Ideias e poesias, por mim próprio.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2015
3 milhões de pobres em Portugal: com fome e carências graves.

Segundo os critérios europeus oficialmente aceites, em termos genéricos, um indivíduo é considerado pobre se viver numa família cujo rendimento por adulto equivalente seja inferior a 60% do valor mediano por adulto equivalente ao calculado para toda a população. De acordo com os dados de 2014, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era de € 10.390 euros anuais e, segundo o critério de definição da pobreza, a linha mínima de exclusão da pobreza em Portugal encontra-se a partir de um rendimento anual mínimo igual ou inferior a € 6.234,00, ou seja, um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00. Ora, segundo este critério de determinação da pobreza, e de acordo com projeções oficiais, no final de 2014 existiriam em Portugal cerca de 3 milhões de portugueses, numa população de 10,5 milhões de habitantes, portanto correspondendo a 28% do total da população portuguesa, que viveriam com um rendimento médio disponível mensal igual ou inferior a 519,00 mensais. Outros dados relevantes da pobreza e da fome em Portugal: 14,5% (1.6 milhões) dos portugueses vivem em casas sobrelotadas. (fonte: INE). Taxa de risco de pobreza para menores de 18 anos: 24,4% (412 mil crianças) (fonte: UNICEF, dados de 2012). Crianças com fome diária permanente: 120 mil (mais 35 mil do que em 2012) (fonte: Banco Alimentar Contra A Fome-BACF). 21,8% das crianças viviam em agregados familiares com rendimentos per capita inferiores a 416,00 € mensais (INE) População com carências alimentares diárias: 26% (2 milhões e 750 mil portugueses), passavam fome permanente durante a semana, e 14% (1,5 milhões de portugueses) e, pelo menos, um dia por semana, não conseguem obter uma refeição completa (fonte: BACF). População com fome permanente diária: 375 mil portugueses assistidos diariamente pelo Banco Alimentar Contra A Fome (fonte: BACF). População em privação material severa: 41% (4.3 milhões) dos portugueses vivem com dificuldade, por exemplo, em pagar as rendas em atraso, manter a casa aquecida, ou fazer uma refeição de carne ou de peixe de dois em dois dias (fonte: INE)

image.jpg



publicado por Sérgio Passos às 23:04
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 24 de Janeiro de 2015
A classe média portuguesa é mais pobre do que a classe pobre alemã.

Ou, como perceber a diferença entre um país socialista e um país capitalista.

Segundo os critérios europeus oficialmente aceites, em termos genéricos, um indivíduo é considerado pobre se viver numa família cujo rendimento por adulto equivalente seja inferior a 60% do valor mediano por adulto equivalente ao calculado para toda a população.

Segundo dados de 2014, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era de € 10.390 euros anuais e, segundo o critério de definição da pobreza, a linha mínima de exclusão da pobreza em Portugal encontra-se a partir de um rendimento anual mínimo igual ou inferior a € 6.234,00, ou seja, um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00.

Já na Alemanha, também em 2014, o rendimento monetário anual médio disponível por adulto era de € 16.477,20, ou € 1.376,20 mensais.

Ora, segundo o mesmo critério europeu para a delimitação da linha de pobreza, na Alemanha o rendimento anual mínimo disponível que delimita a pobreza é de € 11.378,00 por pessoa, ou seja o equivalente ao rendimento mensal mínimo líquido abaixo ou igual de € 979,00.

Note-se, segundo este critério de determinação da pobreza, um português comum detentor de um rendimento médio anual de € 10.390,00 fica muito abaixo do índice de pobreza considerado para um alemão pobre com um rendimento anual de € 11.378,00.

Ou seja, um português de classe média é 10% mais pobre do que um pobre alemão.

Segundo projeções oficiais, nos final de 2014 existiriam em Portugal cerca de 3 milhões de pobres, numa população de 10,5 milhões de habitantes, cerca de 28% do total da população portuguesa, enquanto na Alemanha, numa população total de 81,5 milhões, os total dos pobres constitui 3,5% daquela população correspondendo a cerca de 3 milhões de alemães.

Já agora, segundo apontam estudos oficiais, o custo de vida média na Alemanha em Portugal são muito semelhantes.

