Ideias e poesias, por mim próprio.
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Paul Krugman, afinal o que é que sabe mesmo sobre Portugal?!

Portugal, ao contrário do que Paul Krugman - o Prémio Nobel da Economia de 2008 - diz, não é coisa nenhuma difícil de explicar!
Bem fácil até: é um país agido e dirigido juridicamente por grupos mafiosos e criminosos de interesses e politicamente governado por uma partidocracia, agindo estes em ordem ao seu único e exclusivo interesse, ou seja, o benefício da plutocracia dominante e com o fim em vista à máxima e egoísta rapina e apropriação dos meios e da riqueza colectiva, portanto cleptocraticamente, e praticando de facto uma submissão cultural, material e fisíca genocida sobre o povo português.



publicado por Sérgio Passos às 09:49
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
O Estado Português não é dono das pensões de alimentos dos menores!

Segundo o art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 283/2003, de 8/11, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 42/2006, de 23/2, relativo ao Rendimento Social de Inserção, só contam para efeitos de determinação dos rendimentos do agregado familiar os valores líquidos ou brutos da totalidade dos rendimentos do agregado familiar.

A disposição legal tem em vista Direitos Fundamentais e relativos às pessoas, ou Direitos, Liberdades e Garantias, que são alvo da maior protecção da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente os relativos à sua sobrevivência mínima e, portanto, por tal ser expressamente proibido na lei em geral, não podem ser alvo de uma interpretação restritiva.

Ora, objetiva e expressamente não se prevê em tal disposição legal que nela se compreendam as pensões de alimentos a menores.

Nem sequer o legislador podia dizer tanto, ou seja, entender e mencionar que a pensão de alimentos devidos e pagos a menores contem e se integrem para os fins e efeitos do cálculo dos rendimentos do agregado familiar.

Porque as pensões de alimentos pagas aos menores não são um rendimento disponível e de uso geral, comum ou indiscriminado, por e para qualquer outro elemento do agregado familiar.

A pensão de alimentos é da única e exclusiva disponibilidade do menor.

A pensão de alimentos de menor, conforme a sua consagração legal e aceite unanimemente pelos Tribunais portugueses, é um montante económico e pecuniário que tem em vista a satisfação as estritas e primordiais necessidades de sobrevivência e educação básicas dos menores de idade, devendo serem prestados pelos progenitores ou responsáveis pelo seu pagamento, ou em alternativa pelo Estado, de acordo com as respectivas disponibilidades.

Os interesses do menor não se confundem sequer com as do seu agregado familiar, nem tão-pouco com se confundem com qualquer outro membro ou familiar.

As necessidades de sobrevivência do menor estão acima até das dos seus familiares e, ele menor, não pode ser privado minimamente dos meios necessários à sua sobrevivência e educação.

A própria Constituição da República Portuguesa no seu art.º 69.º, n.ºs 1 e 2, respetivamente, consagram e prevêem expressamente que "As crianças têm direito à proteção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições", e "O Estado assegura especial proteção às crianças órfãs, abandonadas ou por qualquer forma privadas de um ambiente familiar normal."

Ora, em Portugal o rendimento monetário disponível médio por adulto equivalente era em 2011 de € 10.390 euros anuais.

Seguindo aquele índice e calculando-se pelo salário médio líquido pago, o critério para a pobreza em Portugal deverá ser calculado sobre a quantia de 866 euros, e portanto à percentagem de 60% deste salário corresponderão já só a 519 euros.

Ou seja, a linha mínima de exclusão da pobreza em Portugal faz-se segundo o cálculo de um rendimento anual mínimo de € 6.234, ou de um rendimento mensal mínimo líquido de € 519,00.

Já por exemplo, o Ministério da Educação não conta as bolsas de estudo para os efeitos e fins cálculo do rendimento do agregado familiar.

É da aceitação e consagração unânime nos Tribunais portugueses, tanto nos Comuns como nos Administrativos e aqui não se citam as suas decisões judiciais ou os Acórdãos para não sermos fastidiosos, bem assim como na Lei ordinária, até mesmo como no que decorre das Convenções Internacionais de Proteção da Criança, que os interesses da sobrevivência dos menores e o bem jurídico da Criança, bem como os seus muito especiais interesses da sua sobrevivência condigna merecem o maior respeito e proteção legal, legal, institucional e social pela comunidade.

