Ideias e poesias, por mim próprio.
Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015
Os irresponsáveis da República
 
Nunca percebi para o que fazem os Presidentes da República as reuniões com personalidades, entidades, instituições e associações diversas para tomarem decisões, nomeadamente ao caso, para saber o que fazer com a formação do próximo Governo da República!
Mas, então, pergunto eu, os representantes eleitos do povo, pelo qual o povo se exprime por meio do voto em eleições legislativas, afinal, não são os deputados e os partidos políticos?
Ou, ele próprio Presidente da República não é o mais alto representante, até mesmo chamado magistrado, do povo e eleito pelo voto popular?
Portanto, o Povo, fala e exprime-se por meio dos eleitos, delegando neles a soberania popular, e não necessitando deste modo de quaisquer outros diferentes interlocutores para ser ouvido e compreendido.
Ora, aquilo que faz Cavaco Silva, mais não é do que diminuir a sua própria legitimidade, derrogando os seus próprios poderes ao mostrar necessitar ouvir terceiros para tomar uma decisão que é só sua e que plena, soberana e legitimamente, só lhe pertence a se mesmo enquanto Chefe de Estado e o mais alto representante democrático republicano eleito pelo voto do povo.
O mesmo vale para o Conselho de Estado, que mais não é do que um furúnculo espúrio da democracia e da república, que detém um poder de influência que não tem qualquer legitimidade democrática, não sendo eleita pelo povo e, em súmula, mais não passando duma anormalidade política.
Se não são capazes de tomar decisões por si mesmos, pois que se demitam e devolvam o poder ao povo para que este legitimamente, como é seu poder maior soberano na República, se pronuncie como muito bem e livremente entender.
Temos de nos interrogar, afinal, para o que lhes pagamos tantas regalias, mordomias e altos salários?
Mas, que treta de República é esta, que se encontra pejada de sujeitos irresponsáveis e fracos que não têm a mínima coragem de tomar decisões por si mesmos!
Ou, como a mim me parece há muito tempo e mais uma vez constanto, vivemos nós numa mera plutocracia, que de democrática não tem nada?
 

conselho-de-estado.jpg

 

 
 


publicado por Sérgio Passos às 10:18
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Sábado, 7 de Novembro de 2015
A Pouco Santa Casa do Vício e do Jogo

Aquilo que até há pouco mais de 10 anos era conhecido pela exploração semanal de 2 jogos, do Totoloto e da Lotaria Nacional, como meio de angariação de receitas para o apoio financeiro da meritória acção social levado a cabo pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, está agora convertida numa enorme multiplicidade de tipos e apostas de jogos diários e semanais, cada vez mais caros e viciantes a que se vieram somar mais recentemente o Totoloto, Euromilhões, "raspadinhas instantâneas", apostas de jogos na hora, etc., etc. Santa Casa do Vício do Jogo é o no que parece que se transformou! Mas os danos e custos sociais, económicos e humanos resultantes desta progressiva viciação e alienação que se abatem sobre dezenas de milhares de famílias portuguesas, privando-as de meios económicos e financeiros para acudirem às necessidades básicas de alimentação e sobrevivência, por causa da adesão popular aquela enorme oferta de jogos de azar, são enormes e graves. Vergonhosa e hipocritamente, perante esta enorme tragédia social portuguesa, os poderes públicos nada fazem, viram a cara ao lado, e nem sequer os partidos políticos se atrevem a denunciar este novo flagelo social. Mas, até onde irá esta cegueira e destruição social, e quando é que alguém corajosamente lhe põe fim?

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publicado por Sérgio Passos às 23:05
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015
A democracia derrotada

O problema para a formação do próximo Governo de Portugal é de natureza ampla e profunda, não de uma mera soma aritmética, antes, está no próprio cerne da democracia portuguesa.

A inabilidade das esquerda e direita para formarem Governo é o resultado da síndroma da derrota sofrida pela democracia.

Os partidos eleitos não têm mais nem a capacidade própria, nem a legitimidade popular, para assumirem um mandato real que há muito não possuem. 

A nossa democracia parlamentar representativa está há muito gravemente doente, mas os partidos formalmente eleitos, quais psicopatas bipolares, limitam-se a assobiar para o lado!

E o Partido Socialista para chegar apressadamente ao poder, mesmo sem receber um expresso e objetivo mandato popular para tanto, aceita aliar-se aos marxistas-leninistas PCP e BE, declarados inimigos das liberdades.

Este casamento de conveniência do PS, com o repúdio dos PSD e CDS-PP, devia marcar o ponto de partida para a tomada de reformas da organização política e constitucional nacional.

Mas o povo português ainda não está maduro para mudar e se salvar, aliás continua o seu rumo suicidário e, nos curto e médio prazos, só terá tendência para piorar a sua condição.

Afinal, não é por acaso que mais de metade dos portugueses toma para sua vantagem um possível Governo formado pela associação entre a anarco-ululante extrema-esquerda e as ilusões despesistas de António Costa.

Daqui por um ano e pouco receberemos a prenda dum novo resgate financeiro internacional, um aumento brutal de impostos, mais miséria, desemprego e fome!

Nessa altura estes demagogos virão com a patranha de que as culpadas foram as União Europeia, Angela Merkel e Alemanha!

Em Portugal a culpa é sempre dos outros e o maldito trabalho pelas soluções, sempre árduo e trabalhoso, é coisa desprezível.

A tragédia portuguesa é a dependência do excessivo peso do Estado na economia e na sociedade, fazendo depender a nossa própria sobrevivência dos humores e apetites dos partidos políticos na simples formação dum Governo.

A eterna tragédia portuguesa decorre do excesso de Governo e de Partidos Políticos nas nossas vidas, o que só tem servido há mais de um século de pasto para as incompetência e nulidade democrática dos eleitos.

O repetente autoritarismo nacional revela sobretudo a sua inabilidade, umas vezes, para nada fazer de útil e em benefício dos portugueses e Portugal e, nas outras, para nada nos deixar fazer!

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 Novembro do mensário 

regional "Horizonte", de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

 

voto-lixo.jpg

 

 

 

 

 

 



publicado por Sérgio Passos às 17:57
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