Podemos assim, como escrevi acima, perceber a abissal diferença entre um país socialista como o português e um país capitalista como o alemão.

image.jpg



publicado por Sérgio Passos às 20:55
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015
O fascismo da pobreza governa o mundo.

Segundo a organização não-governamental britânica Oxfam, uma minoria de pessoas ricas, constituindo apenas 1% da população mundial, ou sejam, 77,2 milhões de indivíduos priveligiados, detêm 50% da riqueza mundial. Enquanto isso os restantes 50% da riqueza mundial são distribuídos por 99% da população mundial, ou seja, um ror de 7,2 mil milhões de indivíduos. Para se perceber ainda melhor a desproporção entre uns e outros, afinal entre aqueles grandes ricos e os outros todos pobretanas, cada um daqueles "privilegiados" possui, em média, uma riqueza por cabeça de mil vezes superior à de cada um dos outros "remediados" e cada vez mais miseráveis. Temos de perguntar: como é que os Estados e os Governos do mundo inteiro continuam a priveligiar os negócios e, portanto, a permitir o aumento da riqueza de uma "especial" minoria em desfavor de uma cada vez mais pobre maioria da Humanidade? Algo vai mesmo muito mal ao cimo da Terra! Isto tem de mudar, não é aceitável, nem sustentável.

image.jpg



publicado por Sérgio Passos às 21:22
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 5 de Agosto de 2014
A diferença entre um português e um pobre norte-americano. Ou, a diferença entre um país socialista e um país capitalista.
Segundo os critérios europeus oficialmente aceites, em termos genéricos, um indivíduo é considerado pobre se viver numa família cujo rendimento por adulto equivalente seja inferior a 60% do valor mediano por adulto equivalente ao calculado para toda a população”.
Segundo dados de 2013, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era de € 10.390 euros anuais.
Portanto e seguindo o critério acima indicado, a linha mínima de exclusão da pobreza encontra-se a partir de um rendimento anual mínimo igual ou inferior a € 6.234,00, ou seja, um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00.
Já nos Estados Unidos da América, o rendimento monetário médio disponível por adulto era de € 24.515,00.
Ora, segundo o mesmo critério europeu para a delimitação da linha de pobreza, nos EUA o rendimento anual mínimo dísponivel que delimita a pobreza era de € 14.709,00 por pessoas, ou o equivalente ao rendimento mensal mínimo líquido abaixo ou igual de € 1.225,00.
Note-se, ainda segundo o mesmo critério europeu para a determinação da pobreza, que um português comum detentor de um rendimento médio anual de € 10.390,00 fica muito abaixo do índice de pobreza considerado para um norte-americano com um rendimento anual de € 14.709,00.
Ou, uma português de classe média é 41% mais pobre do que um pobre norte-americano.
Já agora, não são hoje conhecidas diferenças de maior entre o custo de vida média nos EUA e em Porugal, sendo muito semelhantes.
Podemos assim perceber a abissal diferença entre um país socialista como o português e um país capitalista como o norte-americano!



publicado por Sérgio Passos às 15:04
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 9 de Março de 2012
...

Abundam cada vez mais os pobres em Portugal, contudo excasseiam, cada vez mais também, os humildes.
Não será esta a causa principal da progressão da miséria geral do seu Povo?



publicado por Sérgio Passos às 11:45
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Impostos e pobreza.

O problema de Portugal são impostos a mais.
Baixem-se os impostos e rapidamente a riqueza, que se encontra escondida e parada, fluirá, e por meio dela serão criadas imediata e rapidamente novas empresas, novos empregos e ocupações para os desempregados.
Se este Governo e os Partidos políticos com assento na Assembleia da República não querem, nem consegue, baixar os impostos, que se demitam e deixem quem o consegue governar Portugal a contento e em ordem à felicidade e ao bem estar dos portugueses.
Basta da ditadura fiscal e da pobreza!
Rua com a plutocracia que se encontra na Assembleia da República.
Viva a Democracia!



publicado por Sérgio Passos às 12:47
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
O flagelo da pobreza.

Riscos económicos poderão num futuro próximo criar instabilidade social. Conclusões constam do relatório Global Risk 2012, publicado pelo World Economic Forum . 

