Ideias e poesias, por mim próprio.

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2015
Impostos e corrupção: as duas faces da mesma moeda

Para se explicar os impostos, como qualquer outro tipo de exploração humana, têm de ser perceber as suas causas, os seus meios e fins.

Os impostos como atividade de parasitagem e exploração de pessoas (parasitas) sobre pessoas (vítimas, parasitados), são, fundamentalmente, causa de sacrifícios de uma minoria a benefício de uma maioria.

Os impostos são meios de usura para quem deles beneficia: uma minoria - os governantes e os burocratas - pelo património e riqueza por si adquiridos, e uma maioria - os ociosos e os demais parasitas – que sobrevivem sem produzir.

Não há despesismo e desperdício públicos sem impostos.

E a deficiente qualidade da atividade dos políticos e dos governantes, produtores de dívidas e défices públicos, vive na proporção inversa do volume cobrado em impostos, taxa e tributos.

Quanto mais ambiciosos e maiores forem os fins dos respetivos programas políticos (comunismo, socialismo, social-democracia e intervencionismo estatal) propagandeados, maior será o volume de impostos a cobrar aos contribuintes (explorados).

Quanto maior for o volume (da rapina) de impostos, taxas e custos públicos suportados pelos contribuintes maior será a extensão do rédito dos meios políticos.

Como um dia escreveu Milton Friedman: “se os políticos administrassem o deserto, em poucos anos, a areia desapareceria”.

Os impostos são a expressão visível da ganância e da má-vida do Estado e dos seus funcionários.

Os impostos são os vícios do Estado e para o povo comum são a justa medida de punição dos indivíduos mais ambiciosos.

Os impostos são o expediente pelo qual a sociedade torna natural a desigualdade, colocando os cleptocratas decidindo da sorte do património, da propriedade e do rendimento alheios.

Em Portugal os impostos nunca baixarão para níveis humanamente suportáveis até que duas leis essenciais para a transparência e responsabilização da vida política e o controlo do património dos políticos não sejam criadas: a primeira, a lei de responsabilização civil e criminal por atos ilícitos e danosos cometidos no exercício de cargos públicos, e a segunda, a lei da criminalização do enriquecimento ilícito dos titulares dos cargos públicos. 

Seguramente, os impostos são o preço do prostíbulo que os cidadãos de um Estado são colocados a pagar.

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publicado por Sérgio Passos às 17:04
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Domingo, 18 de Maio de 2014
José António Seguro e os Impostos: o milagre socialista das rosas!

José Seguro, o putativo candidato Primeiro-Ministro de Portugal, o Secretário-geral do Partido Socialista, segundo as suas próprias palavras neste fim de semana na Convenção do seu partido, prometeu "liderar primeiro Governo Português do século XXI que não aumenta impostos..."!!!

O que seria muito belo, os portugueses ficariam-lhe eternamente gratos.

E logo a seguir acrescentou aos seus camaradas que... "...para substituir os cortes nas reformas pela introdução da TSU vai... ...passar a taxar os fundos de investimento*..."!!!

Mas... nós os humildes portugueses, estupefactos perante estas afirmações temos de perguntar: ele não tinha dito imediatamente antes que não ia aumentar os impostos???

 

*Só uma explicação: uma parte substancial do dinheiro obtido para o pagamento das pensões faz-se através de investimentos de capitalização em fundos de investimento. Ora, como será normal, a taxação sobre sobre esses fundos de investimento vai baixar a sua taxa de capitalização e com a consequente baixa da sua rentabilidade.

 

Afinal, onde vai fica o ganho dos pensionistas com esta medida? Onde é que fica o não aumento de impostos? Taxar fundos de investimentos não é aumentar impostos? Não é agravar e aumentar a carga fiscal?...
Mas, de que é mesmo feita a cabeça de José António Seguro?

Mas ...o tipo é burro ou faz-se?

 

 

 



publicado por Sérgio Passos às 11:44
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014
A "verde" rapina fiscal.

A fiscalidade "verde" é pura patranha!

