Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
Perfeição.

Quanto mais depressa aceitares a metade da imperfeição da tua natureza mais depressa perceberás como o amor te completa com a outra metade que te falta. E é então, e sem que percebas, que tudo passa a ser felicidade.


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publicado por Sérgio Passos às 22:25
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Domingo, 25 de Abril de 2010
Hoje é o dia do meu João.

Faz hoje anos.

Faz hoje anos o meu querido filho: doze anos.

Foi no dia 25 de Abril de 1998, pela 1 hora e 35 minutos.

Era o filho que quis desde sempre.

Esse momento foi, sem qualquer dúvida, a sensação mais indescritível que tive até hoje, e o que veio a seguir, e continua a ser, até ao dia de hoje, ainda mais incompreensível, mas que sei que me acompanha para onde quer que vá ou com quem quer que esteja.

Não sei nem consigo explicar bem o que é; é algo que só posso entender que me supera e que está para além de mim, da minha vontade e do meu querer, e que se tornou no sentimento mais forte que me acompanha, ou me acompanhou, até hoje.

Não é completamente um mistério, mas é quase.

Sei, e sem margens para dúvidas, que é amor, só pode ser.

Porque esse sentimento é a superação da nossa própria existência: é querermos tão bem a alguém mais do que a nós mesmos, e querendo nós tão-somente bem a essa pessoa que, sem olharmos a meios, só nos tornamos felizes fazendo essa pessoa absolutamente feliz, e estando para tanto disposto a fazer todo e qualquer sacrifício, inclusive o da nosso própria vida.

Eu conheço bem esse sentimento.

Se conheço!

Quando o João nasceu recordo que chorou até que depois de limpo e vestido pela enfermeira me foi posto nos braços e chamei pelo nome dele.

Disse-lhe de mansinho: "João, João Marcos, é o pai".

Disse-lhe duas ou três vezes, após o que se calou, atentou para onde vinha o som e revirando os seus olhitos medrosos, mas já vivos e curiosos, pôs-se à escuta.

Decerto, escutou de novo a voz que já o tinha chamado inúmeras vezes, como eu tanto gostava de fazer durante a gravidez da mãe.

Foi naquele momento que percebi que eu já não era mais eu: eu passei a ser dele.

Melhor, eu passei a ser ele, e ele sabe que assim é, porque ele sabe como o chamo quando não pelo seu nome: chamo-o por "amor".

E a partir desse dia todos os dias são dias, é dia, do meu filho, do João Marcos.

Hoje, dia do seu aniversário, é só o dia em que começou a ser assim: o dia, todos os dias, em que é dia do meu João.



publicado por Sérgio Passos às 01:40
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Sábado, 24 de Abril de 2010
Miserável 25 de Abril.

Foram precisos passar 36 anos para que finalmente já se possa dizer livremente e sem medo, por evidente e desgraçada constatação de facto da situação arruinada de Portugal, que o que se seguiu ao 25 de Abril foi uma sucessão de desastres de consequências profundamente nefastas.

Até os seus próprios autores e feitores, exemplos de Mário Soares e Ramalho Eanes, já o confirmam sem pejo nem vergonha.

Pena que a Justiça para estes não funcione e os julgue a eles e a tantos outros, pelo seus actos e pelas respectivas consequências para os portugueses e Portugal.

Contudo não deixa de ser interessante que Mário Soares faça elogios ao novo Presidente do PSD, o que só mostra que desgraçadamente para Portugal eles continuam a operar para manter na mesma o status quo, via Bloco Central PS/PSD, o que pronuncia a continuação do lento caminho para a total ruína de Portugal.



publicado por Sérgio Passos às 13:02
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Manhosos e manipuladores e outros que tais.

Raposas, lobos, ursos, hienas, leopardos, panteras, abutres, cobras, tubarões, serpentes, tarântulas, escorpiões.

Porque será que apelidam estes animais de egoístas, traidores, rapinadores, falsos, manhosos e manipuladores?

Não são apenas animais irracionais e portanto destituídos de sentimentos, de taras, perversões e desvios da personalidade?

Que se saiba estes e outros animais não têm tais instintos, que só são pertença e próprios de (alguns…) seres humanos.



publicado por Sérgio Passos às 10:59
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Terra de pão.

Naqueles campos e pelas suas leivas

Palhas de fogo percorrendo ondas e ventos

Em seus cabelos de centeio amadurecidos.

Em seus caminhos e destino se fazem campos floridos

São searas de onde nascem passados e vindouros

E seus sorrisos e encantos se perfumam de cheiros.

Duas grutas avisam seus segredos

As suas sombras e as suas histórias nela se guardam

Os seus olhos e a sua fertilidade.

A primavera traz nascença e o sol corre mais longe

O mundo é feito de dias e o amor é feito de estações

Mais ainda hão-de vir os Verões, os Outonos e os Invernos.

Em seu amor lavra e em seu mundo percorre e semeia

Os solstícios são dois e os equinócios outros tantos

O seu chão de corpo, é desejo, é carne e é terra de pão.



publicado por Sérgio Passos às 14:13
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Sociedades anónimas, pouco.

