Ideias e poesias, por mim próprio.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014
O que liga Cavaco Silva a Ricardo Espírito Santo?

Será verdade?

O que é facto é que o genro de Cavaco Silva ganhou em 2012 o concurso aberto pelo Governo para a venda do Pavilhão Atlântico, aprovada este ano pela Autoridade da Concorrência, apesar dos vários processos de execução a correr em tribunal contra as empresas de Luís Montez, por dívidas a várias outras empresas.

Luís Montez era considerado nos meios financeiros como financeiramente inelegível, por não possuir garantias suficientes para poder, em condições normas, só por si, portanto sem uma alta recomendação, conseguir chegar a um financiamento de mais de 20 milhões de euros para a referida compra.

O Pavilhão Atlântico foi depois vendido por 21,2 milhões de euros ao Consórcio Arena Atlântico, no qual se inclui Luís Montez, dono da Música no Coração.

O equipamento custou ao Estado 50 milhões de euros e “era rentável”, tendo os seus lucros triplicados entre 2009 e 2010, segundo o parecer da própria Ministra Assunção Cristas.

Além de financiar a operação, o BES também assessorou financeiramente Luís Montez.

Relembramos aqui as relações íntimas de amizade entre Cavaco Silva e Ricardo Espírito Santo e a generosa doação do BES ao candidato Cavaco na campanha presidencial de 2006 e em que este foi eleito.

E, caso tenha existido uma alta cunha, será que a III República vai aguentar-se de pé por muito mais tempo com mais um alto escândalo?
Seria este o risco para a sobrevivência da III República Portuguesa de que falou recentemente o ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe quando se pronunciou sobre os negócios estranhos do defunto BES?

Vamos então aguardar pelas novidades que vêm aí nos próximos meses e sobre o que esconde o BES para saber do que é feito tudo isto e se é verdade ou não.

A ver vamos!




publicado por Sérgio Passos às 16:34
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2014
Impeachment popular de Cavaco Silva já!
O Conselho da Diáspora, da autoria do Presidente da República, foi apenas mais um sinal do grave exemplo do autoritarismo do regime político português.
Este foi mais um exemplo de um órgão colegial, aliás semelhante a muitos outros órgãos políticos, como o Conselho de Estado, o Tribunal Constitucional, os Tribunais, o Ministério Público, os Órgãos ou Altas Autoridades, os Institutos, as Direções-Gerais, entre muitos outros, que não são eleitos ou sequer influenciados pelo voto popular.
Este Conselho da Diáspora chega até a ser escandaloso e antipatriótico, é um órgão composto por agentes e pessoas vindas de governos estrangeiros, muitos deles portugueses que há décadas não têm qualquer contacto com Portugal e os portugueses.
Mas, devemos também olhar para o que já não espanta e que ninguém pensa, vejam-se o próprio Governo e o seu Chefe, o 1.º Ministro, que também não são eleitos ou escolhidos direta ou nominalmente pelos portugueses.
Até mesmo os deputados são eleitos em lista fechada, por escolha e controle absoluto dos Partidos Políticos, acontecendo que, na maioria das vezes, um grande número dos deputados eleitos não chegam sequer a tomar posse dos seus cargos na Assembleia da República ou nas Assembleias Regionais.
E a eleição dos deputados das Assembleias é de tal maneira fraudulenta que a maioria dos eleitos, antes mesmo de figurarem nas listas partidárias, entregam previamente uma declaração de demissão aos seus partidos, fazendo estes, inúmeras vezes, o seu uso para afastarem os deputados eleitos pelo povo caso não obedeçam às ordens das direções dos seus partidos.
Já no caso do Presidente da República chega-se ao cúmulo antidemocrático e da impunidade criminal, quase própria de uma autocracia ou uma ditadura que, faça o que fizer o titular do cargo, cometa ele o crime que muito bem lhe dê na gana (mate, roube, viole, ofenda ou atinja pessoas ou o património de terceiros), ou até mesmo que fique gravemente doente, ou incapacitado, por exemplo com alzheimer, fique demente ou louco, que não existe qualquer meio legal ou constitucional para ser deposto, demitido ou afastado do cargo.
O PR pode até se marimbar para a própria Constituição que jura cumprir e fazer cumprir, e não existe qualquer meio ou de impeachment que o afaste das suas funções e do seu lugar.
Ora, com este regime político autocrático e nepotista o povo português sabe certamente que tem de pagar os altos custos dos desmandos e da corrupção dos titulares dos cargos políticos, mas não tem à sua disposição qualquer meio de sancionar, punir ou destituir os políticos corruptos e abusadores.
E abundam atualmente inúmeros titulares de cargos políticos que estão ou estiveram envolvidos e estão condenados em casos de corrupção, abusos de poder, usos e apropriação indevidas e ilegais, até mesmo criminosas, de meios do Estado e ou utilização de cargos, funções ou meios públicos em proveito próprio e para o seu ilícito enriquecimento.
Sejam o Presidente da República, o 1.º Ministro, a Presidente da Assembleia da República, o Presidente do Governo Regional da Madeira, os deputados da Assembleia da República ou os das Assembleias Regionais, os Presidentes das Câmara Municipais e muitos outros, todos eles estão manchados da sujeira do nepotismo deste regime e, muitos deles, estão inclusiva e comprovadamente envolvidos em corrupção, abusos de funções, tráficos de influências, apropriação indevidas de meios e recursos públicos, e na utilização de funções públicas para ilegítima e ilicitamente enriquecerem.
Mas, porventura, ainda haverá um qualquer português em juízo perfeito, que não beneficie ou que não tenha as mãos manchadas deste regime corrupto, que não seja criminosamente protegido pelo este Estado-de-Mal-e-de-Crime, que racionalmente acredite que vivemos numa democracia nesta III República?
E voto popular e os atos eleitorIs eleições mais não são do que a mentira e a fraude pela qual o regime e os seus autores, desde o 25 de Abril de 1974, mantêm o obscurantismo político do povo.
Está na altura do povo dar o fim à III República, pondo fim ao regime partidocrático, e exigir uma democracia real, participativa e cívica em Portugal.



