Ideias e poesias, por mim próprio.
Domingo, 17 de Janeiro de 2021
Grunhos

A indescritível morte de 12 de Março do pacífico imigrante cidadão ucraniano, às mãos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mostrou-nos um Estado Português hediondo.

Um total 12 elementos do SEF, vários seguranças privados e um enfermeiro, que poderiam ter evitado a lenta e agonizante perda de vida de Ihor Homenyuk, não tugiram nem mugiram, quando o lancinante sofria as agruras da vil, audível e bárbara tortura infligida pelos três carrascos.

É o Estado que temos, no qual nenhuma vida inocente se pode confiar, o reflexo da atual sociedade portuguesa profundamente disfuncional, violenta e injusta.

Os últimos muitos meses, desde Março até finais de Novembro, na tentativa de encobrimento deste vilipêndio humano, agora mais vergonhosamente na justiça, trouxe à superfície a consciência de impunidade, falsidade e imoralidade de um crescente número de agentes e funcionários públicos.

Mas os funcionários públicos zelosos portugueses apenas se limitam a seguir os piores exemplos que aprendem e observam das chefias e superiores, cujas ordens, instruções e despachos internos têm valor superior à lei geral da República.

Temo diariamente pelas nossas vidas, as armas e as licenças de matar pululam à nossa volta num cada vez maior número de agentes uniformizados, mas também à paisana, agora até os polícias municipais as possuem.

O corajoso médico legista que denunciou a macabra morte, perante um corpo visivelmente torturado e brutalizado pelos seus torcionários, foi sumariamente despedido.

A venal diretora do SEF, bem à imagem dos responsáveis políticos que a nomearam para o cargo, durante meses a fio disse e desdisse acobertando o escândalo inenarrável, até ao momento em que a verdade galgou a pouca vergonha do poder político e, a esforço, demitiu-se.

Já a desfaçatez do Ministro da Administração Interna, que tudo fez e desfez para se livrar da má fama do caso e a escamotear as suas responsabilidades, continua de vento em popa.

O Portugal moderno mostrou-nos uma vez mais um Estado onde campeia a mentira, as vidas humanas nada significam e a responsabilidade não faz parte do seu léxico.

Portugal um país de emigração e emigrantes, que hão de dizer os nossos milhões de emigrantes portugueses pelo mundo fora quando forem destratados pelos Estados que os acolhem?

A vilanagem há muito faz escola no Estado, dominando os centros de poder e decisão, ao ponto do Presidente da República não se atrever publicamente a exigir responsabilidades ao Governo por esta vergonha mundial.

Tanto os funcionários grunhos que torturam e matam, como os grunhos políticos engravatados que os recolhem e respaldam, igualmente indignos e javardos, conspurcam a República, o Estado de Direito e o nome de Portugal.

Tresandam!

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Dezembro de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 22:30
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2020
Desajustados

Segundo o disposto nos artigos 27.º, n.º 1, alínea b), e 74.º, n.º 1, ambos do Código dos Contratos Públicos, a adjudicação pelas entidades públicas dos contratos de prestação de serviços externos, ou outsourcing, por meio de mero ajuste direto, é expressamente vedada, devendo, ao invés no respeito do seu artigo 20.º, cumprirem-se as regras e procedimentos dos concursos públicos, abertos, objetivos e transparentes.

A imposição legal dos concursos públicos tem em vista a mais ampla auscultação das mais competentes e económicas ofertas de serviços técnicos, científicos e intelectuais, a garantia da concorrência e do mercado, na vigência e no respeito da ética e independência das empresas, dos agentes e dos profissionais.

Portanto, a contração aberta e concorrencial de profissionais credenciados, isentos e competentes, tem em vista a melhor e a mais competente atuação técnica, legal e financeira dos próprios Municípios, a proteção do interesse público, dos consumidores e do próprio Estado.

