Ideias e poesias, por mim próprio.
Terça-feira, 9 de Outubro de 2012
O futuro começa sempre no nosso presente.

O que mais preocupa no presente, mais até do que o conjunto de dificuldades com que lidamos presentemente, é o conjunto de pessoas que se apresentam como querendo liderar o futuro político de Portugal.

São dois os grupos em concorrência fazendo propaganda aos seus projectos e ambições: um primeiro e mais numeroso grupo de indivíduos é constituído pelos que se dizem ser a primeira alternativa aos actuais líderes e que mais não se fazem do que primarem pelo taticismo dos seus discursos, limitando-se no seu desdém cínico pelos demais, mas que nenhuma verdadeira solução ou ideia nova sua apresentam para resolver o quer que seja, querem apenas chegar ao poder de qualquer forma e não diferem substancialmente em nada dos que visam substituir, apenas esperam a sua vez para repisar os erros conhecidos dos demais; já o segundo grupo, prima pelo discurso do ódio,os seus sujeitos procuram e esperam por cenários apocalípticos e do quanto pior melhor, estando dispostos a tudo, incluindo o recurso à pior das violências, para chegarem ao poder a qualquer custo e propugnam vias despóticas para fazerem impor as suas ideias totalitárias.

Por último, como é consabido em épocas de profunda crise moral, social e económica, como a presente que atravessamos, conhecemos um último e residual grupo, o dos indivíduos que fazem o discurso da moderação, do bom senso e da paz, estes são os actores menosprezados da presente realidade e sem qualquer significativa audiência para serem minimamente escutados.

Ora, o que é facto, o futuro apresenta-se ainda mais inseguro e as alternativas colocadas em cima da mesa são de sobremaneira a nos preocuparem.

Mas e afinal, quase paradoxalmente, até que é simples o futuro e a sua escolha encontra-se simplesmente nas nossas mãos: são apenas e tão-somente as nossas próprias escolhas e as nossas opções livres tomadas no presente que nos condicionam os nossos dias vindouros e que, afinal, determinam o nosso futuro mais ou menos longínquo.



publicado por Sérgio Passos às 00:40
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