Ideias e poesias, por mim próprio.
Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
Grande Governo, grandes abusos
 
Os últimos 45 anos de Portugal foram conduzidos pela ilusão política, criada, alimentado e amplamente difundida  pelos Partidos Políticos do Regime instalados na Assembleia da República, em tornar um País mais justo e mais igualitário.
As ideias centravam-se sempre na re-distribuição de riqueza, consumindo os eleitores, cada vez em menor número as patranhas lhe impingidas a cada novo ato eleitoral. 
Para isso, os Partidos levaram a que o Estado agravasse o IRS e o IRC, criando uma cada vez maior e mais gravosa parafernália de novos impostos e taxas, castigaram exponencialmente a a criação de riqueza, desencentivando e punindo a produção e o trabalho, mas estimulando e subsidiando a preguiça, a ociosidade e a vadiagem, endividaram os cidadãos e os contribuintes, venderam e hipotecaram as riquezas nacionais, e, com tudo isto, pouco mais se obtendo do que os medíocres, mas careiros e deficitários serviços públicos, com destaque para ineficazes serviço nacional de saúde e sistema educacional, que nunca conseguiram dar uma adequada, responsável e consequente resposta às necessidades presentes e futuras dos portugueses.
A própria justiça tornou-se cada vez mais cara e inacessível aos comuns cidadãos, apresentando-se dura e desumana com os mais fracos e desprotegidos, anti-familiar e inimiga da paz social.
O Estado glutão e gastador, cada vez mais centralista e omnipresente, incapaz de combater corrupção, o clientelismo e os favoritismos de uma oligarquia, não ajudando os mais necessitados e não conseguindo transformar um País onde todos tivessem, com igualdade e dignidade, orgulho de viver, trabalhar e estar na sua própria pátriar, reconduziu os portugueses à pobreza, à emigração e ao atraso de outrora, de tempos que pensávamos estar para trás... e, espante-se, colocando-nos lugar do país mais pobre e subdesenvolvido da União Europdia.
45 anos volvidos do 25 de Abril e instaurada a democracia partidária, percebemos que pouco disto que temos presenciado, atingindo dolorosamente a nossa própria carne, sacrificando as nossas famílias e destruindo a sociedade, as empresas e o meio ambiente, faz qualquer sentido.
Os casos de corrupção, abusos públicos e muita falta de vergonha político-partidários, acontecendo por todo o Portugal, especialmente as instituições públicas e até mesmo órgãos de soberania, em resultado vendo-se os seus autores vivendo, gozando e desfrutando do produto dos seus crimes e delitos, impunemente, à descarada e sem castigo, do dinheiro furtado dos contribuintes, sabemos hoje que foram a causa principal para a destruição geral do país.
Mais Estado, como bem se sabe e está sobejamente provado em Portugal, requer mais cargos nomeados e, por consequência, maior oportunidade de corrupção, abusos e delitos.
O Centralismo estatal existente faz com que tudo seja feito numa rede muita mais fácil de controlar, mais obscura e incontrolável nos meandros dos negócios do Estado.
Ao longo de todos estes longos anos, os partidos do arco da governação e do Regime, PS, PSD, CDS, BE, PEV e PCP, foram exigindo mais e mais meios e fundos dos cidadãos para um saco a fundo perdido, de forma a beneficiar grandes grupos económicos, políticos, sociais, corporativos e sindicais, para aí, esses mesmos e já ex-governantes, em contrapartida virem a receberem os respetivos ilícitos benefícios, em cargos, vencimentos e pagamentos por cima e por debaixo da mesa.
O Estado tornou-se nos dias de hoje no maior inimigo da classe média, das liberdades económica, intelectual, social e familiar dos cidadãos e das empresas, e, em geral e em particular, dos cidadãos livres, criativos e criadores, empreendedores e inovadores.
O Estado, ao revés da sua legal e constitucional funções e fins, transformou-se no melhor amigo, serventuário e propriedade dos Partidos Políticos, dos seus agentes, apaniguados e acólitos.
E os Partidos Políticos odeiam os portugueses que não se lhe subjugam e não dizem amém às suas tropelias, crimes e abusos.
O Estado Português é hoje a religião oficial vigente nacional, todos aqueles que não se convertem ao seu credo e comando, por se recusam a ser seus acólitos, díscipulos ou criados, são social, económica e políticamente perseguidos, prejudicados e ostracizados.
Portanto, em face da nossa experiências coletiva, temos agora de perguntar o seguinte: se o Estado tivesse menos poder, menos governantes, autarcas, decisores e funcionários, se fosse menos intervencionista, cobrasse menos impostos e custasse muito menos financiamento dos contribuintes, se a sociedade, a economia, o ensino, as artes e os demais setores em geral fossem mais livres e independentes do Estado, não seria mais difícil de fazer as negociatas corruptas, perdulárias e escandalosas, do que é como bem sabemos e sofremos atualmente a pagar em mais impostos e custos... conduziram a Portugal à atual insolvência, não viveríamos todos em muito melhores condições?
Se houvessem menos lugares no Estado para existirem nomeações, não seria mais difícil de fazer negociatas, cometerem-se abusos, desvios e furtos dos dinheiros do erário público?
Se a sabedoria do povo diz “A ocasião faz o ladrão”, então e o que é fácil de concluir, temos nós de concluir, certamente, que um Governo Socialista com 70 membros (20 Ministros e 50 Secretários de Estado), custando aos portugueses nos próximos 4 anos 20,5 milhões de euros, sem contar com os centos de sub-secretários de Estado, boys, girls, motoristas e demais criadagem que acompanharão aqueles..., apresentando-se logo à nascença em mais um assalto à carteira dos contribuintes, é muito certo a nova vaga de desmandos e abusos públicos que em breve se nos vão apresentar e custar muito nas nossas carteiras.
Infelizmente.
 