Posto isto, temos de perguntar aos nossos Municípios de Portugal, porque é que usam e abusam da contratação e ajustes diretos da prestação externa de serviços, quais sejam jurídicos, consultoria, fornecimentos de bens e muitos outros, violando ostensiva e deliberadamente a Lei?

A contração sem escrutínio e sem transparência abre portas a perniciosos e obscuros contornos, atropela a independência e a verdade, negligencia os conflitos de interesses, passando até mesmo por cima dos impedimentos e incompatibilidades legais de patrocínio, ou representação, simultâneo de partes antagónicas.

Nos Municípios, sejam eles “laranjinhas”, “rosas” ou “vermelhos”, constatamos a esmagadora maioria dos serviços externos entregues às empresas, escritórios e gabinetes da propriedade e mando dos mais influentes caciques partidários distritais e nacionais.

São assim prejudicados as melhores empresas, profissionais e agentes locais, que têm o seu principal aviamento e criam riqueza e emprego nos meios onde vivem e subsistem, onde pagam os seus impostos e taxas e dão às respetivas comunidades locais os seus contributos empresarial, intelectual, social e caritativo.

Estes ajustes diretos facilitam os interesses do amiguismo político-partidário, o tráfico de influências, as ligações e favores aos negócios e negociatas, sem rosto nem identidade, o assalto ao erário público, encarecem a despesa e os gastos, aumentam os encargos dos contribuintes e dos consumidores e, no final de contas, servem a corrupção.

Mas esta generalizada prática ilícita dos Municípios tem consequências na lei penal, que vão desde o crime de Participação Económica em Negócio, até ao crime de Corrupção Ativa, passando pelo crime de Abuso de Poder, previstos e punidos, respetivamente, pelos artigos 377.º n.º 1, 374.º, n.º 1, e 382.º, todos do Código Penal.

E tudo isto é praticado à vista e sem qualquer pudor, mas raramente tem punição.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Novembro de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:39
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Sábado, 28 de Novembro de 2020
O poder da ignorância

A Ministra da Saúde, Marta Temido, nos últimos dias de Setembro, depreciando os críticos da sua condução do Ministério, teve o dislate de preferir que “a governação socialista não é autista”.

Ora, eu como pai de uma criança autista, indignei-me com o que Senhora Ministra, no que até poderia ser mera tolice, mas raia a insolência e a cobardia, com a ofensa aos mais fracos e mais incapazes.

Um qualquer profissional de saúde, ainda para mais o mais alto responsável político da tutela, devia saber que o autismo é um grave e relevante problema de saúde mental, revelando-se num transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo.

Ora, se nós vivêssemos num país onde o conhecimento e a competência norteasse e escolha de titulares de cargos políticos, a justiça funcionasse com a força e a razão de merecida autoridade, ou ao menos os órgãos de soberania agissem no respeito da democracia e do povo, mas não…, aquela rufia não governaria nem mais um dia.

Mas nós vivemos num país em que o mais alto poder político se expressa na sua mais escancarada e vil ignorância, ou não fosse o Presidente um cupido amante da autofotografia, onde as instituições se afundam nos delitos e crimes dos seus titulares, e a legalidade até pode ser vendida por um prato de lentilhas.

George Orwell escreveu um dia que “de maneira permanente, uma sociedade hierárquica só é possível na base da pobreza e da ignorância”, e os tempos atuais portugueses confirmam-no.

O poder da ignorância na fundação da República Portuguesa pós 25 de Abril de 1974, melhor dita república da ignorância, resplandece na vulgaridade que presenciamos um pouco por toda a nossa volta.

Na hodierna sociedade do conhecimento e da informação instantânea, a escravidão moderna dos indivíduos não funciona como outrora, baseada na coerção e na força, mas no controle do pensamento, assente nas estratégias de manipulação, alienando o indivíduo e transformando-o em um autómato incapaz de escrever uma linha da sua vida com suas próprias mãos.

E as ideologias políticas quanto mais acirradas e extremistas forem, melhor e mais dotadas se apresentam do manancial de meios e ferramentas de disseminação da ignorância.

