Ideias e poesias, por mim próprio.
Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
Só é cego quem não quer ver!

As cenas anteontem observadas em Lisboa, em frente à Assembleia da República e nas ruas adjacentes, são de fazer temer uma nova onda de fascismo que está de volta a Portugal, 38 anos que estão passados da revolução do 25 de Abril de 1974 e que levou ao derrube do anterior regime!

A violência excessiva e gratuita exercida indiscriminadamente pela PSP contra o povo ali presente e depois pelas ruas de Lisboa, na sua esmagadora maioria, pacífica e não violenta, faz temer seriamente estarmos de novo perante um Estado repressivo, que persegue as liberdades e que não estima a democracia, nem sequer tolera as liberdades populares.

A própria Amnistia Internacional denunciou já a violência desproporcionada da carga policial de ontem à noite em frente à Assembleia da República!

No meio daquele absurdo da atuação cega policial, para além dos inúmeros inocentes feridos diretamente pela ação brutal da carga policial, no final contavam-se vários inocentes, meros transeuntes que passavam nas ruas adjacentes, idosos, mulheres, uma jornalista igualmente e inclusivamente uma criança de 14 anos, agredidos ou gravemente feridos.

Até uma criança inocente, de nome Francisco Elias, de 14 anos idade, que tinha saído da Escola e estava de passagem a caminho de sua casa foi apanhada pela polícia foi e a seguir espancada e presa pela polícia de choque.

Também um jovem estudante de 23 anos, esteve ferido e sob custódia policial ininterruptamente durante 13 horas (o período limite é de 6 horas, segundo o artigo 250.º, n.º 4 do Código de Processo Penal) e sem lhe ser permitida a presença de um advogado!!!

A atuação de da PSP em frente à Assembleia da República e no que se passou a seguir, foi própria de um Estado policial e de uma ditadura, nunca de um Estado de Direito!

Por acaso, estavam reunidos os elementos para se dizer ou configurar estar-se diante uma perigosa manifestação, para, a seguir, a PSP passar a agredir de tal maneira pessoas pacíficas, entre as quais se contavam jovens, idosos e até crianças?

Porque não deteve a PSP os autores dos arremessos de pedras e permitiu, como era sua obrigação e, fundamentalmente, tudo fazer para assegurar todas as condições para a manutenção pacífica da manifestação?

Porque esperou tantas horas a PSP, para depois, cega, arbitrária, desumana, cruel e vingativamente, passar a agredir idosos, mulheres, crianças, jovens e meros transeuntes e inocentes apanhados numa furiosa e odienta carga de força levada a cabo por forças policias?

Ora, policias que agem assim não são agentes da ordem, são certamente carniceiros e energúmenos!

De facto, perante o grave atropelo das garantias e direitos das pessoas e dos cidadãos consagrados na Lei processual Penal, ou na Constituição da República Portuguesa na parte dos Direitos, Liberdades e Garantias, sem esquecer as cartas e os tratados internacionais dos direitos Humanos a que Portugal se encontra vinculado cumprir e a respeitar, temos que concluir, perante o que vimos e sabemos, pura e simplesmente, voltamos ao tempo do fascismo!

A partir de um momento como este e como observamos da atuação da polícia em Lisboa e frente aquela que devia ser a casa da democracia, portanto a casa da paz e do diálogo, temos de responder aos titulares dos cargos públicos que eles, aos olhos do Povo Português, passaram a ser vistos como ilegítimos bastardos e comuns criminosos.

Um Estado, um Governo, um Parlamento e um Presidência da República, que perante a fome, o desemprego e a miséria de milhões de portugueses, se fazem escutar e respeitar por meio da barbárie, por ação de cargas policiais e da violência brutal, mostram apenas um Estado indigno e inumano.

Este regime político a que assistimos é, acima de tudo e facilmente se revela, cruel, bárabaro e ditatorial.

Este Estado, que não respeita a Lei e atropela o direito de manifestação das pessoas e atinge pela força sanguinária apenas os mais fracos e os mais desesperados, perdeu o direito a ser respeitado.

Por sua vez, a RTP "cuidadosamente" evitou mostrar quaisquer imagens de transeuntes e mulheres inocentes a serem agredidos selvaticamente pela polícia, na sequência da carga policial da manifestação em frente à AR.

Vimos apenas as imagens desses atos bárbaros na TVI e na SIC.

Mas, como já sabemos, a RTP, é servil com os Governos e pratica a censura, é apenas mais um meio da ação da corrupção de Estado.

É caso para dizer que também a censura voltou (e nunca abandonou...) aos órgãos de comunicação social detidos pelo Estado e em obediência ao Governo, ao Parlamento e ao Presidente da República.

Também há muito que sabemos que o jogo político-partidário-sindical em Portugal é uma monstruosa farsa para enganar o Zé Povinho.

Na verdade nunca vimos vez alguma daqueles farsantes políticos e partidários, desde o PCP, ou o BE e o PS, os vários Sindicatos, ao PSD e ao CDS, eles debaterem-se com a fome e a miséria.

A fome a miséria são apenas o quotidiano com que se afligem já vários milhões de portugueses.

Mas o Presidente da República, o 1.º Ministro, o Ministro da Administração Interna e até mesmo o próprio António Seguro, o chefe do maior Partido Político da Oposição, vieram a público congratular-se pela atuação das forças polícias!

Estes políticos e governantes, com a sua tamanha insensibilidade, a partir de em diante, vão ter passar a andar rodeados de guarda-costas e protegidos por muitos polícias, deverão passar a ter medo (muito medo) das retaliações populares que vão passar a ser alvo.

Nem mesmo Salazar alguma vez teve medo que o anónimo povo português o atacasse e o pudesse matar!

Cavaco, Passos Coelho e demais sujeitos da política e da Governação, devem passar a ter medo, MUITO MEDO...!!!

Depois do dia de anteontem e da violência gratuita e indiscriminada da polícia contra os cidadãos e o povo portugueses eu coloco-me do lado dos combatentes contra este Estado e Governo corruptos.

A partir de agora em diante, eu apoio qualquer forma de luta armada do povo português contra o Governo e contra todo e qualquer titular de um cargo político.

O poder político em Portugal é corrupto e ilegítimo e pode e deve ser derrubado pelo Povo por qualquer meio, incluindo por meio da força se necessário for!

Perante as palavras destes ignorantes políticos, denotando tamanha uma tamanha insensibilidade e uma tal enorme crueldade, só temos de dizer que Portugal se encontra aos cuidados de carcereiros e torcionário.
Resta-nos declarar este Estado inimigo do Povo e tratar de conseguir, por todos e quaisquer meios, derrubá-los!

 



publicado por Sérgio Passos às 16:00
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