Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016
Eutanásia, ou a Ortotanásia?

A eutanásia é apenas uma grosseira, torpe e violenta manifestação da "coisificação" da vida humana, reconduzindo esta a um mero pormenor material e acidental do ser humano para com as conveniências conjunturais sociais e políticas conjunturais.

A eutanásia e o apoio à sua legalização vêm juntar-se a um conjunto de outros atos anti-humanos e bárbaros, como são o genocídio, a facilitação e o incentivo legal ao aborto, a pena de morte, a guerra preventiva, e todos outros ataques e atentados à vida humana.

A eutanásia é a desistência do superior interesse da vida, a defesa da morte, a destruição da vida alheia e a redução do ser humano e da sua essência superior e sagrada a um mero custo económico.

E não é por acaso que os grandes defensores da eutanásia estão também ligados a muitos outras manifestações de materialização, comercialização ou mercantilização, afinal não mais do que a "coisificação", do ser humano, porque, em regra, estes arautos da morte alheia não entendem, nem percebem, aliás desprezam, a natureza "especial", portanto, sagrada e divina do Ser Humano.

A eutanásia mais não é do que o reconhecimento e a assunção da derrota da morte, a "eugenia" da Vida.

Um outra coisa bem diferente é a ortotanásia.

Ortotanásia é o termo científico para definir a morte natural, sem demasiada interferência da ciência em procedimentos invasivos, caros e ineficazes à cura, permitindo ao paciente, um morrer digno, sem sofrimento, encarando o processo de morrer como algo natural, deixando assim, o curso da doença sem prognóstico de cura, o seu evoluir, oferecendo ao moribundo, meros suportes de cuidados paliativos e terapias antálgicas.

Portanto, evitam-se métodos extraordinários de suporte de vida, como medicamentos e aparelhos, em pacientes irrecuperáveis e que já foram submetidos a suporte avançado de vida.

A persistência terapêutica em paciente irrecuperável pode estar associada a distanásia, considerada morte com sofrimento.

A poupança do sofrimento alheio e solidariedade por aqueles que sofrem doenças terminais, de acordo com as melhores práticas da ortotanásia, faz-se antes e sim por e com amor, sem menosprezar a procura incansável pelas soluções de cura, sempre cuidados paliativos, até que a vida possa ser salva, e jamais como extermínio e a morte, como se faz por meio da eutanásia.

A vida humana, definitivamente, não é e não se pode confundir com uma mera contingência, um acaso ou um sortilégio material e, assim, jamais poderá ser decidida por mesquinhos e derrotados arautos da morte!

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publicado por Sérgio Passos às 19:00
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2016
Catarina Martins, um perigoso erro de casting

Bloco de Esquerda, a ditadura lilás é bem mais perigosa do que a vermelha, temam! Catarina Martins, pelo Bloco de Esquerda, veio apelidar de "erro" o polémico cartaz com a figura de Jesus Cristo, justificando o "erro" em virtude da mensagem "não ter sido compreendida, mas que a mesma está a passar". Ora, esta insistência de Catarina Martins numa ofensa gratuita e ignorante, mais não é do que a confirmação da imbecilidade do seu pensamento político e, assim, persistindo num ataque contra os crentes cristãos, pior, revela uma despudorada arrogância e prepotência políticas. Já havíamos percebido que a extrema-esquerda portuguesa tem laivos de totalitarismo e anti-religiosa, fica agora bem claro quão perigosa ela pode ser contra todos aqueles que pensam diferente dela e, especialmente, quanto temos a recear pelas nossas liberdades e convicções caso o Bloco de Esquerda chegue ao Governo ou à Presidência da República. Muito cuidado com esta esquerda sem credo, nem ideologia, nem escrúpulos, porque estão dispostos a utilizarem todos e quaisquer meios e para atingirem os seus fins, ou seja chegar ao poder e o exercer ditadorialmente contra quem não comunga dos seus pensamentos e opções!



publicado por Sérgio Passos às 23:54
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2016
A incomportável despesa publica do Estado Português

No final de Janeiro de 2016 fora oram divulgados os números relativos a 2015, relativos à receita fiscal e despesa global do Estado Português.