O poder político e a sua qualidade, ou categoria, são apenas a fiel expressão do seu povo, posto que os nossos governantes e representantes são políticos eleitos diretamente pelo Povo.

Afinal, de quem poderemos nós nos queixar da ignorância do poder, ou do poder da ignorância, senão de nós mesmos.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Outubro de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 19:20
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2020
 Deputada falsificada

O Ministério Público, com a concordância do Juiz de Instrução, propôs a suspensão do processo de falsificação de documentos em que são arguidos a deputada socialista Maria Hortense Nunes Martins e o pai, Joaquim Martins, depois de ambos concordarem em pagar mil euros (…) ao Estado.

O caso remonta a 2011, ano em que a deputada socialista, eleita pelo Partido Socialista no círculo de Castelo Branco, declarou renunciar à gerência da sociedade de hotelaria do pai, assinando um documento que o comprovava, no entanto, na realidade manteve-se em funções até 2013.

Recorde-se, o crime de falsificação de documento em causa, é previsto e punido pelo artigo 256.º do Código Penal, sendo punido na pena máxima de 5 anos de prisão, ou em multa até 600 dias

Este caso está diretamente relacionado com um outro em que a deputada Hortense e o pai eram arguidos, assim como o então presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Joaquim Mourão, que na altura tinha como vereador Luís Correia, o marido daquela, o qual ascenderia a presidente, mas, entretanto, destituído.

O socialista marido Luís Correia foi destituído em Julho passado em resultado da sua condenação pelo favorecimento nepotista de familiares em três contratos adjudicados, entre 2014 e 2016, à sociedade de alumínios detida pelo pai, sogro, o tio da esposa deputada e mais duas pessoas.

A deputada terá, primeiro em 2010 e depois em 2013, conseguido dois subsídios, no total de mais de 276 mil euros (…), pagos à empresa da deputada apesar dos regulamentos comunitários o proibirem expressamente se os projetos já estivessem concluídos aquando da decisão final sobre as candidaturas.

Ora, pagando mil euros, sem anotação em registo criminal e, ainda por cima, para ver esquecidos 276 mil recebidos ilegalmente, tudo com o assentimento da Justiça, temos de concluir que esta família socialista viu serem sobejamente compensados tais crimes!

Enquanto isto a referida senhora deputada mantém, sem consequência e até agora, o seu cargo na Assembleia da República.

Temos de nos perguntar como é que a Assembleia da República, como o máximo órgão político representativo do Povo Português, pode permitir a continuação no seu meio uma deputada que falsificou documentos, em ordem a que um seu familiar pudesse enriquecer, ilegítima e ilegalmente, com dinheiro dos contribuintes?

E um povo assim que não se indigna coletivamente contra uma deputada que falsifica documentos, para fraudulenta e ilegalmente obter vantagens, ao invés de exigir a sua renúncia, de comprovadas nulas dignidade e honra pessoais e políticas, não pode esperar outra coisa que não seja ser roubado mil vezes mais pelos Bancos.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Setembro de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:22
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2020
Racismo

O tema do racismo, uma matéria agora tão vida e omnipresente, passou a servir de alavanca para certos sujeitos, grupos e até mesmo Partidos Políticos ambicionarem ao Governo do país.

A política nacional que já era rasca baixou ao nível do esgoto, mas os grupos e setores instalados no Estado estão muito longe de serem inocentes na atual conjuntura e problemática, porquanto sempre aproveitaram sub-repticiamente da matéria para ganhar poder e influência nos atos eleitorais.

A conduta destes agiotas, por opção própria, espelha a mediocridade interior e a vileza dos seus pensamentos e métodos de ação.

Não acho e não concordo que entre os portugueses predominem sentimentos, filosofias ou formas de estar e pensar racistas, nem sequer xenófobos.

Certamente, muitos indivíduos denotam e exteriorizam comportamento tribais, agindo por instinto animalesco, da pertença ou convivência da tribo, grupo ou da matilha, para vilipendiarem, ou, nuns poucos casos, fazerem o mal contra terceiros e, pior, inocentes.