Ora,  jamais poderão ser subvertidas ou atropeladas as exigentes proteções e os especiais direitos da criança, ao poder tomar-se em consideração o montante da sua pensão de alimentos para o cálculo do rendimento do agregado familiar.

Quererá, porventura, alguma vez, o Estado que as criança passem a comer só metade do que comem, ou que passe fome, para dividir a sua alimentação com os seus familiares adultos?

Jamais poderá o Estado restirar ou diminuir o Rendimento Social de Inservação a qualquer família para tanto se justificando com um qualquer montante de que uma qualquer criança seja beneficiária de pensão de alimentos.

Um tal pensamento ou filosofia que atente contra os direitos contra os direito básicos da criança, não poderão nunca ser aceites, por e nomeadamente as crianças deverem “ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente” - Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de Novembro de 1959.
É uma missão imperiosa do Estado Português proteger as crianças e o seu bem-estar e a sua sobrevivência!



publicado por Sérgio Passos às 20:38
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
...

Nada preenche e satisfaz mais um advogado do que conseguir alcançar a Justiça, apesar mesmo e de no final de uma extenuante caminhada tudo e todos o terem abandonado e nada mais lhe sobrar para além da sua solidão.

Ora, a gratidão da Justiça só se sente absoluta e incondicionalmente mesmo a sós, tal qual um afecto ou um regaço de amante envolvendo dentro de nós toda a nossa intrínseca fragilidade humana.


tags:

publicado por Sérgio Passos às 20:09
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
21-02-2012

21-02-2012 ou 21022012.
Vinte e Um de Fevereiro de Dois e Dois Mil e Doze.
VINTE E UM do DOIS de DOIS MIL E DOZE e o mesmo ao contrário.
Uma capicua perfeita!



publicado por Sérgio Passos às 22:25
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
A proteção dos direitos adquiridos é só para os políticos e para os corruptos de Portugal?

Passos Coelho vem agora dizer que os direitos adquiridos nos últimos 30 anos não podem servir para entravar o país e que os funcionários públicos e os sindicatos não se podem opor às mudanças necessárias.
No seu entender, também os portugueses trabalhadores e a classe média, terão de abdicar ou aceitar reduções severas dos seus direitos para se resolverem os problemas, bem como salvaguardar os mais altos interesses de Portugal.

Ora, este discurso até poderia ser um discurso verdadeiro e digno de alguém que intelectualmente falasse com coerência e numa só linha de pensamento verdadeira, honesta, de igual e sem exclusão para todos os portugueses.

O que é facto é que a realidade nos diz que, pelo menos até agora, Passos Coelho não fala verdade.

Perguntamos, face a uma situação altamente deficitária das finanças públicas, onde é que está a coerência de Passos Coelho e como o entender, nomeadamente, quando se mantêm as “reformas douradas” para os ex-políticos e continuam incólumes estas regalias injustas e escandalosamente adquiridas?

Porque é que Passos Coelho não manda acabar com uma das mais escandalosas e desproporcionadas benesses que o poder e a classe política criou exclusivamente para si?

Ou o mesmo, como entender a sua agora apregoada relatividade dos direitos adquiridos quando, por exemplo mas significativamente, a lei que a maioria parlamentar se prepara para aprovar na Assembleia da República de combate e punição do "Enriquecimento ilícito" só prevê a sua aplicabilidade e sancionamento de factos ilícitos para o futuro?

Ou o que é o mesmo: porque é que as leis que se pretendem de punição dos corruptos e contra o enriquecimento ilícito só são aplicáveis para o futuro e não se aplicam aos conhecidos e comprovados ladrões e corruptos que no passado recente enriqueceram e adquiriram direitos multi-milionários à custa da corrupção e do roubo do erário público?

Ou, tão ou mais escandaloso, porventura, vemos nós o Governo preocupado em diminuir, renegociando ou denunciando os respetivos contratos lesivos, dos encargos públicos ruinosos e leoninos com as Parecerias Público Privadas, que levam anualmente a parte de leão dos nossos impostos e agravam as condições de vida dos portugueses levando-os à fome e à penúria?