A medida proposta pelo ministro do ambiente Jorge Moreira da Silva é apenas mais uma burla, servida pela forma de mentiras.

A fiscalidade só serve para, por um lado, aumentar a receita de impostos do Estado e, por outro, aumentar os custos a pagar pelos consumidores.

Pelo meio é destruído a indústria e o sistema produtivo.

Tomaram os portugueses que o Estado, ao menos, debelasse a grave poluição que assola o país e não o faz.

Estão a ver impostos, qual milagre das rosas, a baixar custos ou, na verdade, servirem para proteger o clima ou o ambiente?

Oh políticos pantomineiros, realmente têm futuro em Portugal, porque lá enganarem os papalvos parece que conseguem fazê-lo.

"Verde", só mesmo se for sob a forma com que ela é servida para enganar os tolos dos portugueses!

 



publicado por Sérgio Passos às 09:00
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Domingo, 22 de Dezembro de 2013
Nós não somos o Estado!
"O estado é a organização social que visa a manter o monopólio do uso da força e da violência em uma determinada área territorial; especificamente, é a única organização da sociedade que obtém a sua receita não pela contribuição voluntária ou pelo pagamento de serviços fornecidos mas sim por meio da coerção.

Enquanto os outros indivíduos ou instituições obtêm o seu rendimento por meio da produção de bens e serviços e da venda voluntária e pacífica desses bens e serviços ao próximo, o estado obtém o seu rendimento através do uso da coerção; isto é, pelo uso e pela ameaça de prisão e pelo uso das armas.
Depois de usar a força e a violência para obter a sua receita, o Estado geralmente passa a regular e a ditar as outras ações dos seus súditos.

O grande sociólogo alemão Franz Oppenheimer apontou para o fato de que existem duas formas mutuamente exclusivas de adquirir riqueza: a primeira, a forma referida acima, de produção e troca, ele chamou de "meio econômico". A outra forma é mais simples, na medida em que não requer produtividade; é a forma em que se confisca os bens e serviços do outro através do uso da força e da violência. É o método do confisco unilateral, do roubo da propriedade dos outros.
Deve estar igualmente claro que o meio coercivo, explorador, é contrário à lei natural; é parasítico, pois em vez de adicionar à produção, apenas subtrai.

O estado, nas palavras de Oppenheimer, é "a organização dos meios políticos"; é a sistematização do processo predatório sobre um determinado território. Pois o crime é, no máximo, esporádico e incerto; já o parasitismo é efêmero e a coerciva ligação parasítica pode ser cortada a qualquer momento por meio da resistência das vítimas. O estado, no entanto, providencia um meio legal, ordeiro e sistemático para a depredação da propriedade privada; ele torna certa, segura e relativamente "pacífica" a vida da casta parasita na sociedade.
Dado que a produção tem sempre de preceder qualquer depredação, conclui-se que o livre mercado é anterior ao estado. O estado nunca foi criado por um "contrato social"; ele sempre nasceu da conquista e da exploração. O paradigma clássico é aquele de uma tribo conquistadora que resolveu fazer uma pausa no seu método — testado e aprovado pelo tempo — de pilhagem e assassinato das tribos conquistadas ao perceber que a duração do saque seria mais longa e segura — e a situação mais agradável — se ela permitisse que a tribo conquistada continuasse vivendo e produzindo, com a única condição de que os conquistadores agora assumiriam a condição de governantes, exigindo um tributo anual constante.

Um dos métodos de nascimento de um estado pode ser ilustrado como se segue: nas colinas da "Ruritânia do Sul", um grupo de bandidos organiza-se de modo a obter o controle físico de um determinado território. Cumprida a missão, o chefe dos bandidos autoproclama-se "Rei do estado soberano e independente da Ruritânia do Sul". E se ele e os seus homens tiverem a força para manter este domínio durante o tempo suficiente, pasmem!, um novo estado acabou de se juntar à "família das nações", e aqueles que antes eram meros líderes de bandidos acabaram se transformando na nobreza legítima do reino.

