Correm de tempos a tempos, e agora de novo, uma ideia, eventualmente até a ser consagrada na própria Lei máxima, da Constituição, a de que os juízes deveriam ser eleitos, tal como os demais cargos políticos electivos. Há quem se bata por essa ideia, e muitos outros que a atacam, chamando-a até perigosa e demagógica, por poder vir a tornar o cargo e a função do juíz num poder arbitrário, sujeito à demagogia e irresponsabilidades, quando eles juízes já e bem, segundo o que propugnam os puristas da sua "independência superior", já se encontra salvaguardado pela sua independência e estrita e exigente obediência e à lei. Que dizer? Primeiro não deixo de estranhar, em qualquer tipo de argumentação, a alergia a métodos democráticos, e o afastamento ou alheamento de inetresses, classes e ou grupos, quaisquer que eles seja, sejam profissionais, culturais e outros, aos métodos e meios democráticos. Afinal, a soberania do Povo tem limites? E em nome de quem, afinal de contas, é plicada e para quem serve a Justiça? Não é um seu pilar a igualde de todos os cidadãos perante a mesma? Ou por acaso há alguns mais iguais que outros? Serão os juízes algum casta diferente da dos demais cidadãos? Estarão eles acima da lei, da comunidade e até da própria democracia? Ora, eu sou do entendimento, que sim, não seria pior, antes e muito pelo contrário, em ordem a sufragar superiormente a sua aceitação popular e para uma sua melhor interiorização e aceitação sociais, que podiam e deviam ser votados e serem eleitos sim. Mas isso só será (e seria) possível numa democracia adulta, com uma superior educação cívica e num elevado grau de desenvolvimento cultural e político. Mas, em Portugal, como é sabido, o Estado e os poderes ocultos aos quais está entregue desde os finais do Século XIX, e até a própria ideia dominante instalada na comunidade em geral, no que mais fazem é fomentar a ignorância, a dependência e a subserviência, seja culturais, políticas, cívicas e até, nos dias que hoje correm, a económica e a da própria sobrevivência alimentar. Não é por acaso que o aparelho produtivo e a própria agricultura foram desmantelados pelos sucessivos Governos nos últimos 30 anos. Isso obedeceu a um plano ditado pelo exterior aos corruptos políticos portugueses. Portugal na verdade é actualmente um paraíso em excelência, no Hemisfério Norte, de laboratório de extermínio cultural e civilizacional de uma comunidade, uma língua, um povo e uma nacionalidade. O Clube de Bilderberg, a Comissão Trilateral, o Clube de Roma, os Iluminati, o G8, as Lojas Maçónicas e outras associações, como tais olham, para a destruição e a alienação da realidade portuguesa extasiados! Portugal na verdade jamais conseguiu até hoje desenvolver-se em ordem a uma Democracia. As próprias leis eleitorais portuguesas são, aliás, bem o reflexo da democracia de fantoches, em que aos cidadãos está somente reservado o dever de pagar tributo aos suseranos: sejam os impostos para sustento da classe política e dos governantes, sejam as taxas de justiça que financiam e pagam os seus respectivos magistrados.