Ideias e poesias, por mim próprio.
Segunda-feira, 25 de Junho de 2012
Portugal tem de morrer para nascer!

Os políticos e detentores de poder no nosso país não são nenhuma espécie diferente do comum dos portugueses, eles são apenas o produto mais refinado e selecionado de entre nós.

A já longa e aceite desonestidade endémica na formação e na realidade portuguesas é resultado apenas e só de um longo processo cultural, educacional e legal nos quais se aceitam e, inclusivamente, premiam a desonestidade, a violência, a fraude e a mentira.

Como meros e paradigmáticos desta funesta e ínvia realidade portuguesa dou estes exemplos para que reflitam: o instituto legal de aquisição por excelência propriedade é o Usucapião, por muitos, conhecido por ser designado o "meio de aquisição do ladrão"; o mero e curto prazo legal e de caducidade de 2 anos para o menor poder investigar e fazer reconhecer a sua paternidade; o dito popular de quem "parte e reparte e não fica com a maior parte, ou é burro e não tem arte"; o infeliz e estúpido reconhecimento do mérito da "justiça de Fafe", ou seja que é pelo o uso da violência por mãos próprias que melhor, pretensa mas falsamente, melhor se faz Justiça.

Ora, enquanto estas funestas realidades, malquistas instituições legais ou aziagos valores morais e éticos assim forem aceites pelo nosso povo nunca poderemos que, de más consciências e péssimos valores, se possa esperar e jamais se alcançará que da sociedade portuguesa possam emergir positivas,  exigentes, evolutivas e honestas práticas sociais e humanas.

Um povo que assim se faz reger por maus princípios e desonestos valores, como estes e muitos outros mais, jamais se poderá alcançar o progresso e o desenvolvimento gerais, antes e pelo contrário, e só se poderá continuar a viver virado para o subdesenvolvimento social, económico e humano e para o atraso civilizacional de Portugal e dos portugueses

E os nossos políticos, a assim continuarmos neste lodaçal civilizacional e em que o mau e o pior é que são aceites, educados, incentivados e premiados, apenas continuarão a ser os piores e os mais desonestos de entre todos nós.
Temos de mudar profunda e radicalmente e os portugueses têm de fazer a sua revolução global cultural, política, educacional, social e humana.

Só de tal modo mudando poderemos avançar e progredir.



publicado por Sérgio Passos às 23:54
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1 comentário:
De Orlas a 8 de Novembro de 2014 às 11:20
É evidente que há boas e más pessoas em todo o lado, mas ao abordar a questão da sociedade e o que aprendemos de forma formal e informal desde crianças, falamos de um fenómeno cultural que influencia, e de que maneira, comportamentos, actos e valores a todos os níveis.

Eu quando falo e expresso o meu decontentamento com todo este cenário, não é mais que não conseguir compreender como é que generações que supostamente deveriam estar bem informadas e documentadas, não só pela história como pelo fácil acesso a tudo que é informação, se deixam enterrar neste lodo.

É um fenómeno social, psicológico, formatação contínua...

Em conversa com outros colegas dos mais diversos países, chegámos a uma conclusão, que não sendo vinculativa e muito menos generalista, não deixa de ser muito interessante por se constatar frequentemente.

Os Portugueses (e desculpem-me a generalização destas coisas, mas são somente constatações alargadas) sorriem muito. Os Portugueses são em regra simpáticos, procuram agradar, têm uma qui ça necessidade de se sentirem valorizados, mas acima de tudo que gostem deles... seja pelo que for.

O que se passa muitas vezes em termos de relações sociais é que a maioria destes sorrisos são forçados, não são uma dádiva, procuram retorno, esperam contrapartidas.

Estes sorrisos, esta simpatia, beijos, abraços, contacto fácil, maiores amigos do mundo após se beber um copo, são coisas tão latinas e tão superficiais, que na realidade enganam outros povos e geram descontentamento, frustração e grandes desilusões.

Se estas características são normais e desvalorizadas na cultura latina e em especial na portuguesa, para outros povos não passam despercebidas.

Os povos do centro da Europa, os eslavos, os nórdicos e outros não são tão expressivos. São o que se costuma dizer mais reservados enquanto actores sociais, num ambiente que não consideram o seu "núcelo".

É difícil fazer amigos, mas quando se fazem depois são mesmo Amigos. Há povos em que não se dão beijinhos, nem abraços frequentemente, em que se mantém distância para terceiros, mesmo quando se procura agradar e conhecer. Para estes quando se dão abraços, se leva para casa para jantar, se afirmam juras de amizade eterna... isto é verdade, isto é um contrato social...

Em Portugal faz-se tudo, promete-se tudo, jura-se tudo... Como não há uma cultura de responsabilização e de cumprimento, o tal accountability... depois não custa afastarem-se se houver problemas.

Isto é péssimo perante outras culturas e demonstra o muito que está mal por detrás de gerações a fio de péssimo comportamento social.

Portugal não é o que é hoje por simples acaso, nem tão só porque há forças mais poderosas a lixarem a vida aos portugueses. Portugal é o que é, porque os portugueses assim o fizeram e continuam a fazer, socialmente, economicamente, politicamente, militarmente...

Mais que nunca a falta de objectivos claros, a falta de responsabilização pessoal, a falta de resposta pelos resultados, a falta de transparência, e a falta de dedicação, afundam-nos no pantanal.

Nada é por acaso, e se queremos mudar alguma coisa, é preciso ir às origens, e perceber onde estamos a falhar. Não é difícil... é só tabalhoso e não há subsídio para tal..


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