Ideias e poesias, por mim próprio.
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Os coveiros de Portugal.

Portugal depara-se hoje perante uma gigantesca divida acumulada, que atingirá cerca de 350 mil milhões de Euros.

O montante resulta da dívida directa contraída pelo Estado que rondará cerca de 110 milhões de Euros, a que se somarão os encargos do Estado com as parcerias públicos privadas, vulgo os encargos com as SCUT`s, com as concessoões rodoviárias de auto-estradas, com as pontes 25 de Abril e a Vasco da Gama, tudo na “módica” de cerca de 50 mil milhões de Euros e, finalmente, a estonteante dívida dos Bancos portugueses que ascenderá aproximadamente a 190 mil milhões de Euros.

É sabido o nome do criador do estratagema de criar a ciclópica dívida do Estado, com a sua política de incentivo descarado e fácil do consumo público do Estado, com quem se procedeu à momentânea criação de cerca de mais 150 mil empregados públicos, a acrescer aos mais de 500 mil então existentes e, a não menos notável, invenção do ruinoso negócio das parcerias público-privadas: António Guterres, o mal-fadado Primeiro-ministro auto-demitido, triste e funeste má figura da política e da governação portuguesas dos anos 90.

Na senda do legado do já então enorme buraco em que Portugal se começava a meter, tivemos o fugaz consulado de menos de 2 anos, de Durão Barroso, que à primeira oportunidade que teve fugiu a “sete pés” para o refúgio dourado de Bruxelas, confrontado que foi perante a triste república ia a vez ora de “tanga” ora “nua”.

Para terminar a fuga de Durão Barroso, tivemos o ainda mais breve Santana Lopes, deposto por um verdadeiro “golpe de estado” Constitucional, promovido pelo “british mas pouco” Presidente Jorge Sampaio e pela “má moeda” de Cavaco Silva.

Eis senão, quando já não bastavam os desastres nacionais, dá-se a eleição do herdeiro natural de Guterres, o agora conhecido Sócrates Engenheiro relativo e, para o coroar, logo a seguir veio a eleição presidencial de Cavaco Silva.

Ora, logo quando os portugueses esperavam finalmente moderação, juízo e atino na Governo da República Portuguesa, viemos todos a conhecer a magistratura do Presidente de “corta-fitas”, numa negligente e cúmplice actuação do “deixa andar", o que permitiu que indivíduos e grupos opotunistas tomassem de assalto o erário público.

O que a seguir veio bem mostrou o que muitos deles andavam a “tratar” em proveito próprio, fossem os buracos financeiros do BPN e do BPP, as novas e multi-milionárias parcerias público-privadas das novas auto-estradas, as derrapagens financeiras escandalosas nas inúmeras obras públicas, o despesismo crescente nos mais variados sectores do Estado e o seu galopante endividamento, e outros demais esquemas de rapina do erário público.

Só até ao final do primeiro trimestre de 2011 Portugal vai deparar-se com o vencimento imediato da obrigação de amortização da dívida pública externa em quase 30 mil milhões de Euros, ou seja metade de um Orçamento de Estado, sem se saber, e ninguém parece importar-se com isso, como e com o quê pagar.

Enquanto isto cerca 50% da população definha com fome e privações diárias, vendo por sua vez uma outra minoria, os clientes, afilhados e amigos certos dos Partidos Políticos engordando e enriquecendo todos os dias a olhos vistos à custa do cada vez mais exausto estafado Orçamento.

Como se não bastassem todos os anteriores, Passos Coelho, qual mestre-de-cerimónias de todos os antecessores, já veio dizer a público que aceita tirar as medidas do caixão nacional sob as futuras ordens e as instruções draconianas do Fundo Monetário Internacional.

É certo e seguro, antes da Páscoa o "borrego" nacional já estará morto e o FMI estará a aviar mais uma das suas célebres receitas de depressão e enterro a Portugal inteiro.

Como identificar e lembrar todos estes simplórios cavalheiros da “alta” politica nacional, dos últimos 15 anos, senão como os coveiros de Portugal?



publicado por Sérgio Passos às 23:49
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 27 de Novembro de 2010
O bom e o mau Balanço das eleições na Ordem dos Advogados.