publicado por Sérgio Passos às 00:39
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Sábado, 18 de Janeiro de 2014
A esquerda e o presidente fascistas.
Chama-se ao referendo popular a verdadeira democracia directa e o exercício direto pelo povo português da sua própria soberania popular.
Em contrapartida, os deputados corruptos, muitos deles do PSD e do PS, não contando já com o Governo incompetente e corrupto de Passos Coelho, fazem à sucapa leis que roubam milhares de milhões aos portugueses.
O problema de alguns contra o referendo chama-se prepotência e falta de respeito pela democracia cívica e popular.
Só aos autocratas e aos plutocratas, falsos e mentirosos democratas, é que causa alergia que o povo se pronuncie sobre as questões que lhe dizem respeito.
Os deputados da esquerda, nomedamente os do Partido Socialista, ao votarem contra o referendo sobre as temáticas da adoção e da coadoção mostraram apenas o seu profundo desrespeito pelos cidadãos portugueses, vedando-lhes o direito de exercerem o seu direito à opinião e ao exercício da soberania popular.
Caso o Presidente Cavaco Silva se pronuncie no sentido de vetar o referendo só vem, uma vez mais demonstrar, a sua intolerância democrática e a sua personalidade autocrata.



publicado por Sérgio Passos às 15:20
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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013
Os cromos das mensagens de Natal na TV.

Este fenómeno não tem igual em mais nenhum país do mundo, é um fenómeno surreal e único dos lusitanos.

Ora vejamos: na coleção de cromos das mensagens de Natal o 1º e que lançou a moda, ainda no tempo da ditadura do Estado Novo, estávamos no final dos anos de 1960, portanto no tempo da "outra senhora", foi o então presidente do conselho Marcelo Caetano.

   

Depois vieram os cardeais patriarcas de Lisboa da Igreja Católica, começando por Dom António Ribeiro no final do anos 70, já no "reinado" da democracia da III República.

     

A seguir, no início dos anos 80, juntaram-se à coleção de natalinos os Presidentes da República, no presente temos o decano Cavaco Silva e a sua    "sempre" Maria.

       

Por último, a partir de meados de 1990 passámos a ter a companhia dos 1.os Ministros, temos agora o Passos Coelho via Facebook com as suas prendas da austeridade.

Eis senão quando o republicano, socialista e laico Partido Socialista fez neste 2013 a sua entrada com António José Seguro.

  

E para o ano será a vez do democrata-cristão, mas pouco, Paulo Portas?

  

E para quando a estreia natalícia do camarada Jerónimo de Sousa?

  

E mais quem se seguirá? O Presidente do Constitucional? O PGR? O secretário-geral da CGTP? O Cristiano Ronaldo? E...



publicado por Sérgio Passos às 22:37
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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013
"Só se sente quem é filho de boa gente!"

Mário Soares apelidou Cavaco Silva de ladrão.