Não, não!

Mas se a desculpa for a Constituição da República e a regra da proibição da retroatividade das leis, o mesmo já não parece ser válido para as leis que se têm vindo a fazer, bem como para justificar as mais graves lesões que se vêm fazendo contra os direitos dos trabalhadores!

O que constatamos antes, é o que foi roubado e os autores que continuam a roubar descaradamente os portugueses e a comer de leão à mesa do Orçamento de Estado, Passos Coelho não toca, nem belisca, antes mantém incólume e sagrados os créditos privilegiados, de favor, imorais e criminosos dos inúmeros indivíduos e grupos económicos, nas quais se contam os Bancos e as Construtoras Civis com ligações promiscuas e obscuras com os Partidos Políticos, Governos, Autarquias e muitos conhecidos ex-governantes.

Passos Coelho não liga, não lê, nem ouve os alertas do Tribunal de Contas, nem as sucessivas denúncias da sociedade civil e da Procuradoria-Geral da República para atacar os direitos indecorosos impunemente conseguidos com o roubo e o saque do Erário Público.

Não, nestes direitos adquiridos criminosos e ilícitos, ou obtidos contra e à custa dos portugueses, da sua sobrevivência e do seu bem-estar, não vemos, nem sabemos que o Governo os queira sancionar e punir, aplicando ao menos a Justiça, antes pelo contrário, mantêm-nos sagradamente garantidos e protegidos, continuando-se a premiar o crime.

As possibilidades são muitas, mas a conclusão é unânime e sintomática: as diminuições e as retiradas de direitos adquiridos que encontramos efetivamente na prática e que o Estado e os Governos fazem, são as de que o Estado e, muito particularmente, este Governo pratica, atingem de sobremaneira os direitos particulares, quer dos proprietários, dos contribuintes, dos funcionários públicos e dos trabalhadores por conta de outrem, portanto contra quem trabalha e quem faz do o seu modo de vida e de ganha pão o esforço e o suor diários, lançando-lhes mais taxas, mais impostos e mais sacrifícios, assim como lhes retira direitos e remunerações (diminuição de vencimentos, retribuições, isenções, descontos e subsídios de Natal e de 13º mês).

Afinal, concluímos, a conversa de Passos Coelho e do poder estabelecido na Assembleia da República quanto à relatividade dos "direitos adquiridos" só se permite e só é válida quando for para gerar a violação do princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito económico, social e cultural para os mais fracos e para quem vive do trabalho e cumpre com as leis.
A expropriação dos direitos só é válida para os mais fracos e para os cidadãos comuns.

Mas, já os direitos adquiridos e a fortuna conseguida por meios ilícitos e pelos criminosos, com o roubo do Erário Público, tanto os crimes como os seus autores, ou da especulação e da exploração dos portugueses, mantêm-se impunes e protegidos pela inação do Estado e contam com o silêncio cúmplice, ou então são disfarçados pela última tirada teatral de Passos Coelho, portanto, do Governo, da Assembleia da República e da Presidência da República.

Passos Coelho afinal não pode nunca a falar verdade, não só porque parece, como os interesses de quem o elegeu são superiores aos seus, e o poder vigente na Assembleia da República está comprometida com o passado dos "seus" particulares e comezinhos interesses e direitos injustamente adquiridos.

Tenha mas é vergonha Senhor Primeiro-Ministro!



publicado por Sérgio Passos às 00:34
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
A urgente reforma da lei eleitoral para a Assembleia da República: os círculos uninominais.

Defendo para Portugal, o sistema eleitoral baseado no sistema de eleição para o Parlamento por meio de círculos eleitorais uninominais.

Propor a alteração do actual modelo eleitoral para a Assembleia da República implica, neste momento, uma revisão do próprio sistema democrático que implicaria profundas alterações no comportamento dos partidos e dos deputados na sua relação com os seus respectivos constituintes, durante os processos eleitorais e durante os mandatos.

