Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
O Estado Social-Cavaquista.

Cavaco Silva foi o pai, o percursor e o grande ideólogo do atual modelo de Estado português, caracterizado e formatado pelos princípios subjacentes do gigantismo das Contas Públicas e do Grande Orçamento Geral do Estado, portanto do modelo keynesiano das grandes despesas públicas, das obras públicas faraónicas e dos avultados défices orçamentais, do intervencionismo estatal gigantesco em todos os sectores da economia, do aumento brutal da carga fiscal, do despesismo fácil e, em última análise da corrupção de Estado.

O juízo que podemos fazer de Cavaco Silva, em resumo e em síntese final, é que foi ele o pai da acentuada intervenção e do domínio do Estado sobre a economia nacional, com, primeiro e no início, no final dos anos 80, e por meio dos conhecidos atos da destruição social, económica portuguesas e, muito particularmente, do desmantelamento do seu aparelho produtivo, e finalmente já neste Século XXI com os conhecidos resultados da alienação dos recursos nacionais, bem assim como da entrega do território, da soberania e da independência nacionais aos interesses e ao domínio estrangeiros.

Cavaco Silva teve, para levar e conseguir levar isto por diante, portanto para fazer criar e impor este modelo de Estado de rapina e destrutivo gerais, teve de o fazer por meio da defesa e imposição do modelo de forte intervencionismo de Estado, quer por meio do intervencionismo e sua participação ativa estatal, fosse por meio da regulação e da imposição da lógica estatal, a todo o custo e a toda a força, na vida da sociedade.

O resultado e o produto finais dos seus 10 anos dos Governos de Cavaco foram o modelo de Estado Cavaquista, sob o qual passamos funestamente a viver a partir de em diante e até aos dias de hoje.

Ou seja, Cavaco Silva foi o "Vasco Gonçalves" do Estado dito normalizado e da pretensa democracia do final dos anos 80 e com tudo o que veio a seguir, tendo ele até sido bem mais refinado, brutal e inquisitorial, do que o dito e conhecido Primeiro-Ministro de Portugal, Vasco Gonçalves, dos Governos pós-revolucionários do 25 de Abril.

E os resultados da lógica de Cavaco Silva estão à vista: temos um Estado excessivo e brutal na vida da sociedade portuguesa, que não só esmaga toda a sociedade civil e destrói toda a economia, tendo-se até tornado inclusivamente um sistema asfixiante e inimigo das liberdades políticas e económicas dos cidadãos e que ameaça hoje até impor-se, como se sente por meio da brutal rapina fiscal, quer também por meio da perseguição política e da eliminação económica e social dos seus adversários, num Estado adversário e antagónico das liberdades políticas, económicas e sociais das pessoas, dos cidadãos, das empresas e das instituições públicas.
Não deixamos também de assinalar e é bem revelador da personalidade e da sua intrínseca personalidade, como é igualmente da sua vincada formação, política e partidária, e não esquecemos a sua não menos relevante ligação à PIDE (polícia política do Estado Novo) nos anos 60, as suas posteriores e estreitas ligações a Duarte Lima, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outras demais personagens sinistras envolvidas nos escândalo e da gigantesca burla nacional do BPN, e que tal como estes, todos eles enriqueceram despudorada e rapidamente.

Roubo este de Estado que veio depois a ser branqueado por meio de um gigantesco sorvedouro de dinheiros púbicos e os quais agora os portugueses pagam com sacrifício de sangue e morte.

Cavaco Silva para triunfar absolutamente contou com José Sócrates, o general de ocasião, mas decisivo na implementação do modelo de Estado Cavaquista, qual Hugo Chávez à portuguesa.

Certamente e pelo seu percurso, tragicamente temos de concluir que Cavaco Silva e o seu modelo vigente de Estado, que tanto incentivou e foi e é o seu principal autor, ele é um inimigo das liberdades políticas e cívicas individuais e colectivas, um inimigo afinal de contas do próprio povo português, e foi e é um percursor e defensor da ditadura presente e sob a qual já vivemos.

Contra este indivíduo e este inimigo da democracia e das liberdade aos portugueses só restam a possibilidade da luta e da alternativa de o termos de derrubar, bem assim como ao poder e ao modelo de Estado social-fascista e repressor que ele representa e do qual é o seu primeiro chefe.

Cavaco Silva é certamente um inimigo declarado e jurado dos portugueses e, pelo menos e certamente, no futuro a História o há-de julgar e condenar por isso mesmo, isto se os portugueses não tiveram antes e no presente a coragem e pelo interesse da sua salvação de o fazerem ainda na sua vida, mesmo que seja e fosse para tanto pegando em armas e combatendo este modelo de Estado Cavaquista, sob o qual miseravelmente morremos todos lenta, mas seguramente, com fome e doença.



publicado por Sérgio Passos às 17:04
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