Uma vez estabelecido o estado, o problema do grupo ou "casta" dominante passa a ser o de como manter o seu domínio. Embora o seu modus operandi seja o da força, o problema básico e de longo prazo é ideológico. Pois para continuar no poder, qualquer governo (não simplesmente um governo "democrático") tem de ter o apoio da maioria dos seus súditos. E esse apoio, vale observar, não precisa ser um entusiasmo ativo; pode bem ser uma resignação passiva, como se se tratasse de uma lei inevitável da natureza. Mas tem de haver apoio no sentido de algum tipo de aceitação; caso contrário, a minoria formada pelos governantes estatais seria em última instância sobrepujada pela resistência ativa da maioria do público.
Uma vez que a depredação tem necessariamente de ser mantida por um excedente da produção, é um fato necessariamente verdadeiro que a classe que constitui o estado — a burocracia estabelecida (e a nobreza) — tem de ser uma pequena fração minoritária no território, embora possa, claro, comprar aliados entre os grupos importantes da população. Como tal, a principal tarefa dos governantes é sempre a de assegurar a aceitação ativa ou resignada da maioria dos cidadãos.

Claro que um dos métodos para assegurar o apoio é por meio da criação de interesses econômicos legalmente garantidos. Como tal, o rei sozinho não pode governar; ele precisa de um grupo considerável de seguidores que desfrutem os privilégios do domínio, por exemplo, os membros do aparato estatal, como a burocracia em tempo integral ou a nobreza estabelecida. Mas ainda assim isto assegura apenas uma minoria de apoiadores fervorosos, e até a compra essencial de apoio por meio de subsídios e outras concessões de privilégios não é suficiente para obter o consentimento da maioria. Para produzir esta aceitação crucial, a maioria tem de ser persuadida por uma ideologia de que o seu governo é bom, sábio e, pelo menos, inevitável e certamente melhor do que outras possíveis alternativas. A promoção desta ideologia entre o povo é a tarefa social vital dos "intelectuais".

em "A anatomia do estado", por Murray N. Rothbard.



publicado por Sérgio Passos às 15:11
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
Vítor Gaspar na ribalta europeia!

Vítor Gaspar parece que foi nomeado pela Comissão Europeia para liderar um grupo de especialistas para tratarem da nova tributação da economia digital.

Pois sim, um prémio merecido digo eu: então há lá outra coisa que ele melhor saiba fazer na vida que não seja tratar de criar impostos e agravar tributos!

Afinal, o que fizeram toda a vida estes parasitas social-comunistas senão viver às custas do trabalho alheio?!

 



publicado por Sérgio Passos às 10:19
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Sábado, 2 de Novembro de 2013
A economia estatista portuguesa.

Este sistema económico socialista e estatista português está há muito falido e, por consequência, condenado a desaparecer, como, inevitável e necessariamente, há-de desaparecer. O Governo de Passos Coelho apenas se limita a administrar um despesista e ineficaz titanic que lentamente se vai afundando, enquanto isso a pitonisa oposição social-comunista histericamente vai cantando saudades ao icebergue de dívidas que o seu amado Estado criou para todos os portugueses. Portugal terá certamente solução, temos apenas de aguardar que este naufrágio leve de vez ao fundo estes trauliteiros da política, do sindicalismo, da governação e da partidarite e, logo de seguida, se desanuviarão as dúvidas e as incertezas nas nossas próprias capacidades. A paciência é curta com estes piratas e bandoleiros, mas haja esperança em nós mesmos!

 



publicado por Sérgio Passos às 16:17
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Impostos e pobreza.

O problema de Portugal são impostos a mais.
Baixem-se os impostos e rapidamente a riqueza, que se encontra escondida e parada, fluirá, e por meio dela serão criadas imediata e rapidamente novas empresas, novos empregos e ocupações para os desempregados.
Se este Governo e os Partidos políticos com assento na Assembleia da República não querem, nem consegue, baixar os impostos, que se demitam e deixem quem o consegue governar Portugal a contento e em ordem à felicidade e ao bem estar dos portugueses.
Basta da ditadura fiscal e da pobreza!
Rua com a plutocracia que se encontra na Assembleia da República.
Viva a Democracia!



publicado por Sérgio Passos às 12:47
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Os interesses do Fisco e da repressão política de Estado ou, antes, a liberdade e a felicidade dos portugueses?