Os termos da comparação são entre os anos civis de 2014 e o de 2015:

Receita Total : 43,023M€ ( + 1,712M€ ; + 4.1% )
Das quais :
Receitas fiscais : 38,984M€ ( + 1,873M€ ; + 5.0%)
IRS : 12,693M€ ( - 156M€ ; - 1.2%)
IRC : 5,247€ ( + 729M€ ; + 16.1%)
IVA : 14,834M€ ( + 1,022M€ ; + 7.4%)
ISP : 2,238M€ ( + 145M€ ; + 6.9%)

Despesa Total : 48,591M€ ( + 187M€ ; + 0.4%)
Despesa Corrente Primária : 41,495M€ ( + 100M€ ; + 0.2%)
Despesa de Capital : 1,382€ ( + 85M€ ; + 6.6%)

Despesas com juros : 7,096M€ ( + 87M€ ; + 1.2%)

Saldo Primário : + 1,528M€ ( melhorou 1,611M€ )

Saldo : -5,568M€ ( melhorou 1,525M€ ; corresponde a 3.1% do PIB projetado para 2015)

Como se pode verificar o Estado Português, apesar da enorme carga de impostos que sobrecarregam os contribuintes e colocam a economia num permanente estado anémico, continua a gastar mais do que angaria em receitas e não se vê que o atual Governo do Partido Socialista, suportado pela extrema esquerda, queira inverter o atual rumo da situação.
 

despesapublica.png

 



publicado por Sérgio Passos às 17:01
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Socialista, cadê a equidade e a sensibilidade social

António Costa é, podemos agora provar, um Primeiro-Ministro sem qualquer sensibilidade social pelos mais pobres e, certamente, não percebe mesmo da melhor equidade social na hora da repartição dos esforços e dos meios públicos. Para quem ainda vive na ilusão esquerdista deste Governo, e aqui recorro a um conhecido economista de esquerda, Eugénio Rosa, vejam e considerem este simples ponto no Orçamento Geral de Estado: "...na Segurança Social existem apenas 2500 pensionistas com pensões superiores a 4.611€ por mês, e na CGA devem ser cerca de 4.500, o que somados dão 7000 pensionistas com pensões elevadas. Dividindo os 24 milhões € de receita que a Segurança Social e a CGA perderão devido à redução para metade da Contribuição Extraordinária de Solidariedade que incide sobre as pensões elevadas (a que incidia sobre as outras pensões já foi eliminada em 2015 por decisão do Tribunal Constitucional); repetindo, dividindo os 24 milhões € por aqueles 7.000 pensionistas e depois por 14 meses, dá um aumento nas suas pensões estimado em 245€/mês. O governo PS destinou à atualização das pensões de valor até 628,87€ (as outras continuarão congeladas, o que acontece desde 2010) apenas 63 milhões € (mapa da 52 do Rel.OE-2016) o que beneficiará, segundo António Costa, 2.000.000 pensionistas. Fazendo idênticas contas (dividindo aquele valor por 2 milhões de pensionistas e, depois, por 14 meses) conclui-se que estes 2.000.000 pensionistas com pensões extremamente baixas (inferiores a 628,87€, e a maioria delas mesmo inferior ao limiar da pobreza) terão um aumento médio 2,25€/mês, ou seja, de 7,5 cêntimos por dia." https://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2015/6-2016-OE-2016-PS.pdf Esclarecedor e sintomático de um Governo que de socialista só tem mesmo de nome, ...mas afinal o que é isso de ser socialista...

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publicado por Sérgio Passos às 02:10
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
O suicídio de Portugal, ou o novo Orçamento de Estado

Cobrar Mais Para Gastar Mais, ou a receita mais rápida para a falência de Portugal, eis Orçamento Geral do Estado de António Costa e do PS para 2016

A forma mais simples para entender este Orçamento suicidário é percebe-lo pelas suas grandes linhas:

a) aumento de impostos 1.3 mil milhões de impostos, aumentando o total cobrado em 2,9% para 47 mil milhões;

b) aumento de 6,3%, para o total de 21,9 mil milhões em contribuições sociais;

c) no total de receitas públicas (impostos diretos e indiretos, taxas e outros) o agravamento duplica de 2,1% em 2015, para 4,2% em 2016;

d) descida do investimento público em 5,6%;

e) aumento dos gastos correntes aceleram de 0,1% em 2015, para 3,1% em 2016;

e) 25,5% em aumento de despesas com subsídios;

f) 8,6% em aumento de consumos intermédios;

g) 3,3% em aumento com gastos de pessoal;

h) 1,1% em aumento com prestações sociais;

i) 0,4% em aumento com custos da dívida pública (em 2015 teve uma baixa de 0,6%);

Conclusão: o objetivo da redução do défice público em cerca de 1,4 mil milhões de euros (0,8% do PIB) face a 2015, resulta de um aumento da receita de 1,8% do PIB superior ao aumento da despesa em 1% do PIB.

Em suma, a mesma receita de sempre para um país falido e sem rumo, apenas um Orçamento despesista, e ...quem vier a seguir que feche a porta...!

