Ideias e poesias, por mim próprio.
Quarta-feira, 11 de Julho de 2012
Ela, do sabor do leite com espuma.

Faz amanhã 8 dias que encontrei uma mulher, pela aparência, fascinante.

Avistei-a ia eu de carro e ela ia passando na rua, dei a volta ao quarteirão para a voltar a ver e, por sorte, ela adiante entrou numa pastelaria.

Resolvi estacionar num lugar próximo que, também, muito por sorte, encontrei próximo e logo a seguir.

Entrei na pastelaria e, lentamente e de soslaio, tomei um café mesmo na mesa pela frente da mesa onde ela almoçava.

Vi-a melhor, mirei e reparei bem no espécime, no quadril, no peito, no cabelo, no rosto e no semblante, nos seus olhos através dos seus óculos, e confirmei: era uma mulher belíssima.

Paguei o café, saí e ia decidido a nada mais fazer.

Não...!

Não podia ir embora sem dizer ou fazer nada: voltei à mesa daquela mulher.

Dirigi-me a ela e disse-lhe que gostava de saber o seu nome e pedi-lhe para me apresentar.

Chamava-se Andreia e só disse mais de si que trabalhava próximo, absolutamente mais nada.

Fez-me várias perguntas e não a consegui demover nunca que fazia, o que fiz, porque a considerasse tão especial; disse-me também que não acreditava nem em Deus, nem no destino, nem tão-pouco ou sequer acreditou que me pudesse deslumbrar por ela.

Enfim… muito esforço e o melhor empenho meu, mas… nada... e nada soube dela para além do local próximo de trabalho e do seu nome.

Acho até que me mentiu sobre o facto de trabalhar na mesma cidade.

O nome talvez fosse aquele, não sei... 

Vim embora, sem conseguir obter o número de telemóvel dela e sem saber onde trabalhava ou trazendo comigo qualquer meio para a poder contactar novamente.

Estava mais para além de frustrado; tinha feito mesmo tudo (…), pelo melhor, para conseguir conhecer melhor aquela teimosa e cética mulher e, mesmo assim, esbarrei numa pessoa com uma enorme desconfiança e sem qualquer chama esperança.

Vim eu dali também já sem pinga de fé na Humanidade.

Nunca tinha feito uma coisa daquelas, jamais, e disse-o inclusivamente a ela, e mesmo assim recebi uma negativa de uma mulher, sem sorrisos, sem criatividade e, pareceu-me a mim, sinceramente, sem alma.

Hoje, passados estes dias, veio-me um pensamento à cabeça, relembrando novamente o meu episódio “não-pessoano”: neste país e com esta gente não lhes basta parecer coisa alguma, ou até mesmo que se mostrem com os melhores dos embrulhos ou das aparências, o que hoje parece fazer lei na conduta da maioria das pessoas é, na verdade, a demonstração da sua ignorância.

O poeta ter-se-á equivocado e, afinal, as cartas de amor são mesmo tolas?

Contudo, fiquei convicto de uma coisa: gostei de ter feito o que fiz, superei a minha timidez e fui um cavalheiro romântico.

É e foi este bem o caso para se dizer que: "tudo vale a pena quando a (nossa) alma não é pequena"... ou que "há mais marés do que marinheiras"...

Bah… a fulana, afinal, até se me mostrou vulgar…



publicado por Sérgio Passos às 18:18
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