Ideias e poesias, por mim próprio.

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
Gosto de gente.

Gosto de gente.
Gente que te olha nos olhos.
Gente que se reparte por inteiro.
Gente que entende o valor do simples.
Gente que não complica.
Gente que não tem medo de abraçar sem medida e sem malicia.
Gente com sorriso largo.
Gente de coração acolhedor.
Gente que é sensata.
Gente que reconhece suas limitações.
Gente que saber discernir sem julgar.
Gente sempre disposta a recomeçar.
Eu gosto de gente que não tem medo de ser o que é.
Eu gosto de gente, simples assim!

 



publicado por Sérgio Passos às 15:34
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
Alma minha gentil.

Há um recanto no espaço entre este arvoredo

Por aqui onde se enrolam e abraçam os ramos

Neste canto há uma vida encoberta, contudo

Aqui mesmo correram vidas, correm dias e correrias

Neste dia e nesta noite há aqui uma luz cantando

A uma só voz são perspectivas se digladiando

Vou neste caminho nesta passagem

Vou nesta vereda nesta desfolhada

O ser é um ter de experiências e contos

Aqui há passados, presentes e vindouros

Uma vida de várias vidas fazendo a sua natureza.

 

Há aqui um recanto e nele abundam vidas

O sol espreita lá de cima e entre as ameias

Dias não são dias nem são, e

Nem só de pão são feitas as nossas tristezas

Noites não são dias nem de noite, e

Nem só da fartura nem da alegria não

Tenho dias e não tenho, dias são

Tenho o meu canto e me canta e me cansa

Pode até chover e haver dúvidas neste recanto,

Mas seguramente eu juro e não devo, exijo

Há-de haver onde se façam o seu sol e as suas respostas.



publicado por Sérgio Passos às 10:24
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Domingo, 30 de Outubro de 2011
Sentido único.

Corro estradas e caminhos sem fim

Percorro e corro quem e não sei

São avenidas rectas e curvas enfim

O som da vida é acústico hei

Este trajecto não cruza nem toca no céu nem

O som da vida é acústico e destoa

Vou adiante corro, caminho de pé sem

O bater no chão dos meus pés são passos

O tamanho destes tantos são dias e noites

Os lados dos caminhos têm muros tão altos quanto

Adiante daqueles bordos multi-coloridos hão-de vidas

Para além da minha vista são ouvidas

O sol para além se deita amanhã e volta na alvorada

A vida é um caminho aleatório e tem cansaço

O futuro é um dia adiante do outro de avanço

O rumo sem sentido de partida e tem chegada.

 

 


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publicado por Sérgio Passos às 03:37
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
Os poemas são mulheres.

Já escrevi poemas para muitas

Já os escrevi a umas e dei-os a outras

Os poemas são para as mulheres

Elas são os meus poemas são para elas escritos

As mulheres sem dúvida são para os poemas

Sem dúvida alguma as musas são os poemas

Sem dúvida alguma os poemas são mulheres.

 

Já escrevi com e sem inspiração

Já dei poemas a quem merecia e não

Os poemas são mesmo para as mulheres

São mulheres, são poemas e são escritos

Sem dúvida são poemas e são mulheres

Até tenho dúvidas o que os poemas me contam

Mas não tenho dúvidas que os poemas são mulheres.


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publicado por Sérgio Passos às 20:12
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Domingo, 9 de Novembro de 2008
Saudade.
Soube em tempos o perfume das naturezas

Tempos houveram em que as flores me perfumavam.

Cheiros e perfumes em tempos me encantavam;

Foi o presente procurado em idos tempos.

 

Sei o que sei de memórias e certezas

Procuro e encontro uma presença perfumada,

Não procurei e me foi encontrada.

Resido agora em vindos contratempos.

 

Quero decerto, e almejo bruscas levezas.

Verdura amadurecida que nest`alma perscruta.

Ser este que me exala uma agridoce alegria e me assusta.

Tempos houveram num passado e são certos agora em novos tempos.

 

Aceito e oponho essências erguidas das cinzas

São seguros os alvores destas alvas manhãs

Eis apelando que a chamo para todos os amanhãs

Sinto-o e basta, pois são certos estes novos tempos.

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publicado por Sérgio Passos às 23:53
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Do tamanho do vazio.
A vida é um engate e um flirt
Eles e elas vivem uma vida [a sua vida]
De tamanho maior dum buraco
Do tamanho do vazio vazio de tamanho
De vida em vida das suas vidas [efémeras].
 
Um dia não são dias, são belas sensaborias
O belo é uma aparência devida
A aparência ilude-se em fogo-fátuo
Tudo é um momento e nada resta
Um dia mais, um flirt e um engate.
 
Os corpos aviltam-se de dia e chamam-se à noite
O seu correr desfaz-se numa tropelia de sentidos
As suas vidas fazem-se e desfazem-se sentidos
Em poucos momentos duram e plenos de nada
Amor e engate são apenas duas palavras.


publicado por Sérgio Passos às 16:40
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