As “disparidades de rendimento severas” são, a par dos desequilíbrios orçamentais crónicos dos Estados, o risco global que mais probabilidade tem de se desenvolver nos próximos 10 anos. Esta é a opinião de 469 peritos do mundo da indústria, política, academia e sociedade civil, inquiridos acerca da probabilidade e do impacto esperado de 50 riscos globais de natureza económica, ambiental, societal, geopolítica e ambiental.
De acordo com o estudo efectuado pelo Fórum Económico de Davos, os países que não conseguirem lidar com o aumento das desigualdades de rendimento, com o desemprego juvenil, com os problemas demográficos ou com os desequilíbrios orçamentais tenderão a caminhar para uma situação de maior fragilidade e a conhecer um aumento da instabilidade social. Estas são as sementes de uma sociedade distópica, possibilidade real que coloca desafios políticos e económicos globais

.

Este estudo demonstra também uma alteração das representações dos respondentes em relação aos principais riscos globais. Em 2012 elegeram os riscos económicos como sendo os mais prováveis de se concretizarem num período de 10 anos, enquanto em 2011 esse destaque tinha sido dado aos riscos ambientais. Consideraram também que os riscos económicos e societais são os que irão ter maior impacto, quando em 2011 sinalizaram os riscos ambientais e económicos.
Este estudo conclui ainda que as desigualdades de rendimento se assumem como um dos “facilitadores críticos” (critial connectors) da interacção entre os riscos que têm uma maior importância sistémica. Ou seja, as desigualdades de rendimento são entendidas não só como um problema em si, mas também enquanto fenómeno que potencia a interacção entre os vários tipos de riscos globais.
Este estudo entende que a “Primavera Árabe” e os movimentos sociais como o “Ocupar Wall Street” são indicadores da frustração sentida pelos cidadãos face a um sistema político e económico que necessita de ser repensado a nível global:
“Existe uma expectativa geral de que o potencial de desenvolvimento da economia global pode não ser alcançado devido à interacção entre os desequilíbrios orçamentais dos Estados e as mudanças demográficas. Este cenário negativo é amplificado por um sentimento crescente de que a riqueza e o poder estão a ficar cada vez mais concentrados nas mãos das elites políticas e financeiras (…) Quando a mobilidade social é entendida como atingível, a disparidade de rendimento pode estimular as pessoas a perseguir esse objectivo. Contudo, quando jovens ambiciosos e trabalhadores começam a sentir que, independentemente do seu esforço, as suas perspectivas estão constrangidas, então os sentimentos de impotência, desintegração e desmotivação ganham força”.

(Global Risk 2012, p. 16. Tradução própria)


publicado por Sérgio Passos às 13:00
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Porque não emigram os políticos e governantes de Portugal?

Passos Coelho veio agora apregoar para a opinião pública uma sua surreal proposta de diálogo com os movimentos sociais originários do Facebook, criando no portal do governo um convite à criação e participação dos movimentos políticos e sociais.

A proposta, segundo o mesmo, tem em vista auscultar as pessoas e, passamos a citar, “permitir uma nova forma de comunicação com o Governo”, cabendo “ao proponente apresentar o seu movimento" e sendo prometido o doce ou a recompensa da "causa" com mais apoiantes poder vir a ser recebida pelo próprio Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.

Passos Coelho “him self” promete ser a própria recompensa do felizardo popular adepto desta surreal forma de comunicação do Governo da República.

É o populismo levado ao seu mais elevado grau.

É uma medida bem à medida do que lhe conhecíamos da “jotinha” laranja, de"fait divers" e "show off" para enganar tolinhos, e faz-nos lembrar de uma igual medida demagógica e falaciosa como a da Presidente da Assembleia da República para a realização de tertúlias populares dos deputados com os cidadãos, depois de ser apanhada abusivamente a acumular o salário com uma reforma e após as nossas insistentes denúncias.

Entretanto, entre alguns aderentes já posicionados no portal do Governo contam-se propostas de causas como as da “Legalização da Cannabis”, do “Descanso ao Domingo”, passando pela “Redução de Impostos” até ao de “Contra os trabalhos de Casa”, entre outras e mais de pasmar.

Ora, quando pensávamos que cabia ao Órgão máximo da Administração Pública governar e executar as respectivas funções públicas, constatamos agora que o Governo, de repente, se arvora como um canal de informação e comunicação, ou auscultação, públicas.

