“A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português …de abrir caminho para uma sociedade socialista..., tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.” Sabem onde é que isto se encontra escrito? Na Constituição da República Portuguesa! Mas…, alguém em juízo perfeito ainda acredita em tamanha treta!? Ou não será este mais um dos equívocos pelo qual Portugal se enferma e caminha todos os dias para o empobrecimento geral da condição dos portugueses? A questão da eliminação ou manutenção daquela parte do texto do Preambulo da Constituição , tese esta última que vingou com o apoio histérico da esquerda, foi agora tratada nos trabalhos da sua revisão. Ora vejam o puro desperdício de tempo que vai na Assembleia da República com a alteração de pura semântica à volta da Lei Fundamental, ou lá o que as excelsas cabeças dos deputados da nação se perdem a pensar e a dirimir entre eles. Na verdade, a Constituição mais não é hoje do que um de puro conto da carochinha e que ninguém respeita nem dela quer saber: o Governo que a viola todos os dias, a Assembleia da República que a lê todos os dias de maneira diferente e ao sabor da conveniência do momento e da maioria parlamentar, o Presidente da República que não a guarda nem faz cumprir, os Tribunais que não a aplicam, o Estado e a Administração Pública que a desconhecem em absoluto e o Povo que se ri dela. Seja, ou fosse. A sorte da pobre coitada é que dentro de não mais de 2 anos a realidade do país se encarregará de lhe dar melhor destino, encomendando-a definitivamente ao criador, e outra bem mais pragmática, democrática e eficaz a tratará de substituir. Para que e finalmente, uma nova Constituição Portuguesa, no quadro de um regime político mais livre, democrático, participado, transparente e evoluído, abra lugar ao tão desejado progresso social, económico e cultural de Portugal, o que aquela nunca serviu ou permitiu, muito pelo contrário.