Ideias e poesias, por mim próprio.

Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
Os poemas são mulheres.

Já escrevi poemas para muitas

Já os escrevi a umas e dei-os a outras

Os poemas são para as mulheres

Elas são os meus poemas são para elas escritos

As mulheres sem dúvida são para os poemas

Sem dúvida alguma as musas são os poemas

Sem dúvida alguma os poemas são mulheres.

 

Já escrevi com e sem inspiração

Já dei poemas a quem merecia e não

Os poemas são mesmo para as mulheres

São mulheres, são poemas e são escritos

Sem dúvida são poemas e são mulheres

Até tenho dúvidas o que os poemas me contam

Mas não tenho dúvidas que os poemas são mulheres.


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publicado por Sérgio Passos às 20:12
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Terra de pão.

Naqueles campos e pelas suas leivas

Palhas de fogo percorrendo ondas e ventos

Em seus cabelos de centeio amadurecidos.

Em seus caminhos e destino se fazem campos floridos

São searas de onde nascem passados e vindouros

E seus sorrisos e encantos se perfumam de cheiros.

Duas grutas avisam seus segredos

As suas sombras e as suas histórias nela se guardam

Os seus olhos e a sua fertilidade.

A primavera traz nascença e o sol corre mais longe

O mundo é feito de dias e o amor é feito de estações

Mais ainda hão-de vir os Verões, os Outonos e os Invernos.

Em seu amor lavra e em seu mundo percorre e semeia

Os solstícios são dois e os equinócios outros tantos

O seu chão de corpo, é desejo, é carne e é terra de pão.



publicado por Sérgio Passos às 14:13
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
És tu.

És como te conheço

És cor e tela de aguarela

És um doce como te saboreio

És mel e açúcar como a tua pele

És um encanto como me alegras

És dança e feitiço

És uma luz como me despertas

És dia como um sol

És uma noite como adormeço

És lua e estrelas e cometas

És quente como me incendeias

És tição como fogueiras

És paz como me serenas

És céu de madrepérola

És mágica como um ilusionismo

És bela como mil quadros

És viva como vida em mim

És um sonho como tu

És mar como calmaria

És navio à bolina

És uma estação como há-de vir

És tempo como o presente

És alimento aos meus sentidos

És sensual como tu

És a vida como há em mim

És um encontro

És como és

És como não sei

És

És e tu.



publicado por Sérgio Passos às 21:51
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010
Verde Espinheira.

Recosto-me no manso duma majestade,

No alto das suas ramadas e seus pináculos

E de agulhas espetadas se apontam direcções e sentidos

Revigoram-se perenes as suas folhas

Recebo em dias cálidos a sua sombra

Recebo em dias frios o seu abraço

Dá-me o seu corpo de castanho e de verde

Tem seiva e vida, tenho-a por amor.

Escrevo nela os contos ainda por ler

Leio as palmas de minhas mãos ainda por escrever.

Do seu macio chão nasceu para meu alimento

No entrelaçado das suas raízes alicerço os meus sonhos.

Os ramos do seu passado fizeram-se para minha lembrança

Foram neles tecidos os dias antes do meu destino

O meu presente ancora-me à sua presença

Em cada dia cada sol cada noite cada lua.

És árvore, és tu, és mulher.



publicado por Sérgio Passos às 12:37
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Sábado, 6 de Março de 2010
És tu.

És como te conheço

És cor e tela de aguarela
És um doce como te saboreio
És mel e açúcar como a tua pele
És um encanto como me alegras
És dança e feitiço
És uma luz como me despertas
És dia como um sol
És uma noite como adormeço
És lua e estrelas e cometas
És quente como me incendeias
És tição como fogueiras
És paz como me serenas
És céu de madrepérola
És mágica como um ilusionismo
És bela como mil quadros
És viva como vida em mim
És um sonho como tu
És mar como calmaria
És navio à bolina
És uma estação como há-de vir
És tempo como o presente
És alimento aos meus sentidos
És sensual como tu
És a vida como há em mim
És um encontro
És como és
És como não sei
És
És e tu.


publicado por Sérgio Passos às 09:53
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Sábado, 20 de Setembro de 2008
Fui àquela fonte com a minha sede.

Fui àquele fonte com a minha sede

Ali vi castanhos ulmeiros rodeando-se de verdes olhos.
Fui àquela fonte avisado pelo seu encantado chamamento,
Dali ouvi uma corrente trepidante, contudo serena.
 
Era o Verão de Inverno de nono dia.
 
Naquela fonte deleitei-me no sorriso da sua água,
Corria límpida e enxuta do seu alto.
Naquela fonte refresquei meus secos lábios,
Soube-me fresca como se fora alimento da minha sede.
 
Era o meu Verão de Inverno de dia nove.
 
Nela mergulhei meus dedos secos,
Tacteando suas frescas mãos me espelhei.
Ali colhi meus anos da memória da minha sede,
Dali parti avivando a incerteza dos meus dias vindouros.
 
Era o meu dia nove de Verão e de Inverno.
 
Fui àquela fonte e parti com a minha sede
Fui na sede e aí me alimentei na sua sensualidade
Dali colhi avivados os meus sentidos.
Em suas sombras e silêncios todo eu me encontrei.
 
Era o meu dia nove.
 
Fui e voltei daquela fonte e nela me fiquei
Fui e a ela voltarei pela melodia do seu caminho
Nos seus verdes e castanhos recantos deixei os meus ditos
E aqui agora a sua viva alegria me corre pelo peito.


publicado por Sérgio Passos às 15:38
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Domingo, 7 de Setembro de 2008
Inspiração de Outono.

Vieste com as primeiras gotas de Outono,

Vieste esperança dum tempo vindouro.

Chegaste chamada de desejo,

Trazias ainda teu perfume de cerejas.

 

Sou-o no sentimento da distância,

Sinto uma presença de ausência.

Vejo-te na luz que rasga no céu

Tão longe e tão presente.

 

Abraço sentido que me acolhe,

Regaço que me aconchega.

Perfume teu que me envolve,

Saudades que se me despertam.

Vejo agora dias e noites na tua procura.



publicado por Sérgio Passos às 02:03
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