3416F186-9801-41CB-BBC7-253AFA583635.jpeg

 



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:14
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019
Votos

António Costa tem alguma razão quando diz que os 4 últimos anos que "não foram só de redução do défice".

Mérito seja dado ao Governo socialista e da geringonça, foram mais 5 mil milhões para a despesa geral do Estado (60% só para aumento dos salários dos funcionários públicos), colocaram os serviços públicos na rota da má qualidade e no sobre-endividamento, com destaque para o anémico e mais caro Serviço Nacional de Saúde, agravando a carga fiscal contributiva a 34,9% do PIB (a mais elevada de sempre), permitindo a corrupção e o nepotismo em níveis nunca vistos, e, a cereja no topo do bolo, a balança nacional de transações de bens e serviços, desde 2012 com contas positivas, voltou ao saldo negativo (-0,2%) a partir do 1.º trimestre deste ano, somando -0,6% no final deste 1.º semestre.

E, para a selfie da propaganda do regime ficar perfeita, os Socialistas passaram a ter companhia festivaleira do Presidente da República.

A falta de isenção do Presidente, assumindo a sua aliança à Esquerda ao mostrar as cores rosas das suas partes pudibundas na despedida aos deputados da cessante legislatura, declarou-lhes “saudades da atual composição cessante da Assembleia da República”.

E, o que restava da alternância partidária, que ainda poderia vir da falsa Direita, faleceu de vez com a liderança pífia de Rui Rio.

O PSD conformou-se ao papel de muleta do Partido Socialista, a troco da procura do controlo das magistraturas e umas quantas contrapartidas nas próximas grandes obras públicas.

O almejado projeto partidário de controlo político-partidário dos Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público, tem como meta colocar os atuais 94% de arquivamento dos processos de corrupção em 100%.

E, a próxima grande obra pública, o aeroporto internacional do Montijo, megalomania faraónica, destruindo-se uma das maiores e mais ricas reservas ecológicas da Península Ibérica, de fauna e recursos naturais ímpares, a pagar dolorosamente pelos contribuintes, mas servindo para o enriquecimento privado de uns quantos, oferece aos dois Partidos do “Centrão” e seus acólitos uma altíssima rendibilidade em negócios imobiliários e financeiros.

As eleições legislativas cumprem o papel de grande negociata a pagar pelos contribuintes: a máquina eleitoral do próximo Outubro tem 9 milhões de euros para despesas, para a sua campanha eleitoral partidária serão 7,5 milhões e, nos próximos quatro anos, as subvenções aos Partidos Políticos somarão 100 milhões.

Afinal, o mau Estado Português é o reflexo do débil estado do seu Povo, os donos disto tudo são eleitos conscientemente pelo voto popular.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 1 de Outubro de 2019 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

Horizonte - Outubro 2019.jpg



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 11:18
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


posts recentes

Grande Governo, grandes a...

Grande Governo, grandes a...

Votos

Ruído

Corrupção até 10%

Ruído noturno (2)

Ruído noturno (1)

Dados do Estado Português...

Dados do Estado Português...

CCDR Norte cria taxas ile...

arquivos

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Junho 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

tags

todas as tags

subscrever feeds
Contador
últ. comentários
Estou a desenvolver um partido para implementar es...
27 de Julho de 1970.
Eu vou impugnar uma multa passada e paga no ano de...
O meu projeto não tem aplicação em nenhum programa...
O senhor segue algum partido ou encabeça algum par...
Muito bem,mas desmascarados já não devem dar respo...
E para anestesiar a populaça(já muito distraída e ...
Ao e-mail acima da CCDR Norte respondi, o que repr...
Recebi um e-mail de comentário a este artigo, o qu...
URGE O SEPARATISMO-50-50:- apesar de disporem de g...
blogs SAPO