O problema da Assembleia da República não é ter deputados a mais: porque qualquer dia, a alinhar nessa enganosa reforma da redução dos deputados, passarão a ser só 2 a discutir o futuro da país, ou seja, o Secretário-Geral do PS e o Presidente do PSD, a dividirem o "bolo" entre eles dois e as suas "famílias", no "toma lá dá cá".
O verdadeiro problema consiste em reduzir e moralizar os deputados e o parlamento nacional que gasta, como sabemos, demais, e que o fazem abusiva e desregradamente, sem controle e decência.
E também, finalmente, em mudar o actual sistema político-constitucional e da representatividade popular que é profundamente anti-democrática, até de, pasme-se, mas é a sua natureza espúria, laivos fascizante e comunista, por residir num controle exclusivo da Assembleia da República pelos Partidos políticos dominantes, que são os mesmos há 36 anos, exceptuando meramente as nuances da mudança do marketing e da imagem de 2 ou 3.
E, por um outro lado, tratando-se de mudar a lei eleitoral à Assembleia da República e permitindo-se a apresentação e eleição de canditados verdadeiramente independentes e fora da listas partidárias.
Afinal, pergunto, qual dos portugueses não se acha também capaz de ser deputado, naquela que devia ser a casa da democracia?
Por favor, não alinhem em demagogias baratas, dessa falaciosa petição a favora da redução dos deputados, que só têm em vista atirar areia para cima dos olhos dos ingénuos!