Passos Coelho e Sócrates continuam a brincar aos orçamentos, sem a coragem de assumirem imediata e de modo perceptível, cada um deles, as suas próprias e futuras responsabilidades políticas dos seus actos e das suas palavras para com Portugal e com o futuro de todos nós. E continuam a fazê-lo mesmo e apesar de poderem vir a mergulhar Portugal num atoleiro sem fim e numa crise sem precedentes pela falta da aprovação de um Orçamento de Estado para 2011, passando-se depois, com muito nefastas consequências, o país a viver quase um ano sem Governo e com um Orçamento de Estado por duodécimos. Só posso concluir por duas coisas: a situação da sobrevivência futura dos portugueses é-lhes completamente indiferente e a sua actual irresponsabilidade, mesmo que aparente, mas já com custos enormes diários na dívida soberana de todos os portugueses, é no mínimo criminosa. Eu respondo-lhes e à sua tamanha desfaçatez: houvessem ao menos mil portugueses corajosos e dispostos a arriscar as suas vidas por Portugal, e iríamos de pronto a Lisboa com as nossas próprias mãos pôr fim a este regime de loucos que tem reféns os portugueses junto de um abismo!