É o chamado sentimento da pertença ao rebanho, ou à manada, culturalmente muito enraizado em certos grupos de índole tribal, agindo por empatia, cheiro, odor, ou solidariedade da patifaria.

E até mesmo na política, quer à esquerda quer à direita, é muito comum o sentimento de grupelho, seita ou espécime.

Segundo a ordem natural da vida, qualquer indivíduo nascido, seja ele negro, amarelo, castanho ou branco, é um ser dotado com a igualdade e irmandade de direitos e deveres com os demais.

Ora, tudo o que seja contra o princípio universal da igualdade na diversidade humanas é uma grave manifestação de racismo, discriminação, portanto, atentado contra a Humanidade e crime contra os Direitos Humanos.

Desde o princípio da nacionalidade portuguesa e da independência de Portugal, tendo sempre convivido pacífica e cordatamente na terra lusa, por mais de 8 século, brancos, árabes e mestiços (moçárabes), negros (escravos, ou não), outras raças, cores, credos e confissões, pelo que a tentativa de imposição, o estabelecimento, de outra forma diversa de convivência, a descriminação, segregação, aviltamento ou exclusão de quem quer que seja , jamais poderá ser tolerada entre nós.

A exceção trágica e infeliz à diversidade cultural, religiosa e rácica na terra portuguesa, de mais de 8 séculos, foi a perseguição movida aos judeus pelo Rei, de má memória, Dom Manuel I.

Somos todos iguais, criados por Deus e pela natureza, o que nos pode diferenciar são a educação, os sentimentos e a formação, na individualidade, ou singularidade, própria de cada um na diversidade do Ser Humano.

Os primeiros europeus, incluindo os primitivos habitantes da península ibérica, há milhares de anos atrás, até terão sido negros, oriundos do continente africano.

A questão rácica e quem a problematiza fá-lo somente por evidente e mesquinho agir de maldade, má-formação e ignorância.

Qualquer indivíduo, de bom íntimo, boa consciência, trabalhadora, pacífica e humana estará sempre de bem com todos, independentemente das diferenças de cor, raça, religião, opção política ou orientação sexual, ou outra.

Isto é razoável para qualquer consciência humana e é, sem exceções ou contemporizações, válido e imperioso para todos e qualquer um.

Tenho por seguro que o preconceito mais não é do que estupidez e ignorância.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Agosto de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:14
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2020
Tele-ausência

Um Procurador da República veio ditar a um menor, filho à guarda de uma indigente, não auferindo quaisquer rendimentos documentados, não poder receber mais do que € 150,00 do Fundo de Garantia de Alimentos (FGA), em substituição da pensão de alimentos do progenitor faltoso.

Justificou o Doutor que uns € 150,00 "...já são mais de metade das "necessidades básicas" que a Segurança Social determinou para a criança em causa, e que a Lei do Orçamento o FGA não permite exceder o montante da pensão de alimentos estabelecido no acordo ou na decisão judicial de regulação das responsabilidades parentais"!

Certamente, ele nunca soube quanto esforço e despesas são necessários para criar um filho, mas o nosso Estado também não quer saber dos problemas dos filhos dos pobres.

O Governo de António Costa violou o concurso nacional para a Procuradoria Europeia, afastando a vencedora Ana Mendes Almeida, que investiga atualmente indícios de corrupção no Ministério da Administração Interna, para colocar em seu lugar o classificado em segundo lugar.

Ora, quem se mete com o Partido Socialista “leva”, já dizia o célebre Jorge Coelho!

Vêm aí 58 mil milhões de euros da Europa para, segundo dizem…, para combater a crise económica da pandemia do Covid 19.

É mesmo muito dinheiro, mas…, como já sabemos, para os costumeiros corruptos e parasitas estafarem nos próximos 10 anos.