Mas isto também já não é novidade dos Governos da República, desde as pressões governamentais sobre a RTP, as Centrais de Comunicação de Santana Lopes, às tentativas de instrumentalização e às ameaças de Sócrates contra jornalistas e demais comunicação social, até às actuais fórmulas pró-freudianas de Passos Coelho, tudo parece valer a pena para Não Governar e para ir adormecendo o zé povinho.

A medida em causa de Passos Coelho também tem em vista a distorção e silenciamento da genuína liberdade de pensamento e expressão política de contestação popular que corre actualmente em catadupa e em abundante liberdade na blogosfera.

O fito e o intuito, em súmula, é a manipulação e a instrumentalização da opinião pública na blogosfera.

A medida, o que é facto, vinda poder efectivo, mais uma vez, apela à participação básica das pessoas, evitando questões essenciais do regime ou do sistema políticos, como por exemplo, tratar ou falar das alterações das leis eleitorais, ou do mais do que não abrem mão nem o Governo nem os Partidos Políticos com assento na Assembleia da República.

O poder político em Portugal, como há muito sabemos, não é nem se encontra feito de maneira para que os portugueses livremente legislem ou governem sobre os seu reais problemas e em ordem a resolve-los efectivamente.

Esta proposta de diálogo de Passos Coelho é, afinal de contas, não mais do que uma demagógica e cretina participação popular, fazendo o convite ao mesquinho e ao pequenino, ao popularucho e à infantilidade.

O real exercício político do bloco partidário instalado do arco do poder é, sabemo-lo há muito, um largo conjunto de interesses que se encontram alheados dos reais e efectivos problemas dos portugueses.

O que Passos Coelho e os seus acólitos pretendem é, uma vez mais, manterem-se por toda e qualquer via, recorrendo a todos e quaisquer expedientes demagógicos e infantis, fazendo permanecer a sua real incompetência.

Esta República é a República da imensa e improdutiva prol de ineptos e incompetentes que a ela se encontra associada.

A medida em causa não visa jamais a real democracia de cidadãos, no lugar próprio e por direito próprios.

Tal nunca se confundiria, nem confunde, por favor de conversinhas ou circunlóquios de ocasião como esta peregrina medida do Portal do Governo.

Ora, com a manutenção dos incompetentes desta III República nos Governos jamais haverão soluções.

Mas a medida de associação popular ao portal do Governo de Passos Coelho é e bem uma efectiva e cabal demonstração da inutilidade dos Governos da República.

Ao convite de Passos Coelho os inúmeros e valorosos movimentos sociais e políticos e os seus autores responderam-lhe em uníssono: os portugueses de boa-vontade pretendem por si e pelos seus próprios meios, capacidades e inteligência Governarem a bem de Portugal e, de tal modo, a poderem resolver efectiva, séria e competentemente os seus destinos.

Na verdade, se os portugueses trabalhadores e profissionais chegassem ao Parlamento e à Governação, rápida, efectiva e com utilidade, a presente situação desastrosa em que todos nós nos encontramos seria imediatamente resolvida.

Os portugueses sabem quais são os reais problemas e questões a resolver em Portugal, e sabem bem onde e quem são os corruptos e os agentes que entravam o livre e bom crescimento de Portugal.

O problema de Portugal, desde há mais de 100 anos, ou pelo menos desde os primórdios da implantação da República, não são nem nunca foram os portugueses.

Os problemas actuais dos portugueses são os políticos e a sua raça nefasta e destrutiva, acompanhados do actual regime e sistema políticos partidocrático e cleptocrático.

Assim sabendo nós sobejamente, perguntamos: porque raio é que estes políticos e governantes portugueses não emigram e deixam para os portugueses o seu amado país e nação de Portugal?



publicado por Sérgio Passos às 19:42
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
O Estado português promove a criação da pobreza.

A actual Constituição da República Portuguesa tem escrito dois preceitos fundamentais relativos aos impostos: no artigo 103.º refere que os impostos, a serem criados previamente por Lei, visam a satisfação, em primeiro lugar, das necessidades do Estado e outras entidades públicas e depois uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza e no artigo 104.º diz-se que os impostos sobre o rendimento das pessoas será único, progressivo e atenderá às necessidades das famílias, que os impostos sobre as empresas deverão ser também progressivos e sobre o seu rendimento real, que a tributação do património deverá contribuir para a igualdade dos cidadãos e que a tributação do consumo diz que “visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.”