Cavaco Silva respondeu a Mário Soares dizendo-lhe que "...se esqueceu dos esclarecimentos que lhe foram prestados ..."

...

Palhaços há muitos não é?!

Se fossem mas é trabalhar...

 



publicado por Sérgio Passos às 20:17
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Mário Soares pode impunemente chamar de ladrão a Cavaco Silva?

Mário Soares, ex-PR, ontem e a propósito do BPN, apelidou de ladrão, implícita e diretamente, Cavaco Silva, e, para meu enorme espanto, não vi ainda ninguém em público a insurgir-se contra isto, e nem sequer vi da parte da Procuradoria-Geral da República qualquer pronto movimento para abrir um inquérito criminal ao autor do insulto.

O mesmo BPN referido a propósito deste insulto de Mário Soares, é o mesmo vergonhoso Banco, com a sua conhecida ruinosa nacionalização, que permite até hoje que um Primeiro-Ministro José Sócrates e um Ministro das Finanças Teixeira dos Santos vivam impunemente, apesar das mais variadas e graves provas dos muitos atos praticados por eles dois em prejuízo do país, do erário público e do Estado e, para nossa maior perplexidade, estes e muitos outros conhecidos sujeitos ainda hoje continuam a enriquecer e a angariarem proveitos e fortuna à custa do erário público e da rapina fiscal exercida sobre os portugueses.

E se o Ministério Público ainda não moveu uma palha para apurar as razões da criminosa nacionalização do BPN, para o cúmulo, vemos o seu primeiro autor a ser pago na RTP para aí vir dizer aos domingos todo o tipo de dislates.

Ora, se fosse um qualquer jornalista, ou um qualquer cidadão anónimo, bastando-se a insinuarem sobre a seriedade, a aparência do fato de profissão ou da bolinha no nariz, ou dos hábitos de trabalho do PR, de Cavaco Silva, logo veríamos a PGD e o Ministério Público prontamente a atuarem, mas, curiosamente e com coindidência, como os autores dos crimes praticados são conhecidos maçons socialistas nada vemos a ser investigado e tudo continua indiferentemente na paz do senhor.

Uma vez mais, se a PGD nada fizer perante este vergonhoso ataque à Presidência da República, terá de se entender que lidamos com um antro de gente fraca e cobarde, envergonhando a Justiça portuguesa e, acima de tudo, que não cumprem com as obrigações decorrentes, nomeadamente, da sua Lei Orgânica e da Constituição da República, esta última segundo os seus artigos 202º, n.º 1 e 219º, n.º 1, e se recusam a aplicar da justiça e defender a legalidade democrática em nome do Povo português.

Mas, temos sempre e outra vez de perguntar: a justiça em Portugal é feita a favor de alguns ou em nome do povo português?

Tenham vergonha!

 



publicado por Sérgio Passos às 10:31
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2013
Pornocracia.

Pornocracia é a república portuguesa, pretensamente democrática, governada e agida sob influência das meretrizes.

As meretrizes são as conhecidas personagens da vida fácil, escabrosa e escusa que infestam todo o aparelho do Estado.

Ideologicamente, por sua vez, são mandatadas pelo grande partido dos reformados, no qual se destacam, entre muitos outros, três grandes líderes, Mário Soares, Cavaco Silva e Assunção Esteves!

A pornocracia portuguesa só nos dois últimos anos subsidiou os partidos políticos, diretamente do Orçamento Geral de Estado, em 87 milhões, 535 mil, 61 euros, 51 cêntimos.

Na época de grave crise que vivemos, de fome, miséria, desemprego, cortes na saúde e nas pensões, morte, destruição social e familiar, o que mais vemos são os gastos pornográficos dos governantes e dos partidos políticos.

A Standard & Poor's veio avisar-nos de que a continuar com as atuais políticas, não se tomando rapidamente medidas de redução da despesa do Estado, em breve caminhamos para a ruína certa.

Mas o Governo, o Tribunal Constitucional, o PS, os pantomineiros do Estado Social e demais esquerda, histericamente bradam pela sua honra perdida quais virgens ofendidas.

As políticas seguidas, na senda da Constituição social-marxista portuguesa, de intervencionismo estatal, da subsidiação da economia e da politização social e educacional, visam unicamente colocar o país na posição de cócoras e sob o servilismo estrangeiro e, assim, manter vivo o regime partidocrático vigente.

O FMI que em pouco mais de 30 anos já esteve em Portugal 3 vezes para nos salvar da falência, mas e enquanto durar este regime cleptocrático e plutocrático, em breve voltará para nos dar mais esmolas e dívidas.