 

Para já com o actual método de Hondt, os partidos elaboram as listas regionais preenchendo-as com elementos que uma vez eleitos deputados em nada representam a população da região pelos quais foram eleitos.

Os deputados são actualmente escolhidos a partir de Lisboa e pelas direcções partidárias e nada têm a haver com os interesses dos portugueses e nem tão-pouco os interesses locais dos distritos ou círculos que os elegem: os deputados são o resultado dos grupos e dos lóbis que os escolhem à revelia das populações.

Os eleitores votam sem saber quem são sequer, mas sabemos agora que mais de ¾ dos deputados na actual Assembleia da República foram escolhidos pela Maçonaria.

Sabemos também que a Maçonaria tomou de assalto as direcções dos partidos políticos.

A actual fórmula de eleição dos deputados partidária cria assim uma ruptura, artificial, desnecessário e perfeitamente evitável entre a população e os seus representantes eleitos.

 

Com os círculos eleitorais uninominais, resolvia-se a prazo e satisfatoriamente a questão da desconfiança entre população e o Parlamento que, segundo sondagens recentes de opinião, atinge presentemente níveis bastante preocupantes em comparação com outras democracias.

Um deputado eleito por cada círculo eleitoral, significa maiores proximidade e representatividade entre a população local e o seu único representante, neste caso o deputado nacional.

Mais do que isto só mesmo cada cidadão ser também deputado, o que é logisticamente impossível.

Não se pode a meu ver descartar a superioridade inerente a este sistema em termos de valores democráticos com considerações sobre percentagens de representatividade nacional.

A manutenção do actual sistema proporcional e de listas partidárias significa a manutenção da actual representatividade da caldeirada nacional onde a relação entre deputado e constituintes é  totalmente inexistente, e onde as preocupações reais das populações são delegadas para segundo plano e substituídas perante os lobbies e as agendas particulares dos deputados.

 

O círculo uninominal tem a vantagem de fazer as pazes entre a população e o Parlamento ou a actual Assemnleia da República, como também permite mais oportunidades para candidatos independentes locais, e estimularia a participação activa dos cidadãos na política, com uma participação política activo e do tipo desde a base da população até acima ao poder, desprendida se necessário for, dos partidos políticos tradicionais.

É também possível preservar a proporcionalidade do sistema, mediante mecanismos como o voto preferencial entre outros.

Portanto, é este o momento e a oportunidade de apoiar esta mudança, implementando-se uma reforma eleitoral da eleição dos deputados, em ordem a salvaguardar a democracia portuguesa.



publicado por Sérgio Passos às 17:09
link do post | comentar | favorito
|

...

Os políticos despertaram agora para o negócio da compra e venda do ouro, muito em voga nestes tempos de crise, pretendendo a Assembleia da República criar regulamentação especial.
Ora, o fito é costumeiro e habitual: os políticos querem intervir neste negócio para aí também receberem a sua comissãozinha.
A inveja nacional, como sabemos, é uma instituição e os corruptos estão, ou querem estar, em todo o lado onde corre dinheiro.



publicado por Sérgio Passos às 17:07
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
A calúnia de Passos Coelho é Crime.

            As polémicas palavras proferidas por Passos Coelho, acerca dos portugueses, de "não sermos piegas e não termos pena dos alunos coitadinhos que sofrem tanto para aprender", merecem uma séria e rigorosa reflexão.

De Facto e de Direito, dúvidas não existem, que as palavras se dirigiram aos portugueses e pretenderam caracterizar a sua disposição e o seu carácter no actual contexto histórico e a sua reacção perante as políticas seguidas pelo Governo liderado por este Primeiro-Ministro.

Ora, atentando-se à expressão ou palavra "piegas", esta é, como é sabido e consabido, um adjectivo depreciativo de segundo grau ou segundo número.

A expressão ou palavra de "piegas", este adjectivo portanto, refere-se ao que ou quem é muito sensível ou assustadiço, ou, o que é o mesmo, que é medricas.

Significa ainda a mesma o que ou quem se prende ou se preocupa com pequenas coisas ou com coisas consideradas sem importância, portanto, que é niquento.

E, por último, pode ainda significar, o que ou quem se lamenta demasiado, ou seja, que é lamechas.