O chamado grande interesse na receita fiscal por parte do Estado vai ser, cada vez mais e com mais acuidade, o instrumento da repressão por excelência, afinal de contas, o móbil principal da ditadura do actual regime partidocrático sobre os portugueses.

Os portugueses parece ainda não terem percebido que o Estado político e profissional são a única causa e o autor exclusivos da crise em que vivemos, e ingenuamente continuam a debater-se nas explicações dos “mercados” ou dos mercadores e dos seus agentes, e neste último caso o dos seus governantes e políticos de Portugal dos últimos 30 anos.

Acabassem era os portugueses com o Estado e com as comanditas que dele se alimentam e rapidamente se veriam com a abastança e a riqueza chegando a todos nós!

O motu a solução dos portugueses passa inquestionavelmente pela Liberdade e pela abolição da ditadura fiscal de Estado.

Num modelo desenvolvido social e económico cada sujeito contribuinte devia poder contribuir para o Estado somente e unicamente com quanto quisesse e sempre fazendo-o voluntariamente.

Ora, até que esse momento de libertação colectiva, social e humana, portanto até ao dia em que nos livremos do modelo de Estado sanguessuga, opressivo e parasitário, este mesmo Estado, munido do seu corpo de agentes, sindicalistas, inúmeros beneficiários e bem assim dos seus eleitos, mais não são e constituem do que um mero instrumento global e geral de rapina e de benefício de uma minoria, mais ou menos grande, e parasitária sobre a imensa massa popular de quem trabalha.

E, o Fisco, mais não serve e não se presta do que a fornecer os meios económicos e os fins políticos subjacentes de repressão política e policial em prol de um conjunto de indivíduos imorais, corruptos e parasitas, sendo chamados e conhecidos de partidos políticos, ou eleitos e governantes que, munidos das suas estratégias de roubo, imoralidade e delinquência vária e generalizada, nunca fizeram mais nada na vida que não fosse explorar e roubar o produto do trabalho honesto de todos os quantos muitos labutam de sol a sol, honesta, laboriosa e esforçadamente, utilizando unicamente os seus meios, a sua força e as suas capacidade manuais e intelectuais para acudirem à sua esforçada sobrevivência.



publicado por Sérgio Passos às 17:04
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
O Estado português promove a criação da pobreza.

A actual Constituição da República Portuguesa tem escrito dois preceitos fundamentais relativos aos impostos: no artigo 103.º refere que os impostos, a serem criados previamente por Lei, visam a satisfação, em primeiro lugar, das necessidades do Estado e outras entidades públicas e depois uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza e no artigo 104.º diz-se que os impostos sobre o rendimento das pessoas será único, progressivo e atenderá às necessidades das famílias, que os impostos sobre as empresas deverão ser também progressivos e sobre o seu rendimento real, que a tributação do património deverá contribuir para a igualdade dos cidadãos e que a tributação do consumo diz que “visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.”

Mas, vamos aos factos da realidade portuguesa.

Pela definição da União Europeia, para que alguém seja considerado "ameaçado de pobreza" é necessário que disponha de menos de 60% do salário médio líquido pago em cada país.

Portanto, em termos genéricos, um indivíduo é considerado pobre se viver numa família cujo rendimento por adulto equivalente seja inferior a 60% do valor mediano por adulto, calculado para toda a população.

Segundo dados de 2008, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era de € 10.390 euros anuais.

Seguindo aquele índice e calculando-se pelo salário médio líquido pago, o critério para a pobreza em Portugal deverá ser calculado sobre a quantia de 866 euros, e portanto à percentagem de 60% deste salário corresponderão já só a 519 euros.

