Ideias e poesias, por mim próprio.
Sábado, 26 de Maio de 2012
A enraízada cultura portuguesa da mentira e dos mentirosos.

Portugal nos últimos 38 anos é bem uma história dos mentirosos e das mentiras da III República ou, se quisermos, o mentiroso regime democrático do pós-25 de Abril de 1974 ou, ainda mais em geral, a cultura portuguesa da mentira e dos mentirosos.

Nos últimos dias ficamos todos a conhecer que mais um Ministro, de nome Miguel Relvas, mentiu a uma comissão parlamentar, ou ao parlamento, enfim, afinal mais não fez do que mentir aos deputados e aos portugueses em geral.
Embora eu aqui vos diga de verdade que defendo que aquilo não me representa nem aos portugueses que tenham dignidade de si mesmos.

Mas o triste e vergonhoso episódio do Ministro Relvas não deve, nem devia jamais espantar ou causar qualquer espanto aos portugueses, e nem sequer interessa que a Lei preveja penas e sanções de prisão para quem minta ao Parlamento, porque isso é pura letra morta deste mentiroso regime político vigente.

A mentira, em geral, enquanto conceito e prática humana e social, é um património e um dado cultural e civilizacional assente e aceite do atual presente dos portugueses, portanto, como poderá ela, que não pode, estar a causar escândalo aos portugueses?

É conhecido o longo rol e a extensa lista de mentirosos e mentiras da III República Portuguesa, e eu quero mesmo acreditar, convencido e provado que estou, que a III República vive e alimenta-se de mentiras e mentirosos.

Logo em 1975, foi com a mentiras de Spínola e das do Partido Comunista e dos seus aliados vermelhos no Exército, entre os quais Otelo Saraiva Carvalho, falando eles então que respeitavam o regime democrático e partidário saído da Revolução que, ao invés e na penumbra, preparavam antes e entre si ataques e golpes militares, que a seguir, não fosse o “25 de Novembro”, quase iam mergulhando o país numa fratricida guerra civil.

Foi também com base em mentiras aos portugueses residentes nas colónias, ou províncias ultramarinas, que Mário Soares e demais traidores e irresponsáveis, prometendo a salvaguarda daqueles portugueses e dos seus bens, e o regime pós-abrilista os entregou, bem como às suas famílias, aos seus bens, bem como aos naturais desses territórios, ao abandono, ao roubo e ao assassinato generalizado dos terroristas armados, que a seguir vieram para destruir e matar, por ação de genocídio nesses territórios, contra os seus povos e as suas riquezas.

Foi com mentiras que Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves e demais comunistas e esquerdistas, prometendo falsamente proteger os interesses de Portugal e dos trabalhadores portugueses, pelas costas destes, os iam lenta mas seguramente entregando, bem como às possessões, colónias, riquezas, gentes e economia, aos soviéticos e chegando até a preparar e a cozinhar uma ditadura pró-soviética em Portugal.

Foi falsamente prometendo o socialismo aos portugueses que Mário Soares se fez eleger, para logo a seguir o tratar de fechar e tais vãs promessas mentirosas na gaveta, para nunca mais delas, felizmente, ouvirmos falar, somente sabendo nós que ele e a sua família a partir daí enriqueceram multimilionariamente e a olhos vistos.

Foi prometendo desenvolvimento e integração europeia aos portugueses que Cavaco Silva, a troco de muitos milhares de milhões de contos (antigos escudos) que os portugueses, que maioritariamente nunca viram tal dinheiro nos seus bolsos e nem sequer viram alguma vez tais quantias astronómicas investidas em algo real, palpável e verdadeiro benefício para si, viram a governação do ex-1.º Ministro e agora Presidente da República desmantelar a capacidade e os meios de produção nacionais, as indústrias e as pescas, os recursos naturais e a capacidade produtiva portuguesa, bem assim entregando o território, a soberania e a independências pátrias aos interesses estrangeiros, tendo agora e no presente os portugueses, vejam-se a ignomínia e a vergonha nacionais, para até comerem os seus peixe, carne e demais alimentos, os terem de comprar, na realidade agora até os mendigarem, aos estrangeiros.

Foi com bases nas conhecidas mentiras com as SCUTS e outras demais Parcerias Público Privadas que António Guterres, mancomunado com interesses da corrupção e dos tráficos de influências políticas, começou a senda de serem falseadas as contas públicas, as manhosas práticas de desorçamentação pública, bem como a prática do falseamento do Orçamento Geral do Estado para e em ordem de os tratar de alienar gravosamente, bem como o património e o erário públicos, enfim o Estado em geral, os dar de mão beijada aos interesses do rédito e do roubo de empresas privadas, no que a seguir foi continuado por todos os outros governantes que se lhe sucederam e que acabaram por colocar os portugueses na conhecida atual situação de miséria e fome generalizadas.