O candidato e Bastonário Marinho e Pinto ganhou as Eleições na Ordem dos Advogados por larga maioria, sufragando o mandato percorrido nos últimos 3 anos.

Mal foram conhecidos os resultados os conhecidos grupos apoiantes dos seus adversários fizeram-se logo ouvir ruidosamente, denotando claramente que não aceitam nem pacífica nem democraticamente os resultados.

Claramente, os apetites vorazes que continuam a acalentar candidatos e candidaturas, e os seus grupos apoiantes, suportados pelo crescente número de advogados "proletários e descamisados", não conseguem perder de vista o poder, o prestígio e o dinheiro que institucionalmente a Ordem dos Advogados move e faz mover.

O fenómeno Marinho e Pinto é claramente um fenómeno que corre contra grupos e figuras que durante décadas dominaram a seu bel-prazer e a seu interesse os destinos da Ordem dos Advogados.

Marinho e Pinto não vai ter seguramente vida fácil nos próximos tempos, estando os seus adversários, dos mais variados quadrantes sociais, políticos e outros, dispostos a colocar em causa a independência e até a própria sobrevivência da Ordem dos Advogados.

Para muitos deles pouco importará que o mundo arda, melhor assim que ver triunfar a liberdade, a democracia e até a própria Justiça, tudo para eles é admissível desde que os seus interesses financeiros, e outros ainda mais obscuros, não sucumbam em mãos alheias.

Ora, a Justiça ainda é mais claramente um vasto mundo em que se entrecruzam grupos e interesses ainda mais invisíveis que não aceitam nem cortes radicais com o passado recente e muito menos se compadecem com um activismo de denúncia do contemporâneo enorme pantanal do Estado e dos Tribunais portugueses.

Aliás, a recente renúncia do Secretário da Justiça João Correia e o seu bater de porta, com a denúncia de que certos sectores do Partido Socialista não convivem nada bem com uma Magistratura livre e independente e a soberania escrupulosa e rigorosa da aplicação da Lei por Tribunais independentes, avisa-nos que nos iremos deparar pela frente com tempos conturbados no funcionamento do aparelho da Justiça.



publicado por Sérgio Passos às 21:42
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|

Domingo, 14 de Novembro de 2010
Liberdade para Liu Xiaobo.

Liberdade para Liu Xiaobo.

http://www.facebook.com/profile.php?id=1506812008#!/pages/Liu-Xiaobo/165044953513115



publicado por Sérgio Passos às 18:36
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
A morte do futebol.

Todo o futebol nacional português, que vai desde a má qualidade do futebol praticado em campo, passando pela falta de fair-play, à falta de postura e cavalheirismo dos seus intervenientes e actores principais, aos arruaceiros espectadores dentro e fora de campo, aos fanáticos e facciosos doentes simpatizantes e sócios que fazem comentários irracionais a favor e contra as equipas, pelos dirigentes corruptos, criminosos e puteiros, pela miséria humana e fome que muitos chefes de família fazem causar aos filhos e às suas famílias, aos dinheiros escandalosos com que uns poucos se enchem à custa de milhares de parvinhos, etc etc, ou seja e afinal de contas, toda a grande porcaria que ele vale e merece, há-de com isso morrer em breve sem glória nem honra algumas, e os seus monstruosos estádios vazios mais não hão-de servir, num futuro próximo, do que para lembrar vivamente todo um fenómeno colectivo e um conjunto de indivíduos doentes e alienados a evitar em qualquer sociedade humana evoluída.



publicado por Sérgio Passos às 02:50
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


posts recentes

População

A patranha do crescimento...

Portugal pode acabar, a n...

O lixo financeiro e a mer...

34 medidas para reformar ...

Eleições para caciques

O Palhaço e o Burro

Definição de Socialismo (...

A "cláusula democrática" ...

Justiça para Pedrógão Gra...

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

tags

todas as tags

links
Contador
blogs SAPO
subscrever feeds