Ou seja, a linha mínima de exclusão da pobreza em Portugal faz-se segundo o cálculo de um rendimento anual mínimo de € 6.234, ou de um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00.

Por exemplo na Alemanha, esta quantia é de 1.427 euros e 60% deste salário corresponderiam a 856 euros.

Logo a partir daqui tem de se lançar a primeira pergunta: como é que se entende e se aceita que legalmente esteja consagrada em sede de Imposto de Rendimento Singular que os rendimentos brutos mensais inferiores a € 519,00 sejam tributados a uma taxa média de 12,348%?

Segundo dados relativos a 2010, 42,5% das famílias portuguesas, constituídas em média por 4 elementos, vivem anualmente com 10.000 Euros ou menos.

Segundos os mesmos cálculos viverão já em condição de miséria aproximadamente de 2,5 milhões de portugueses.

Duas em cada quatro crianças portuguesas vive igualmente em condições de pobreza, ou seja a incidência de pobreza infantil no nosso país rondará os 29,5%, constituindo em número absoluto de cerca de 620 mil crianças, cifrando-se a dos adultos numa taxa de cerca 23%, em número absoluto de 1 milhão e 920 mil.

Portugal, não se esquecendo a abissal disparidade de rendimentos de país para país, lidera actualmente na percentagem de pobres na União Europeia, com uma taxa de pobreza a rondar os 25% da população, portanto atingindo os 2 milhões e 500 mil portugueses, isto quando a taxa média na Europa ronda os 16%.

Na Alemanha estima-se que a taxa de pobreza ronde os 14%, na Irlanda e Eslováquia, será de 21%, na Espanha 20%, na Itália 19%, França 14% e Áustria 13%, nos países escandinavos Dinamarca, Suécia, Finlândia e no Luxemburgo em 11%.

Em Portugal, segundo dados de 2010, a privação material severa atingia 9% da população residente em Portugal e o número da população em privação material realtiva rondará cerca de 3.6 milhões.

Segundo dados do INE, a taxa de risco de pobreza em Portugal seria de 43.4% na população residente em 2009, se apenas considerássemos os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, servindo as transferências sociais do Estado de um meio de forte de redução da Taxa de Risco de Pobreza

Por exemplo, os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência contribuíram em 2009 para um decréscimo de 17 pontos percentuais, observando-se uma taxa de risco de pobreza após pensões e antes de transferências sociais de 26.4%.

Estes números contudo encontram-se em grave risco, segundo dados lançados esta semana o Governo prepara-se para fazer cortes substanciais nas pastas sociais do Orçamento Geral de Estado para 2012: só a Saúde, a Educação e a Segurança Social vão perder 1,6 mil milhões de euros no próximo ano.

 

Para agravar o problema social da pobreza em Portugal, segundo as estatísticas do INE, no 1º trimestre de 2011 a taxa de desemprego em Portugal foi de 12.4%, mas devendo, em número reais, portanto contando com bem mais de 100 mil indivíduos não oficialmente recenseados, rondar já uma taxa superior a 16%, constituindo muito provavelmente um número de aproximadamente 750 mil, ou mais, desempregados.

Finalmente e para agravar ainda mais este problema o Governo começou a mexer, agravando-as, nas taxas de IVA.

É facto que e de modo a piorar ainda mais a desesperada situação precária e da humilhante privação dos pobres por parte dos sucessivos Governos de Portugal, e temos vindo a assistir nos últimos anos, ao aumento desenfreado do IVA, e o actual Governo de Passos Coelho, já lançou mão do seu aumento para 23% na electricidade e na Gaz.

Não há dúvidas o IVA é um imposto claramente regressivo, ou seja, implica uma contribuição maior da população com rendimentos mais baixos relativamente ao segmento com mais rendimentos.

Desde a criação do IVA, em 1986, com a taxa máxima inicial de 16%, passados 25 anos já vamos em 23%, o que constituiu um aumento fiscal médio de 43,75%.

A percentagem do rendimento pago em IVA pelo estrato mais pobre da população portuguesa supera os 10%, só atingindo os 4% na classe mais abastada.

