir
Ficamos de luto e na certeza do novo sol há-de vir
O sol mergulha por além, nas águas ao fundo
Aquela bola de fogo cai em ocaso no oceano.