Mas, vamos aos factos da realidade portuguesa.

Pela definição da União Europeia, para que alguém seja considerado "ameaçado de pobreza" é necessário que disponha de menos de 60% do salário médio líquido pago em cada país.

Portanto, em termos genéricos, um indivíduo é considerado pobre se viver numa família cujo rendimento por adulto equivalente seja inferior a 60% do valor mediano por adulto, calculado para toda a população.

Segundo dados de 2008, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era de € 10.390 euros anuais.

Seguindo aquele índice e calculando-se pelo salário médio líquido pago, o critério para a pobreza em Portugal deverá ser calculado sobre a quantia de 866 euros, e portanto à percentagem de 60% deste salário corresponderão já só a 519 euros.

Ou seja, a linha mínima de exclusão da pobreza em Portugal faz-se segundo o cálculo de um rendimento anual mínimo de € 6.234, ou de um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00.

Por exemplo na Alemanha, esta quantia é de 1.427 euros e 60% deste salário corresponderiam a 856 euros.

Logo a partir daqui tem de se lançar a primeira pergunta: como é que se entende e se aceita que legalmente esteja consagrada em sede de Imposto de Rendimento Singular que os rendimentos brutos mensais inferiores a € 519,00 sejam tributados a uma taxa média de 12,348%?

Segundo dados relativos a 2010, 42,5% das famílias portuguesas, constituídas em média por 4 elementos, vivem anualmente com 10.000 Euros ou menos.

Segundos os mesmos cálculos viverão já em condição de miséria aproximadamente de 2,5 milhões de portugueses.

Duas em cada quatro crianças portuguesas vive igualmente em condições de pobreza, ou seja a incidência de pobreza infantil no nosso país rondará os 29,5%, constituindo em número absoluto de cerca de 620 mil crianças, cifrando-se a dos adultos numa taxa de cerca 23%, em número absoluto de 1 milhão e 920 mil.

Portugal, não se esquecendo a abissal disparidade de rendimentos de país para país, lidera actualmente na percentagem de pobres na União Europeia, com uma taxa de pobreza a rondar os 25% da população, portanto atingindo os 2 milhões e 500 mil portugueses, isto quando a taxa média na Europa ronda os 16%.

Na Alemanha estima-se que a taxa de pobreza ronde os 14%, na Irlanda e Eslováquia, será de 21%, na Espanha 20%, na Itália 19%, França 14% e Áustria 13%, nos países escandinavos Dinamarca, Suécia, Finlândia e no Luxemburgo em 11%.

Em Portugal, segundo dados de 2010, a privação material severa atingia 9% da população residente em Portugal e o número da população em privação material realtiva rondará cerca de 3.6 milhões.

Segundo dados do INE, a taxa de risco de pobreza em Portugal seria de 43.4% na população residente em 2009, se apenas considerássemos os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, servindo as transferências sociais do Estado de um meio de forte de redução da Taxa de Risco de Pobreza

Por exemplo, os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência contribuíram em 2009 para um decréscimo de 17 pontos percentuais, observando-se uma taxa de risco de pobreza após pensões e antes de transferências sociais de 26.4%.

Estes números contudo encontram-se em grave risco, segundo dados lançados esta semana o Governo prepara-se para fazer cortes substanciais nas pastas sociais do Orçamento Geral de Estado para 2012: só a Saúde, a Educação e a Segurança Social vão perder 1,6 mil milhões de euros no próximo ano.

 

Para agravar o problema social da pobreza em Portugal, segundo as estatísticas do INE, no 1º trimestre de 2011 a taxa de desemprego em Portugal foi de 12.4%, mas devendo, em número reais, portanto contando com bem mais de 100 mil indivíduos não oficialmente recenseados, rondar já uma taxa superior a 16%, constituindo muito provavelmente um número de aproximadamente 750 mil, ou mais, desempregados.

Finalmente e para agravar ainda mais este problema o Governo começou a mexer, agravando-as, nas taxas de IVA.