Isto acontece porque quem tem os rendimentos mais baixos não consegue poupar absolutamente nada, e quase todo o seu rendimento está sujeito ao pagamento de IVA.

Os elementos que constituem a classe mais alta ao nível dos rendimentos têm taxas de poupança que oscilam entre os 40% e os 50%.

O peso do orçamento familiar para alimentação nas classes pobres pode até superar os 50% do total dos seus rendimentos obtidos, enquanto para as famílias classes ricas pode ficar-se em unicamente em 10%.

Juntando outros impostos regressivos, como o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos ou o Imposto sobre o Tabaco, os mais pobres gastam duas vezes mais com estas taxas do que os mais ricos.

Numa altura de recessão económica o aumento do IVA terá como consequência aumento do número de falências de empresas e o despedimento de mais trabalhadores.

Ou seja, os mais pobres e as empresas mais débeis são, até pela via laboral, mais uma vez sacrificados.

Se na verdade os Governos de Portugal quisessem redistribuir alguma coisa, tratariam de diminuir o IVA, é que uma família pobre gasta tudo em consumo, por conseguinte paga IVA em tudo e, ao invés, já só uma pequena parte do rendimento de um rico está sujeita a IVA.

Ao contrário do IRS, no IVA tanto o paga o pobre como o milionário e há mesma taxa, sendo apenas proporcional ao que vai consumindo.

Ou seja, o IVA não tem uma função redistributiva, antes consistindo, na realidade, a uma taxa plana e cega, portanto injusta.

Na verdade para os mercantilistas de impostos o IVA, como é o caso do actual Ministro da Finanças, tem uma enorme vantagem: não olha a quem nem a meios, mas é muito fácil de cobrar e o dinheiro entra logo nos cofres do Estado.

 

Face ao que vimos e constatamos perante a realidade portuguesa, devemos claramente concluir, que isto são números de um país conduzido politicamente pelo terrorismo de Estado e governado pela malévola tirania sobre os inocentes, os pobres, contra as crianças, os desfavorecidos e os pobres em geral.

Segundo o que vemos, é fácil de ver e provar que os sucessivos Governos criminosos de Portugal actuam concertadamente ataques sistemáticos e generalizados contra a sua população, aumentando o número dos seus pobres, aumentando as suas dificuldades, a sua privação e a sua situação de miséria e, em última análise, contribuindo para a diminuição da sua esperança de vida e, derradeiramente, para a sua própria aniquilação.

Ou seja, os últimos Governos e os seus responsáveis políticos e titulares de cargos públicos, agiram e agem contra a vida e as integridades física, moral e mental de milhões de portugueses, constituídos pelos mais fracos e inocentes, como as crianças, os doentes, os inválidos, os deficientes, os idosos, os desprotegidos, os sem-abrigo e os excluídos em geral.

Em última análise e resultado, estes actos praticados pelos Governos e pelo Estado português só podem ser explicados à luz de quem visa a morte e o extermínio da população portuguesa.



publicado por Sérgio Passos às 11:10
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Sábado, 14 de Agosto de 2010
Como o Governo de Portugal explora os portugueses.

Enquanto o Zé-povinho aperta o cinto e muitos já passam fome eles continuam a gastar "`tripa forra": O Governo lançou um concurso para adquirir 2655 automóveis para o Estado, naquele que é o maior concurso de sempre. O Estado deverá desembolsar 35 milhões de Euros: 400 são motociclos e quadriciclos, 150 são automóveis ligeiros de passageiros, 40 veículos comerciais ligeiros, 35 pesados de passageiros e de mercadorias e 30 ambulâncias, as restantes viaturas são alugueres operacionais de veículos ligeiros. Alguém me explica para que são tantos carros novos? Exceptuando as abençoadas 30 (!) ambulâncias, alguém me esclarece quantos "Mercedes" e BMW´s" constam daquele rol? Para quem e para o quê 2625 carros novos? O dinheiro não lhes custa a ganhar! Ladrões.

http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=60633



publicado por Sérgio Passos às 15:19
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