Pobre Carlos Queiróz, o despeitado seleccionador nacional de Futebol sénior. Não posso deixar de sentir uma certa compaixão por ele. Após aquele triste espectáculo que foi a presença da Selecção Portuguesa na fase final Campeonato do Mundo, na África do Sul, o coitado sujeita-se agora ao ainda mais triste processo disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol. Tudo por causa de uns tristíssimos palavrões que dirigiu a uns médicos. Mas…, será mesmo que o homem ainda não percebeu que o principal problema dele é que a esmagadora maioria dos portugueses, e até os próprios jogadores, não o querem mais à frente dos destinos da selecção? Será que os 4 milhões de euros que pretende de indemnização, por rescisão antecipada do contrato, de que não larga mão, o permitem sujeitar-se ao achincalhamento popular de se ver glosado com epítetos de “vaginagate”? Afinal, qual é o real custo da dignidade ou da falta dela?