O regime, o sistema político e a ordem jurídicas vigentes não responsabilizam e não punem os grandes delinquentes da política que se diluem na opacidade dos Partidos Políticos.

Lá diz o ditado: "a ocasião faz o ladrão".

Para quando uma democracia cívica e personalizada, uma economia e uma sociedade livres e concorrenciais e, finalmente, uma justa justiça para esta malandragem?

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Outubro de 2013 do mensário regional Horizonte, de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

 



publicado por Sérgio Passos às 09:49
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Domingo, 29 de Setembro de 2013
A nova lei eleitoral autárquica: mais Televisão ou mais democracia eleitoral?

O Presidente Cavaco Silva veio falar sobre a necessidade, segundo o seu ponto de vista, de rever a lei eleitoral autárquica e de modo a permitir uma maior cobertura informativa, nomeadamente, televisiva, sobre as eleições e os candidatos locais. Ao fim de tantos anos eu continuo-me a perguntar porque é que nunca foi permitido a criação das televisões privadas regionais e locais, que deviam ser o meio por excelência de melhor e mais próxima cobertura da vidas das regiões, das autarquias e dos municípios, da democracia e da vida local das pessoas e das comunidades. Não vejo também da parte dos partidos políticos, ou do Presidente, qualquer preocupação com a aproximação dos eleitores com os eleitos, com mais e melhor democracia participativa e directa, ou com a criação da igualdade de condições fiscais, monetárias e político-sociais entre as candidaturas dos partidos políticos e dos movimentos independentes de cidadãos. Afinal, do que Cavaco Silva e dos demais políticos de Lisboa verdadeiramente falam e continuam unicamente interessados, não será apenas mais do do mesmo, ou seja, da manutenção do centralismo Lisboeta e do permanente domínio do partidarismo sobre a vida das pessoas e a contínua autofagia política e democrática do país e dos portugueses? Tretas é do que estes pantomineiros falam, digo-lhes eu!

 

 



publicado por Sérgio Passos às 11:42
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Domingo, 11 de Março de 2012
Portugal: Estado de Direito ou Estado da Imunidade dos Criminosos da Política?

O BPN será, afinal, um caso de incontinência e impunidade da alta política portuguesa?

Percebe-se agora que o “affaire BPN” contém um número demasiado grande para caber nos jornais : € 9.710.600.000,00!!!

Cavaco Silva  beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.
Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN.
O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199.469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Estes e os outros actos de grave prejuízo do Erário Público, envolvendo pessoas como Oliveira e Costa, Dia Loureiro, Duarte Lima e Cavaco Silva não são judicialmente investigados porquê?

Onde é que está o Estado de Direito em Portugal?
Quem é que, afinal, pressiona e coage, a Procuradoria Geral da República, de modo a não se apurarem estes vergonhosos actos de promiscuidade de políticos, banqueiros e bandidos da mais variada índole?

Na Alemanha o Presidente teve que se demitir e está sujeito a um inquérito criminal por ter obtido empréstimos de favor de um banqueiro, e porque é que em Portugal o Presidente Cavaco Silva não é investigado pelos negócios vergonhosos de tráficos de influências e favoritismo por meio de negócios que prejudicaram criminosa e gravemente Portugal e os portugueses?
Porque é que em Portugal há pessoas que vivem acima da lei e se aceitam que possa enriquecer ilegítima e fraudulentamente sem responderem pelos seus actos perante a sociedade?

Até quando é que em Portugal os políticos podem continuar a enriquecer criminosamente sem responderem pelos seus actos criminosos?
A seguir aos conhecidos políticos pedófilos, também os políticos corruptos também são beneficiados por uma imunidade judicial?

 

BASTA!



publicado por Sérgio Passos às 23:37
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Morreu o Presidente, viva a Democracia.