E nem o famigerado plano de obras, investimentos e despesas pública da autoria do …chamado …consultor do Governo, Costa Silva, que nos acena com um supérfluo novo aeroporto internacional, num momento em que os aviões do mundo inteiro estão parados e assim vão continuar nos próximos 10 anos, nos livra do subdesenvolvimento e empobrecimento que grassam, levando-nos ao lugar de país mais atrasado da Europa!

Porque, até que não mudem de fundo o sistema político nacional corrupto, parasitário, oligárquico e nepotista, com os Partidos Políticos e o Estado à cabeça, jamais Portugal aproveitará com sucesso quaisquer recursos para o seu desenvolvimento e melhoria das condições do seu povo.

Enquanto isto os senhores funcionários públicos, diz-se que muitos em teletrabalho…, fecham por todo o lado as portas dos serviços e repartições, marcando com a dilação de semanas e meses o atendimento dos particulares, agravando a paralisação da economia, a entropia dos serviços e da burocracia e o inferno das vidas dos particulares.

Para finalizar o julho do nosso descontentamento, o sindicado dos revisores e bilheteiros da CP decretou greve, paralisando grande parte dos comboios nacionais, somando avultados prejuízos económicos e sociais às contas nacionais, justificando eles o seu desprezo ao trabalho que estão contra a pretendida polivalência das duas funções!

Afinal, ficamos agora a saber, nem só os cirurgiões, ou outros figurões, doutores e sabichões, é que possuem tais finíssimas competências de especialistas.

Valesse-lhes o bom do trabalho, porque não se conhece melhor meio para resolver estes e outos problemas.

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Julho de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 10:58
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Domingo, 12 de Julho de 2020
Calamidade de Estado

Na atual pandemia sanitária do Covid 19 os portugueses viram-se forçados ao confinamento social, laboral e, especialmente, nas matérias dos direitos, liberdade e garantias, sob a vigência do Estado de Emergência depararam-se com as mais variadas restrições e limitações de movimentos e circulação.

Segundo o artigo 19.º da Constituição da República Portuguesa - da “Suspensão do exercício de direitos” -, o Governo e o Presidente da República “não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição”.

Ou seja, somente e com a prévia declaração do Estado de Emergência pela Assembleia da República, segundo o artigo 19.º da  CRP, nos termos, condições e limites da  Lei n.º 44/86, de 30 de Setembro, é que os cidadãos podem ver os seus movimentos cerceados por banda do Estado e das forças policiais.

Outrossim, tem jurídica e legalmente de se perguntar, com que base e fundamentos jurídicos, no presente momento, por uma mera declaração de Estado de Calamidade - da Lei n.º 27/2006, de 3 de Julho, que aprova a Lei de Bases da Proteção Civil -, portanto que serve apenas e tão-somente para enquadrar atuações da Prevenção Civil, em matérias de acidentes, catástrofes e outros eventos anormais de âmbito local ou regional, as polícias se podem arrogar dos poderes de restrição dos movimentos e liberdades de pessoas e mercadorias, confinem idosos à força em casa, e até mesmo detenham pessoas na via pública sob o pretexto da prática de pretensos ilícitos penais de Crimes de Desobediência?

A atuação das polícias e do Governo limitando, restringindo e cerceando os direitos e as liberdades das pessoas sem o imprescindível suporte legal do Estado de Emergência, tem assim de entender-se como sendo manifestamente excessiva, padecendo de evidente ilegalidade e, não desprezando, de flagrante inconstitucionalidade!

E sem que tais atuações das forças policiais tenham suficientes apoio e escopo legal e constitucional, como é que fica devidamente salvaguardado e protegido o Estado de Direito Democrático, e, fundamentalmente, fica assegurado o normal funcionamento da administração da Justiça?

O Estado de Direito Democrático jamais pode ser suspenso, cabendo aos advogados especiais responsabilidades no “Acesso ao direito e tutela jurisdicional efetiva” por parte dos cidadãos em geral, previsto no artigo 20.º da Constituição da República Portuguesa, bem assim na execução das normas legais processuais e procedimentos de defesa dos cidadãos atingidos pelos poderes públicos.

