Vêm agora a público os indefectíveis "cavaquistas, a propósito da inscrição de Cavaco Silva na PIDE, no ano de 1957, defender que se compreende esse facto à luz da época e que isso era a norma e era necessário para se ser funcionário público. Pois isso não é, nem nunca foi verdade. Verdade é sim a vergonha que tenho dessa ficha e do seu autor Cavaco Silva. Mas eu respondo a esses falaciosos argumentos de tão frágeis morais, que também sei que facilita em muito a vida nos dias de hoje ter uma "ficha" num partido político, que tal ajuda a promover familiares e amigos, que facilita o acesso às repartições públicas, que ajuda até nalguns tribunais, que ajuda a obter créditos nos bancos, ajuda a receber subsídios do Estado, que ajuda a ir a festas e a festarolas, que até ajuda a ser popular, a ser "jet set" e "oito", etc etc. Mas eu não sou filiado em nenhum Partido Político porque eu DIGO NÃO à corrupção, ao bandistismo, aos tráficos de influências, ao roubo do erário público, à pedofilia, à mafia política, à prostituição moral, ao aborto, à destruição da família, ao endividamento e à bancarrota do país, à destruição da juventude e do futuro de Portugal. Só assinou então ficha na PIDE quem era fraco e era vendido ao sistema vigente salazarista e de ditadura, porque muitos e muitos corajosos homens e mulheres, que até pagaram a sua vida, com a sua sobrevivência, com o seu conforto e até que tiveram que fugir de Portugal disseram NÃO. O meu pai jamais assinou qualquer ficha na PIDE e tive e tenho familiares que foram perseguidos pela PIDE pelas suas convicções democráticas. E eu aqui acrescento ao NÃO: BASTA! Repugna-me quem fez parte dessa execrável polícia política que perseguiu, torturou, prendeu e mandou matar tantos e tantos inocentos. Tenham vergonha seus "bufos"!!!