Foi com base na mentira de uma eleição que um 1.º Ministro, Durão Barroso, logo a seguir largou o país e fugiu para o “el dorado” da Presidência da Comissão Europeia, isto logo depois de acabar de sair de umas eleições e de um Governo recém eleito para 4 anos.

Foi com base numa mentira de estabilidade política que o Presidente da República Jorge Sampaio aceitou a seguir um 1.º Ministro, Santana Lopes, e logo depois, em grave e ilegal atropelo à Constituição da República, dissolveu ilegal e inconstitucionalmente a Assembleia da República e uma sua maioria política parlamentar, para conseguir demitir um Governo e bem assim com o seu programa de Governo, com quem não simpatizava politicamente, e mormente porque queria impor aos portugueses um novo Governo socialista cheio dos seus amigos e correligionários.

Foi com base nas mentiras e fraudes das desnecessárias e caríssimas autoestradas, pontes e novas e outras desnecessárias e ruínosas PPP`s, levados a a efeito por meio de carissímos e lesivos contratos contra o Estado português e altamente prejudiciais para a própria sobrevivência dos portugueses, atentatórios contra as próprias independência e sobrevivência de Portugal, que um 1.º Ministro, de nome José Sócrates, mais tarde conhecido por ser detentor de uma ilegítima e injustificada fortuna, que Portugal foi colocado à beira da sua iminente falência e ruína.

Foi com base em mentiras e falsas promessas eleitorais, nomeadamente da baixa de impostos e o alívio fiscal geral, da manutenção dos direitos e regalias dos portugueses que, então um futuro 1.º Ministro, Passos Coelho, se fez eleger, para logo depois de eleito levar cabo e ao contrário do anteriormente prometido um dos maiores ataques, diminuições e reduções de direitos do conhecido e chamado Estado Social, com profundos cortes na saúde, reduções salariais dos trabalhadores em geral, bem como e ao invés do prometido um gravíssimo e asfixiante aumento generalizado de taxas e impostos.

Mas isto nem sequer deve causar já estranheza nem admiração: este contínuo processo de há já 38 anos a esta data, desta toda longa e pegada mentira, atualmente é já uma prática e uma generalizada cultura enraízada de mentira e mentirosos.

Os portugueses, no presente, vivem e convivem facilmente com a mentira e com os mentirosos, comungam e praticam delas e neles diariamente chafurdam, seja no seu dia a dia, no seu trabalho, nas relações sociais, nas relações familiares e ou matrimoniais, seja na relação ou nas infidelidades com os cônjuges ou com os demais dependentes, seja no desrespeito generalizado e reiterado nas suas relações e compromissos comerciais e civis, em que ninguém cumpre com qualquer das suas obrigações mínimas, seja no desrespeito e nas violações constantes com as instituições, com o património ou a propriedades privada ou pública alheias, seja no desrespeito para com a sociedade em geral, a mentira e os mentirosos fazem a moralidade e prática social, económica e política dominantes.

A mentira, a falsidade e a abominação, são muito mais do que uma instituição social e cultural  generalizadas e aceites, elas são não só praticadas generalizadamente pelos portugueses em tudo o que lhes diga respeito, como são um hábito, uma filosofia, uma mentalidade e até mesmo já uma própria religião, noutras mesmo uma prática religiosa, da esmagadora maioria dos portugueses.

A mentira, a falsidade, o perjúrio são até já ensinados e passados de muitos pais para filhos, entre amigos, vizinhos e concidadãos, de professores e educadores para os educandos e alunos, de padres e pastores para os seus fiéis, do Estado para os cidadãos e os contribuintes e vice-versa, são e encontram-se na lei, na moral e nos hábitos, seja na Justiça, na Política, nas relações laborais, na vida e na sociedade em geral.

Afinal de contas, os portugueses vivem e comungam na mentira, estimam-na e honram-na publicamente, sendo até inclusivamente muitos mentirosos e muitas mentiras agraciados e medalhadas pelos poderes públicos, com destaque nas cerimónias nacionais do 10 de Junho ou Dia de Portugal, portanto, consideravelmente os mentirosos são uma causa e uma realidade aceites e reconhecidos social e institucionalmente.

Ora, os portugueses quando vêm o Ministro Relvas a mentir-lhes mais não veem do que o fiel retrato de si próprios e do seu quotidiano.

Ora bem: qual é mesmo o espanto e porque se perdem tempo e energias a pedir responsabilidades a apenas a mais um mentiroso português de entre e no meio de tantos outros milhões?
O espanto mesmo e a incredulidade científica causariam ao mundo era um país, como é o caso de Portugal, crescer, desenvolver-se e criar riqueza no meio de tanta mentira e governado por tantos mentirosos!

 



publicado por Sérgio Passos às 17:19
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