Temos que, no Estado de Calamidade, que mais não pode servir do que para proteger a saúde e a integridade pessoal e moral dos portugueses, as polícias, as autoridades e demais agentes públicos jamais poderão atuar em prejuízo e atropelo dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Junho de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 15:11
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2020
Frentismo de esquerda

Os últimos dois meses, vividos na pandemia do Covid 19, veio-nos mostrar de volta a Portugal a pesporrência e o autoritarismo do frentismo de esquerda.

A restrição das liberdades e dos direitos dos portugueses, agilizada pelo Governo Socialista, serviu para tomar o Estado como sua propriedade privada.

Claro está, tudo com a anuência do Sempre-Candidato-Presidente-da República-Marcelo-Rebelo-de-Sousa, em troca da recompensa do respetivo apoio socialista nas próximas eleições presidenciais.

No dia 1 de maio quem quis ir à praia, passear, reunir-se com a família ou os seus amigos, rezar em Fátima, ou noutro local de culto, deparou-se com a força bruta das polícias, ameaçado de detenção e julgamento sumário em tribunal.

O abuso da força pública sustentou-se, ilegal e inconstitucional, num famigerado estado de calamidade, por meio desconhecidas e arbitrárias regras, agravada com a chantagem de um alegado crime geral de desobediência …a pretensas prescrições ou recomendações de proteção civil.

Com o pretexto do Dia do Trabalhador, quem tivesse um cartão, ou um convite, do PCP e CGTP, pôde viajar alegremente e à vontadinha, em grupo e ao magote, com os seus camaradas, para ir festejar no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e noutros locais.

Segundo a Constituição da República Portuguesa o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República, “não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência”.

O que assistimos, por uma mera declaração de Estado de Calamidade, que serve unicamente para enquadrar atuações da Prevenção Civil, em matérias de acidentes, catástrofes e outros eventos anormais de âmbito local ou regional, foi o Governo e as Policiais tratarem portugueses, arbitrária e discriminadamente consoante as suas opções ideológicas e partidárias.

Por um lado, privilegiando a extrema-esquerda e o seu braço anarquista sindical, que puderam livremente colocar em causa a saúde pública, em concentração e aglomerado público, nos vários eventos do 1 de Maio, e colocando em liberdade irrestrita delinquentes e criminosos, violentos e por tendência, que cumpriam penas de prisão.

Por outro lado, coagindo todos pessoas pacíficas à sua habitação, confinando os idosos em lares e reclusão e detendo e coartando cidadãos livres na via pública, sob o pretexto da prática de pretensos, mas inexistentes, ilícitos penais de …proteção civil.

A implantação da república soviética portuguesa só foi impedida no limite, em 25 de Novembro de 1975, pelos militares patriotas e democratas, contudo observamos hoje os mesmos acirrados grupos e indivíduos antidemocratas que procuram mergulhar o país nas trevas seguindo o exemplo do regime sanguinário da Venezuela.

Perante esta subversão em curso do Estado de Direito Democrático, um povo fraco governado por manhosos e oportunistas, perante uma oposição partidária colaboracionista e uma comunicação social cúmplice, a esquerda tem hoje o país como seu feudo.

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Maio de 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 09:34
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Domingo, 10 de Maio de 2020
Os boys e girls dos Partidos Políticos nas Direções das escolas públicas

