Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 16 de Julho de 2012
Em Portugal, um cão ou um energúmeno valem mais do que quantas pessoas?

Na minha rua e em plena via pública foi construído um canil, de alvenaria, e aí dentro colocado um cão de raça perigosa (dogue argentino).

Para além do abuso e das várias ilegalidades (quer da construção, do atentado ao ambiente e da ocupação da via pública) e, pior, da poluição causada pelo dito canil, o indivíduo abusador quis com isso também marcar a sua posição de arrogância perante a vizinhança e as autoridades públicas.

Denunciada por mim a situação à Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova e após várias solicitações e estando já passadas já algumas semanas para a sua resolução, portanto para a retirada da construção ilegal e mormente a eliminação da grave fonte de poluição, a ocupação da via pública continuou na mesma.

Resolvi então interpelar diretamente o respetivo Vereador do Urbanismo e do Ambiente e confrontá-lo pela passividade da Câmara perante a situação escandalosa e o continuado e escabroso abusos.

Perante o encolher de ombros do jovem político, socialista e republicano, oriundo de um concelho e de famílias políticas conhecidos pelas suas fortes ligações republicanas do início do século e da fundação da república portuguesa, a ele, com as mãos cheias de telemóveis e de palavras trocadas a uns e outros funcionários camarários, seus dependentes, e sem que se obtivesse a solução do problema, resolvi perguntar-lhe se sabia qual era o significado da República.

Ficou surpreso e atónito a olhar para mim e sem resposta.

Tive eu que elucidar a minha questão: a República tem como significados essenciais principais a igualdade, a legalidade, o desenvolvimento, a autoridade, a democracia e a liberdade.

E para tanto, a democracia, a trave mestra da república, necessita de líderes fortes e corajosos e sem este tipo de líderes não existe jamais a democracia.

Sem mais, vim-me embora, mais ciente e cada vez mais convencido de que em Portugal a democracia jamais se poderá fazer, nem sequer se fazer respeitar, sem que os políticos e os decisores públicos não entendam e não sejam capazes de afirmar a autoridade e o poder do Estado, enquanto meios para o desenvolvimento em geral, até mesmo e se necessário por meio da imposição da força, contra a selvajaria ou a anarquia de alguns, portanto, fazendo impor o respeito e a igualdade comunitários e em paz entre as pessoas e os cidadãos.

Já não falo aqui dos conselhos de muitas e variadas pessoas, nas quais se incluem amigos meus, profissionais ilustres e novos ricos, incluindo alguns do foro, para que me calasse e consentisse no abuso daquele vizinho e energúmeno abusador, dizendo-me que era melhor fechar as janelas de casa e que aturasse os maus cheiros e o desaforo, antes que levasse um tiro (!).

Enfim… não me calei, nem me calo, é esta a minha natureza desde muito pequeno (...) perante a prepotência, a arrogância e a selvajaria de ninguém.

A injustiça jamais conviverá comigo!

Mas é um facto, é o que eu penso, Portugal e o seu desenvolvimento geral só poderá alcançado por meio da rigorosa disciplina e da ordem públicas; mas e enquanto este povinho não entender que deve primeiro, antes de tudo e de todos dar os seus bons exemplos e exigindo os mesmos rigores de exemplo de conduta aos outros, jamais conseguiremos o desenvolvimento gerais das nossas condições socioeconómicas.

Mas os políticos e os governantes têm um esforço sem igual a dar, e não é com fraquezas e encolher de ombros que levamos o país aos eixos.

Já agora: o problema da higiene e da salubridade da minha rua melhorou substancialmente após a ida do Delegado de Saúde e da GNR Ambiente ao local, claro está ainda que a muito custo e sempre com o canalha do vizinho em causa a mostrar constante e publicamente as suas estupidez e ignorância, estando-se ainda a aguardar que a Câmara de Condeixa ordene e ou leve a efeito a demolição daquela construção ilegal em plena via pública.
Afinal, perguntamos nós todos os dias, para o que serve mesmo o inútil Estado Português, para além do enorme desperdício de dinheiro?

...

São estes o Portugal, os seus Estado e Povo que, muitas vezes, temos, no seu pior…



publicado por Sérgio Passos às 13:03
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