No caso do Sócrates e de muitos outros da laia dele, que infestam a altas instituições de imenso aparelho de Estado, das Empresas Públicas e demais Participadas e da inúmera classe política, basto-me com pequenas mas sábias e milenares lições de sabedoria popular: “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és”.

Nunca a Ciência Política e a Justiça alguma vez terão ar suficientemente puro para explicar tão mundanas coisas.



publicado por Sérgio Passos às 00:53
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Bloco Central.

O último Congresso do PSD mostrou que em Portugal existe uma espécie única de abnegados e teóricos líricos das virtudes do Estado, que pensam que este pode ser reformado por dentro.

Do tipo como quem, eles, pensam que o Diabo pode aprender a amar a Deus.

O nosso azar e a sorte deles é que o país caminha para o desastre em passo acelerado, e até ao final deste ano, máximo ano inicio do ano que vem, todos eles terão passado a fazer parte de uma mera folha aziaga do nosso passado recente.



publicado por Sérgio Passos às 21:46
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Domingo, 11 de Abril de 2010
Revolução já!

Há já muitos anos que digo que em Portugal não há democracia política.

Bastaria, e é só um pequeno exemplo, pensar que são unicamente os partidos políticos quem podem apresentar candidatos à Assembleia da República, e aos cidadãos livres e independentes está vedado o direito de se elegerem em igualdade de condições com aqueles.

Mas o problema português é hoje ainda mais grave do que pensava: o Estado de Direito faliu e a Lei não mais tem ética, nem moral, nem rectidão.

Como é que se pode aceitar, sem reagir, que os altos funcionários públicos, gestores de empresas públicas, os políticos e os governantes paguem a si mesmo milhões de Euros e existam pessoas em Portugal que deambulam pelas ruas catando caixotes do lixo para se alimentarem, ou que durmam ao relento nas ruas? E crianças que vão para a escola sem se alimentar? Mulheres que se prostituem para alimentar os seus filhos? Idosos que morrem na miséria, na solidão e ao abandono? Tantas e tantas pessoas que morrem nas listas de espera por falta de cuidados médicos? Os jovens que enveredam pela criminalidade para ganhar a vida? E os jovens que aceitam a corrupção e a imoralidade como forma de vida? O aumento do desemprego, da pobreza e da indigência? A insolvência de famílias? O crescimento abrupto das desigualdades sociais? A fome? A morosidade e a carestia da Justiça? A corrupção, o compadrio, o “amiguismo” e a generalização do tráfico de influências? Etc, etc, etc.

A situação a que chegou Portugal envergonha e indigna qualquer pessoa com um mínimo de sentido de justiça e equilíbrio.

Ao povo português tão espezinhado, sacrificado e desprezado pela actual classe política corrupta, imoral e preguiçosa, quando a Lei e o Direito não mais funcionam e são pura letra morta, resta uma única solução: o derrube do actual sistema político, económico e social por quaisquer que sejam os meios ou as formas necessárias.

E pela força se tiver que ser.



publicado por Sérgio Passos às 19:12
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Casamento é para heterossexuais.

Ser Liberal, no meu modesto ponto de vista, não significa ser mais liberal que um selvagem, ou até mais gay que os gays, como será a medida que aqui tomo para avaliar a equiparação dos casamentos heterossexuais ao dos homessexuais.

O que é diferente tem necessariamente que ser tratado de maneira diferente, e só assim é que a liberdade pode sempre ser um direito universal e intemporal da Humanidade e da Civilização.

Da mesma maneira que me assiste livremente o direito e a liberdade de não me querer confundir com o que não me quero identificar, seja de não querer passar por gay, ou por socialista, ou por criminoso, ou criança, ou por santo ou por muçulmano, etc, etc.

Ora, portanto, na matéria dos costumes e das convicções a liberdade igualitária tem e deve sempre que respeitar as matrizes culturais e civilizacionais mais perenes e constantes que informam a cultura ocidental e europeia, ou seja, as matrizes greco-judaico-cristâ.

Decerto que sem esquecer as matrizes do iluminismo, do positivismo e da democracia universal.

Mas, todas elas têm que estar presentes e se respeitarem num todo coerente e sem exclusão.

E o casamento, portanto, necessariamente não se fez, e é coisa e assunto provado historica e ancestralmente, para os homossexuais.

Para esses, naturalmente até com respeito pela sua liberdade de opção, pode e deve criar-se um contrato diferente: seja união cívica, seja o que for.

Casamento é que não.

Eu digo não e em nome da minha liberdade.

Obrigado.



publicado por Sérgio Passos às 20:18
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
És tu.

És como te conheço

És cor e tela de aguarela

És um doce como te saboreio

És mel e açúcar como a tua pele

És um encanto como me alegras

És dança e feitiço

És uma luz como me despertas

És dia como um sol

És uma noite como adormeço

És lua e estrelas e cometas

És quente como me incendeias

És tição como fogueiras

És paz como me serenas

És céu de madrepérola

És mágica como um ilusionismo

És bela como mil quadros

És viva como vida em mim

És um sonho como tu

És mar como calmaria

És navio à bolina

És uma estação como há-de vir

És tempo como o presente

És alimento aos meus sentidos

És sensual como tu

És a vida como há em mim

És um encontro

És como és

És como não sei

És

És e tu.



publicado por Sérgio Passos às 21:51
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