A eleição dos Diretores dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário estão hoje convertidas em política partidária da pior espécie.
A pouca-vergonha, ou a falta dela, dos Partidos Políticos, que se servem localmente da Escola Pública para elegerem os seus caciques, boys e girls, de modo a alargarem a sua influência e base eleitoral local, tendo em vista as eleições Municipais e, nalguns casos mesmo, ensaiarem futuros candidatos aos respetivos círculos legislativos distritais.
Os meandros e processos destas promíscuas eleições são de tal maneira corruptos e ilícitos que vão até ao pońto de serem traficadas influências, utilizados e envolvidos meios financeiros, patrimoniais e institucionais das Câmaras Muncipais, do Estado, empresas municipais e outros, por troca de empregos no Estado, favores e dádivas com os dinheiros dos contribuintes, de modo a comprarem, influenciarem e até mesmo coagirem os os intervenientes e respetivos votos necessários à eleicão em causa do Diretor (ou Diretora).
Os superiores interesses do ensino, dos jovens e das famílias em nada interessam a estes arrivistas partidários, que se servem das Escolas para a sua promoção pessoal, o seu enriquecimento ilegítimo e ilícito e ascensão social político-partidária.
Com este Ensino Público assim promíscuído, hipotecam-se os jovens, desestruturam-se as respetivas famílias e abala-se todo o futuro de um país.
É este o país corrupto e putrefacto em que vivemos!



publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 12:21
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Terça-feira, 5 de Maio de 2020
Oligarcas

No passado 25 de Abril vimos a oligarquia do regime a fazer alegremente a sua comemoração privada na Assembleia da República, tudo pago pelo povinho.

Já o Povo ficou confinado em casa, caso se atrevesse a sair à rua para celebrar era imediatamente ”convidado“ a fazer marcha atrás, sob pena de ser conduzido ao posto da polícia mais próximo e, posteriormente, responder pelo crime de desobediência.

As tísicas comemorações do 25 Abril na Assembleia da República, compostas por 60 oligarcas, escolhidos das plutocracias dos Partidos Políticos, e uns quantos mamões da República.

Está por fazer o 25 de Abril, vivemos sob a ditadura da Partidocracia altamente corrupta.

A pandemia do Covid19 vai servir para justificar um novo monstruoso endividamento do Estado Português, os excessos do funcionalismo público e os vícios da oligarquia ditam a lei.

O povo português, em todos os tempos, sempre se conheceu pobre, trabalhando incansavelmente de noite e de dia, limitando-se a matar a fome com as migalhas que sobram da mesa da burguesia estatal.

Mais dívida pública são mais vícios e desperdício para benefício da oligarquia e dos seus meninos e meninas, mais encargos e sacrifícios para o povo e o futuro dos seus filhos.

A austeridade vem aí com mais impostos, em volume e em número, com especial incidência nos contribuintes privados, mais cortes nos apoios sociais, mais cativações e uma miríade de novas taxas e taxinhas.

No setor privado abundará o desemprego, o preço das dívidas monstruosas do Estado que oneraram os esforçados trabalhadores, operários e empresários.

O problema da economia portuguesa só resolverá no dia em que os mais de 5 milhões de arregimentados do Estado sejam postos a trabalhar e a produzir, retirados da vida parasitária e ociosa.

Produzir e poupar são coisas não fazem parte do pensamento e do vocabulário destes manda-chuva.

Os campos, os vales e as serras de Portugal jazem abandonadas ao arbítrio do desperdício, do mato e dos animais selvagens, para que as poderosas bestas livremente destruam o que resta da pátria.

Nem tão-pouco lhes interessa debelar a corrupção no Estado Português que custa anualmente aos contribuintes 18,2 mil milhões €, são “só” duas vezes o orçamento de toda a Saúde dos portugueses.

Este montante chegava e sobrava para termos os hospitais, médicos, enfermeiros, medicamentos, máscaras, proteções, desinfetantes, respiradores e muitos outros meios que agora nos fazem falta para proteger e tratar de todas as pandemias, a fome e muitas outras carências que sucessivamente nos assolam.

Mas o lema de António Oliveira Salazar faz escola nestes oligarcas, “manda quem pode obedece quem deve.”

 

(twitter: @passossergio)

(artigo do autor, publicado na edição de 30 de Abrilde 2020 do jornal mensário regional  "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria)

 

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publicado por Sérgio Passos (twitter: @passossergio) às 16:46
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