A palavra em causa, "piegas", proferida publicamente, no passado dia 7 de Fevereiro corrente, por Passos Coelho, a propósito e no contexto da política de privatizações seguida pelo seu governo e referindo-se directamente aos portugueses, quis significar e outro significado não teve, nem tem, que aqueles e perante as dificuldades sentidas no seu dia-a-dia, deviam afastar-se dos seus costumeiros e habituais lamentos, queixas ou queixumes, devendo, portanto, deixarem de ser lamechas, niquentos ou medricas.

Como melhor o disse Passos Coelho, expressa e propositadamente e para que todos os visados bem o percebessem, os portugueses deviam deixar de ser, como são no seu entender, "piegas".

Ora, a palavra em causa assume ainda fórum de maior escândalo e maior ofensa, quando os portugueses nas actuais circunstâncias estão confrontados perante uma situação e uma realidade de graves e enormíssimas dificuldades financeiras e monetárias, assolados que estão por uma taxa de desemprego altíssima, de quase 15%, com uma progressiva e acentuada perda de poder de compra, com o empobrecimento galopante, a emigração forçada, o sofrimento e a angústia generalizada.

O momento que os portugueses atravessam é de profunda dor e de graves dificuldades, colocados que estão perante o dilema e o risco sérios da sua sobrevivência física e moral.

Como se não bastassem já as graves dificuldades que passam, os portugueses são apelidados de “piegas” por Passos Coelho.

Dúvidas também não existem quanto ao alcance e significado subjectivo de tal expressão e no que a mesma era de molde a chocar, como chocou, os portugueses.

Eu fiquei e ficaram muitos portugueses escandalizados, ofendidos e magoados, com tal expressão, que, e como bem sabem, se repercutiu depreciativamente e em desprezo na sua esfera e consideração.

O qualificativo “piegas”, com que Passos Coelho injuriou o povo que lidera, não é meramente fruto de um discurso infeliz, mas é antes uma ofensa e uma desconsideração propositadas e intencionais.

Passos Coelho não podia, nem pode, deixar de saber que, com o uso de tal palavra ou expressão, objectivamente, atentava e diminuía a honra e o bom nome dos portugueses.

O significado daquela palavra, bem como o seu uso, aquando da sua formulação e expressão e assim se dirigindo aos portugueses, era, subjectivamente, como o foi efectivamente, susceptível e apta a atingir, como atingiu, portanto de ofender e diminuir, a estima e a qualidade dos portugueses.

E pese embora o seu conhecimento, como qualquer homem medianamente formado, que tal palavra ou expressão era objectivamente susceptível de ofender a honra e a consideração dos portugueses e apesar disso, não se inibiu de a proferir e de tal modo formulando uma imputação que, subjectivamente, era, como é, ofensiva e atentatória da honra e da consideração de todos os portugueses.

Portanto e pese embora Passos Coelho bem soubesse que tal conduta lhe era vedada por Lei e não obstante de haver configurado e ter percebido, como devia e era seu especial dever face ao lugar que ocupa como Chefe do Governo de Portugal, portanto sendo, como é um titular do Órgão de Soberania do Governo da República de Portugal, a ilicitude de tal acto e os seus resultados, ele não se coibiu de o fazer, como o fez, e, de tal sorte, praticou uma ofensa grave contra todos os portugueses.

Passos Coelho, sem prescindir, visou ofender e atingir a honra e a consideração dos portugueses, que são pessoas de forte carácter, elevada formação, sérias, honestas e que se têm em boa auto-estima.

Passos Coelho, actuando, de forma livre e consciente na ilicitude da sua conduta, pretendeu e conseguiu ofender subjectiva e objectivamente os portugueses.

            Os portugueses ficaram indignados ao receber o epíteto que sobre eles lançou Passos Coelho.

Os portugueses não aceitam serem apelidados de piegas, porque não o são.

Os portugueses sentiram e sofreram o vexame, a vergonha e o enxovalho, como o sentem ainda agora, de se verem ultrajados em público, neste caso no seu próprio território pátrio, perante os seus concidadãos, as suas famílias e na proximidade e presença das demais pessoas, amigos, parentes, filhos e vizinhos.