Em Portugal, há já muito tempo, é um lugar comum dizer-se que não existe nenhuma democracia, funcionando sim de facto um regime de ditadura do Bloco Central.
O caso e o escândalo causados pelas palavras desastradas e insensíveis do Presidente da República Cavaco Silva acerca da sua pensão, da semana passada, perante o actual grave sofrimento do Povo português, mergulhado em gravíssimas dificuldades, só vieram revelar de maneira aguda a total e absoluta insensibilidade do poder politico perante o estado em que os portugueses se encontram mergulhados.
Apesar mesmo de ter havido publicamente e em geral a aceitação de que as declarações de Cavaco eram despudoradas, soando essas a impropérios para com os portugueses, estes, na esmagadora maioria, qual povo acobardado e servil, preferiu calar-se e, antes e mal, dedicar-se a atacar os corajosos que resolveram colocar o seu nome nas duas Petições que apelavam e apelam à demissão do Presidente.
Foi apenas mais um episódio da característica e mesquinha inveja à portuguesa: como  e quando não se tem a coragem de o fazer, neste caso assinar as petições, diz-se mal e injuriam-se os corajosos e livres portugueses que, com a sua dignidade e o seu orgulho cívico, disseram que não aceitavam a ofensa de quem já é rico e nababo, beneficiado anos a fio pelo regime e pelo sistema e, ainda por cima e sem vergonha, pede mais imerecidos benefícios e mais desproporcionadas benesses à custa do depauperado erário público.
Mas o comum e a maioria dos portugueses, os que não assinaram a petição, preferem antes continuar a viver silenciosa e tensamente, no seu dia a dia, o rancor contra si mesmo, preferindo-o demonstrar invejosamente com a violência diária social contra as suas famílias e as suas vidas, numa raiva incontida e anti-cívica, muitas vezes mesmo anti-social, perante esta situação geral de degradação, miséria, ruínas económica e anímica colectivas a que o país chegou.
E o poder político instituído e vigente, destilando mais uma vez o seu veneno, através da acção dos seus peões e serventuários, cães de fila da escrita e da comunicação, veio para a imprensa escrita, para a Internet, para as televisões e as rádios, escarnecer das Petições contra Cavaco e, ainda mais despudorada e maldosamente, atacar o povo e difamar todo o colectivo português, nas pessoas dos peticionários, não sem esquecer  insultar a consideração do mesmo povo, recorrendo aos mais diversos insultos e ao achincalhamento da cidadania e, em última mas derradeira análise, com o menosprezo da própria democracia.
O facto dos ataques e do desrespeito pelos peticionários e pelas suas justas indignação e repulsa perante as despudoradas declarações do egoísta e insensível Presidente Cavaco Silva perante o seu povo que sofre tão dolorosamente a crise, de que ele próprio o Presidente é e foi enquanto ex-Chefe de Governo nos idos anos 80 e 90 um dos principais autores e responsáveis, só vieram demonstrar e manifestar de fundo a enraizada cultura anti-democrática do sistema e do regime vigentes e, afinal, da actual República portuguesa.
Caso o sucedido fosse numa qualquer democracia de um dos países da Europa do Norte, não demoraria mais de uma semana sem que o visado, fosse ele Presidente ou Primeiro-Ministro, ou qualquer outro eleito, logo de imediato se demitisse e de acto contínuo saísse pelo seu próprio pé do lugar eleito e com um público, sincero e obrigatório pedido de desculpas públicas.
Mas isso só sucederia, e sucede, como o conhecemos em muitos casos recentes e passados em países como a Alemanha, Suécia, Dinamarca, Finlândia ou Noruega, que são países de profundas e convictas consciências e práticas democráticas, profundamente enraizadas, e que são países que vivem em plenos, pujantes e felizes patamares e níveis de desenvolvimento humano, económico, social e civilizacional.
Ora, mas como já sabemos, no caso dos portugueses e de Portugal, o comportamento indecoroso, vergonhoso, sem respeito nem cultura democrática do poder eleito político pelo seu povo, mais não é do que o outro lado ou a outra faceta consequente de um país empobrecido, deprimido, sem crédito, sem rumo, servil e miserável.
Afinal, só se conclui uma vez mais que o regime bafiento e podre em que assenta a III República Portuguesa mais não é do que um projecto de ruína e destruição nacional iniciada em 25 de Abril de 1974, com a morte certa anunciada para a independência nacional e, muito provavelmente, para a liberdade do seu próprio Povo e das suas gentes.
Talvez a maioria do Povo Português, os tantos milhões que não se dignaram a manifestar a sua indignação perante as palavras tristes de Cavaco Silva, queiram desta maneira deprimida e torturada demonstrar que preferem ser escravos e infelizes e, de tal sorte, não tão inconscientemente, afinal de contas, sejam o que sentem e o que merecem.
Mas, enquanto houver peticionários, resistentes desta fibra e desta coragem, haverá ainda uma oportunidade e uma boa possibilidade que Portugal tenha a massa cinzenta, as gentes e as forças para resistir e continuar a manter o sonho de um Portugal digno, independente e livre.
Até quando?



publicado por Sérgio Passos às 01:42
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