Ideias e poesias, por mim próprio.
Domingo, 26 de Janeiro de 2014
A necessidade de responsabilizar os políticos pelos estragos que causaram a Portugal pelas suas ações

Qualquer automobilista é responsabilizado pelas suas ações no trânsito.

Um restaurante é responsabilizado pelo que serve à mesa.

Um médico é responsabilizado pela sua conduta profissional.

Um qualquer funcionário público é sancionado pelas suas falhas.

Então, por que razão, em Portugal nenhum político é responsabilizado pelos seus atos?

Instalou-se em Portugal um sistema de intocabilidade religiosa em dois meios fortemente interligados, que são o financeiro e o político.

O pior que pode acontecer a um financeiro ou a um político é não ser reeleito para o seu cargo.

As desgraças que as suas atuações causam a tanta gente são hoje consideradas irrelevantes.

Isto está profundamente errado!

Procurar vestígios de corrupção, para ver se algum político ou governante acumulou fortunas pessoais de forma ilegal, é apenas um levantar de uma cortina de fumo, para não mostrar a verdadeira gravidade da situação.

Os seus comportamentos devem ser vistos individualmente, tais como as origens das feridas que as suas ações causaram com os seus efeitos nefastos, ao povo e à pátria, que supostamente deviam defender.

Proponho que pessoas qualificadas "avaliem a performance" (permito-me, neste caso específico, a usar a terminologia dos próprios), de todos os políticos, que ocuparam cargos no pós-25 de Abril de 1974.

Apoderaram-se de uma nação, que existia em harmonia desde da Ilha do Corvo até Timor..

O que fizeram dela?

Devem ser calculados, em números, os prejuízos, que suas atuações causaram, não apenas ao que se designava de metrópole, mas também aos povos chamados de ultramarinos.

Deve ser criado um escalão onde se atribua as percentagens de peso nas decisões, que correspondam a cada lugar governamental e por dia de ocupação.

De seguida, deve-se procurar saber quais foram as pessoas que ocuparam estes lugares e qual o montante de estragos por elas causados.

Logicamente, devem ser responsabilizados pessoalmente; a igualdade de direitos e deveres com todas as outras profissões a isto obriga.

Não existe fundamento lógico que justifique que os governantes não possam ser chamados à responsabilidade. Qualquer taxista, talhante, dentista ou educador é responsabilizado pelos seus atos.

Um julgamento público, devidamente transmitido pela comunicação social, é suficiente para acabar com o assassinato da identidade nacional e conseguir o restabelecimento imediato da justiça e da soberania!

Qualquer um dos políticos responsabilizados deve ter direito de defesa e explicação do porquê das suas ações.

A justiça e a ordem pública têm de prevalecer!

Se as suas ações forem consideradas justificáveis perante o povo e a pátria, será absolvido.

Se as suas ações tiverem sido causadoras de endividamento da nação, do empobrecimento (espiritual ou financeiro) do povo, terá que tentar indemnizar a nação e o povo. Caso não tenham bens suficientes para fazer face ao peso dos danos, terão que responder todas as pessoas, empresas (incluindo os seus acionistas), ou instituições, que lucraram com as suas decisões e responder dentro dos montantes por eles indevidamente recebidos, para que se reponha o estado da Nação ao nível da data da sua tomada de posse.

Este julgamento terá, como consequência imediata, a dissuasão do aparecimento de novos caçadores de fortunas fáceis na governação.

Isto, por sua vez, será a vassourada de limpeza ética que uma profissão (que devia ser merecedora de respeito) necessita urgentemente e, bem assim o restabelecimento da dignidade de todas as funções públicas e, muito em especial, as políticas e governativas.

Nós, os portugueses comuns, cidadãos anónimos e cumpridores de obrigações, trabalhadores, contribuintes e pagadores de impostos, portugueses, exigimos, urgentemente, justiça!

 



publicado por Sérgio Passos às 02:12
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2 comentários:
De :P a 26 de Janeiro de 2014 às 05:53
"Apoderaram-se de uma nação, que existia em harmonia desde da Ilha do Corvo até Timor.." sendo esta afirmação discutível passo ao seguinte:
A DECO fez um teste que consistiu em retirar um fusível no valor de 50 (cinquenta cêntimos) de um televisor e depois levou o dito a (salvo erro) 40 lojas de reparação. O valor do conserto desta "avaria", considerada de fácil detecção, foi avaliado em 40 (quarenta euros). O preço cobrado neste teste a lojas de reapração de TV variou entre 60 (sessenta) e 200 (DUZENTOS) euros. Referia a DECO o facto de algumas destas lojas devolverem peças que teriam sido substituídas, para justificar os preços cobrados (quando tudo que era necessário era substituir um fusível de 50 cents)

A minha leitura: numa cultura onde só as elites são consideradas como "verdadeiramente humanas" e que se apropriam DESDE SEMPRE do grosso dos recursos, não transmitir aos filhos que o oportunismo e a desonestidade SÃO ACEITÁVEIS (para exteriores à família e amigos chegados - e sabe deus), dizia eu, não transmitir isto aos filhos, é privá-los de meios de subsistência. Ora neste quadro o que se poderia esperar? Os políticos portugueses não vieram de Marte, é o povo português que os gera e mantém as ditas elites sorvedouras de recursos. Como é português o ditado : " Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem Arte". Além de que, digo eu, o português tem dificuldade em colocar-se no lugar dos outros por isso faz aos outros o que não quer para si e quando lhe fazem o que ele próprio já fez clama por forca para alguém que apenas lhe deu do próprio remédio.

É a matemática! A percentagem de analfabetos em Portugal era, nos ANOS TRINTA de entre SETENTA E CINCO e OITENTA por cento. Na Suécia no ano de MIL E NOVECENTOS era de UM por cento. Como diriam os brasileiros : fazer o quê? "O que é preciso é ser-se forte!" Cantava Amália.


De Sérgio Passos a 26 de Janeiro de 2014 às 12:06
Concordo inteiramente com as suas palavras. Mas também tenho de lhe acrescentar que temos de ser nós a ajudar a desenvolver o país e os portugueses, ajudando o país a desenvolver-se humana, política e socialmente. Portanto, em nome de Portugal, no interesse dos nossos filhos e em respeito dos nossos ilustres antepassado, temos que dar o nosso contributo para a mudança. Cumprimentos. Obrigado..


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