Os portugueses passaram a estar, como estão, muito desgostosos e pesarosos com a afirmação injuriosa que lhes foi dirigida pelo cidadão e Primeiro-Ministro de Portugal.

Com efeito, os portugueses vêm sentindo, como ainda sentem, desgosto, infelicidade, mágoa, vergonha e humilhação pelo que lhes foi dito e imputado publicamente e em virtude da agressão despropositada de que foram vítimas.

Os portugueses sofreram ainda um grave e profundo martírio social, repercutido na diminuição nos seus direitos de personalidade, nomeadamente nos da honra, do bom-nome, da imagem e da consideração próprias, individuais e colectivas, e tudo isso se consubstanciando num grave dano de natureza não-patrimonial ou moral.

A expressão em causa, proferida intencional e propositadamente por Passos Coelho, com o intuito da atingir a honra, a moral e o bom-nome dos portugueses é, objectiva e subjectivamente, atentatória da dignidade e da consideração dos cidadãos de nacionalidade portuguesa.

Segundo o disposto no artigo 181.º do Código Penal Português, incorre na prática ilícita do Crime de Injúria “quem, imputando-lhe factos, mesmo sob a forma de suspeita, ou dirigindo-lhe palavras, ofensivos da sua honra ou consideração”, e sendo tal conduta e autoria “punida com pena de prisão até 3 meses ou com pena de multa até 120 dias”.

Ainda, segundo o artigo 183.º, n.º 1, alínea a) do mesmo Código Penal, no caso e se “a ofensa for praticada através de meios ou em circunstâncias que facilitem a sua divulgação”, como foi o caso de haver sido proferida aquela expressão, em público e perante a Comunicação Social, a pena da injúria é elevada de um terço nos seus limites mínimo e máximo.

Dúvidas não restam que, Passos Coelho ao assim actuar, incorreu na prática de um crime de injúrias, previsto e punido pelas disposições conjugadas dos artigos 181.º, n.º 1 e 183, n.º 1, alínea a) do Código Penal, passível da aplicação da pena de prisão efectiva até 4 meses ou com pena de multa até 160 dias.

Tenho dito!



publicado por Sérgio Passos às 20:23
link do post | comentar | favorito
|

O futuro de Portugal.

Portugal tem, certa e seguramente, futuro e solução.

A sua boa solução passa por mulheres, homens e jovens formados e construídos de acordo e segundo princípios de excelência, rigor e qualidade, com base numa boa e exigente educação, assentes em actos e factos de trabalho e produtividade, bons e elevados princípios e moral, de rectidão, exemplo, civismo, liberdade, democracia e solidariedade humana e, temperado, por uma saudável e sincera formação cristã. Pessoas assim formadas e construídas não se deixam nunca comprar, nem cedem um milímetro da sua alma nem das suas convicções por dinheiro nenhum, antes pelo contrário: antes partir do que ceder.

Portugal necessita de pessoas deste calibre, desta têmpera e desta constituição em ordem a substituir a sucata e os sucateiros alcandorados no poder nos últimos 38 anos e de modo a substituir esta bafienta e corrupta III República por uma efectiva e activa Democracia da Cidadania.



publicado por Sérgio Passos às 15:52
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Passos Coelho não passa de um fedelho!

A sobranceira e insensível afirmação de Passos Coelho dos portugueses serem piegas, no actual momento de grave sofrimento em que nos encontramos mergulhados, só vem mostrar e bem a razão da grave crise em que Portugal mergulhou e atravessa desde há 38 anos: os políticos e os governantes portugueses são uma real categoria de badamecos e de cachopos arrogantes.



publicado por Sérgio Passos às 23:05
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Agosto 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

A "cláusula democrática" ...

Justiça para Pedrógão Gra...

Crescimento económico de ...

Contribuintes portugueses...

64 homicídios

Os repetidos contratos po...

António Costa contratou a...

O crescimento pornográfic...

A fácil e a difícil soluç...

Jornalismo ou Propaganda

arquivos

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

tags

todas as tags

links
Contador
blogs SAPO
subscrever feeds