Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
A partidocracia é o cancro de Portugal.

As novas medidas de austeridade levadas a cabo pelo Governo de Passos Coelho mais não têm em vista do que aumentar a repressão política do Estado contra os portugueses.

O Estado, em Portugal, há muitos anos, que se encontra dominado por uma geração de indivíduos mesquinhos e antidemocratas, que odeiam as liberdades populares e cívicas de expressão e de pensamento.

Mas, o resultado do atual modelo da governação é o mero produto da emanação cultural dominante dos portugueses, quem se atreve a pensar de maneira diferente ou ousa querer desenvolver Portugal é alvo de rancor e inveja.

Como já sabemos há algum tempo, especialmente vertido neste último Governo, as políticas governamentais em Portugal são conduzidas para destruir e empobrecer cultural e intelectualmente o país.

A democracia em Portugal, foi desde 1974 um logro e uma mentira de uma partidocracia emergente lançada sobre os portugueses, segundo os ditames de um modelo marxista e socialista saído de uma revolução imposta pela força das armas.
Aos partidos políticos interessou sempre fundamentalmente que os cidadãos sejam amorfos e estúpidos, que não pensem, não critiquem e não ousem inovar, de modo a que o poder do Estado continue nas suas mãos e entre eles continuem a dividir a seu bel-prazer e entre si a riqueza nacional.

O problema português é a falta de uma verdadeira democracia, ou seja, de uma democracia cívica e de pessoas.

O cancro da democracia portuguesa da III República, implantada após 25 de Abril de 1974, portanto há 38 anos, foi e é o modelo do partidarismo e, depois, da parte dos partidos políticos, o seu controlo absoluto sobre as instituições, os órgãos de soberania e, finalmente, os negócios de Estado.

Já nas democracias nórdicas ou da Suíça, ou mais duas ou três no mundo, nas quais existe uma forte componente cívica e individual e os partidos políticos têm apenas um papel secundário, portanto que são democracias liberais verdadeiramente ditas e não são democracias partidárias, nessas, em regra, são escolhidos os melhores e mais sérios candidatos aos lugares públicos.

E o modelo vigente da partidocracia portuguesa gerou a corrupção, o compadrio e os tráficos de influências destas associações fechadas e, sempre, tendentes a funcionarem secretamente.

A alternativa e o meio de combate a estes monstros passam pela criação dos círculos eleitorais uninominais e as candidaturas pessoais e independentes a uma Casa da Democracia.

No dia em que em Portugal a política for entregue às pessoas reais, e a escolha dos governantes passe a ser feita entre as pessoas que fazem da vida real o seu palco de trabalho e de vida, os problemas políticos e económicos de Portugal resolver-se-ão rapidamente.

Os portugueses, à semelhança da última manifestação de 15 de Setembro de 2012, só alcançarão a liberdade e a democracia pela revolta.

O país e Portugal precisam de uma revolução do povo e para o povo.

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Outubro de 2012 do mensário regional Horizonte, de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

 



publicado por Sérgio Passos às 16:13
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