 

suicidio2.jpg

 



publicado por Sérgio Passos às 18:12
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016
Os fascistas estão no meio de nós

Penso claramente que representa um enorme perigo e uma constante ameaça para a democracia portuguesa a proibição dos Partidos Fascistas em Portugal.
A proibição da criação dos partidos políticos de ideologia ou pendor fascistas, conforme a previsão do artigo 51.º da Constituição da Republica Portuguesa e a Lei dos Partidos Políticos – lei orgânica nº 2/2003, de 22/08 -, para além de impor uma desigualdade flagrante na expressão política dos portugueses, portanto, sendo claramente um conjunto de normas não democráticas, serve especialmente para incentivar a clandestinidade dos fascistas, e pior ainda, consagra, de facto e de jure, a exclusividade e o domínio do representatividade do espaço não democrático ao Partido Comunista Português.
Ora, na verdade, o que acontece é que os fascistas disfarçados estão espalhados, sem exceção, um pouco por todos os partidos políticos portugueses, ameaçando a verdade da mensagem de todos os partidos políticos em geral e escondendo a verdadeira faceta de muitos políticos e, com isso, minando a antecâmara da democracia portuguesa.
Muitos desses fascistas estão até nos partidos do centro, são lobos disfarçados de ovelhas, alguns deles detêm posições chave nos respetivos partidos políticos e outros estão em lugares de destaque do poder político e até mesmo na administração pública, estão prontos para nos atacarem à primeira oportunidade que tiverem, mostrando as suas garras e causando-nos profundo mal.
Estes fascistas clandestinos procuram apenas o poder pelo poder, o seu móbil é a repressão das liberdades e, em última instância, a instauração da ditadura.
É tempo de ser abolida essa norma antidemocrática da obsoleta e esquerdista Constituição Política de Portugal, pondo-se fim à exclusividade do PCP como a única força política inimiga legítima e legal da democracia, para além de que devemos permitir que os fascistas que se fazem de cordeirinhos junto de nós possam livremente vir ao de cimo.
A proibição das expressão e associação públicas dos fascistas em Portugal serve apenas para ajudar a debilitar e perverter a própria democracia portuguesa.


http://euacuso.blogs.sapo.pt/os-fascistas-estao-no-meio-de-nos-313139

 

fascistas1.png

 

 

 

 

 



publicado por Sérgio Passos às 10:46
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2016
Passado futuro

Vem aí o décimo quarto aumento dos impostos sobre os combustíveis desde que em 2004 estes foram alvo de liberalização.

Os sucessivos aumentos dos impostos sobre os combustíveis e as suas conhecidas perversas e destrutivas consequências na atividade económica nacional, são bem a prova da irracionalidade das políticas sociais e económicas levadas a cabo nos últimos 12 anos pelos sucessivos Governos de Portugal.

O modelo económico-estatista português, socialmente parasitário, economicamente despesista e estruturalmente deficitário, provou há muito a mais completa falência dos partidos políticos do regime com as suas anacrónicas, repetitivas e estúpidas ideias e planos.

Também nunca houveram neles verdadeiras ideologias, são conhecidos sim interesses individuais ou de grupo e lógicas, mais ou menos ilegítimas, de poder e controle.

E quanto mais totalitárias e engenhosas as suas engenharias políticas se nos apresentaram, mais obscuros e sinistros se mostraram os interesses e os interesseiros que nelas se escondiam.

E, como sabemos, as ideologias são apenas, nos curto ou médio tempo e espaço de verificação, fraudes político-sociais, meios enganosos e de intoxicação dos povos.

Mas, temos de compreender as acrescidas dificuldades postas aos portugueses, não é mesmo nada fácil optar entre um projeto esforçado, demorado, de gerações, de mudança para um país exigente, qualitativo e desenvolvido, ou um outro imediatista e temperado com a próxima dose de ração diária de sobrevivência.

A lógica da plena estatização da vida social, económica e política de um país, combinada com a presença tentacular da partidocracia tem virtualidades diabólicas insuperáveis e imbatíveis, especialmente quando nos encontramos perante uma população largamente desinformada, embrutecida e alienada.

O Estado Social servido em Portugal nos últimos 40 anos descambou em permanente estado de parasitismo económico-social.

Mas, a continuarmos nesta senda desastrosa, dentro de pouco tempo, para a sobrevivência dos portugueses, não restará outra alternativa que não seja viverem na marginalidade e da delinquência.

Ora, para arrepiar do estado de empobrecimento nacional temos de atrair o investimento externo e privado, incrementar novas empresas, tecnologias e mais-valias, aumentar o emprego privado, dinamizarmos o mercado interno, tornarmo-nos autossuficientes agrícola e financeiramente, e, decisivamente, cortar radicalmente a despesa e o défice do Estado, cessar o endividamento, combater a corrupção e o desperdício públicos.

Afinal, entre o passado e o futuro, qual é mesmo a dúvida?

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Fevereiro de 2016 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

horizonte fevereiro.jpg

 

 

 

 



publicado por Sérgio Passos às 11:50
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