É facto que e de modo a piorar ainda mais a desesperada situação precária e da humilhante privação dos pobres por parte dos sucessivos Governos de Portugal, e temos vindo a assistir nos últimos anos, ao aumento desenfreado do IVA, e o actual Governo de Passos Coelho, já lançou mão do seu aumento para 23% na electricidade e na Gaz.

Não há dúvidas o IVA é um imposto claramente regressivo, ou seja, implica uma contribuição maior da população com rendimentos mais baixos relativamente ao segmento com mais rendimentos.

Desde a criação do IVA, em 1986, com a taxa máxima inicial de 16%, passados 25 anos já vamos em 23%, o que constituiu um aumento fiscal médio de 43,75%.

A percentagem do rendimento pago em IVA pelo estrato mais pobre da população portuguesa supera os 10%, só atingindo os 4% na classe mais abastada.

Isto acontece porque quem tem os rendimentos mais baixos não consegue poupar absolutamente nada, e quase todo o seu rendimento está sujeito ao pagamento de IVA.

Os elementos que constituem a classe mais alta ao nível dos rendimentos têm taxas de poupança que oscilam entre os 40% e os 50%.

O peso do orçamento familiar para alimentação nas classes pobres pode até superar os 50% do total dos seus rendimentos obtidos, enquanto para as famílias classes ricas pode ficar-se em unicamente em 10%.

Juntando outros impostos regressivos, como o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos ou o Imposto sobre o Tabaco, os mais pobres gastam duas vezes mais com estas taxas do que os mais ricos.

Numa altura de recessão económica o aumento do IVA terá como consequência aumento do número de falências de empresas e o despedimento de mais trabalhadores.

Ou seja, os mais pobres e as empresas mais débeis são, até pela via laboral, mais uma vez sacrificados.

Se na verdade os Governos de Portugal quisessem redistribuir alguma coisa, tratariam de diminuir o IVA, é que uma família pobre gasta tudo em consumo, por conseguinte paga IVA em tudo e, ao invés, já só uma pequena parte do rendimento de um rico está sujeita a IVA.

Ao contrário do IRS, no IVA tanto o paga o pobre como o milionário e há mesma taxa, sendo apenas proporcional ao que vai consumindo.

Ou seja, o IVA não tem uma função redistributiva, antes consistindo, na realidade, a uma taxa plana e cega, portanto injusta.

Na verdade para os mercantilistas de impostos o IVA, como é o caso do actual Ministro da Finanças, tem uma enorme vantagem: não olha a quem nem a meios, mas é muito fácil de cobrar e o dinheiro entra logo nos cofres do Estado.

 

Face ao que vimos e constatamos perante a realidade portuguesa, devemos claramente concluir, que isto são números de um país conduzido politicamente pelo terrorismo de Estado e governado pela malévola tirania sobre os inocentes, os pobres, contra as crianças, os desfavorecidos e os pobres em geral.

Segundo o que vemos, é fácil de ver e provar que os sucessivos Governos criminosos de Portugal actuam concertadamente ataques sistemáticos e generalizados contra a sua população, aumentando o número dos seus pobres, aumentando as suas dificuldades, a sua privação e a sua situação de miséria e, em última análise, contribuindo para a diminuição da sua esperança de vida e, derradeiramente, para a sua própria aniquilação.

Ou seja, os últimos Governos e os seus responsáveis políticos e titulares de cargos públicos, agiram e agem contra a vida e as integridades física, moral e mental de milhões de portugueses, constituídos pelos mais fracos e inocentes, como as crianças, os doentes, os inválidos, os deficientes, os idosos, os desprotegidos, os sem-abrigo e os excluídos em geral.

Em última análise e resultado, estes actos praticados pelos Governos e pelo Estado português só podem ser explicados à luz de quem visa a morte e o extermínio da população portuguesa.



publicado por Sérgio Passos às 11:10
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

19
20
21
22

25
26
28
29
30


posts recentes

3 milhões de pobres em Po...

A classe média portuguesa...

O fascismo da pobreza gov...

A diferença entre um port...

...

Impostos e pobreza.

O flagelo da pobreza.

Porque não emigram os pol...

O Estado português promov...

arquivos

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

tags

todas as tags

links
Contador
blogs SAPO
subscrever feeds