Ideias e poesias, por mim próprio.
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
O "25 de Abril de 1974" criou a pornocracia.

O "25 de Abril de 1974" não criou a Democracia, em seu lugar criou antes um pacto de regime partidocrático.

A Constituição da República e a Lei Eleitoral à Assembleia da República consagraram incialmente um regime amarrado aos Partidos Políticos saídos das Eleições Constituintes de 1975.

O pacto de regime então conseguido pelas forças políticas emergentes instituiu um sistema partidocrático opaco, secreto e repetitivo.

O sistema partidocrático afastou os cidadãos da casa da democracia, tornando a Assembleia da República o assento dos grupos interesses e dos lóbis económicos, a maioria deles exercidos a partir das Construtoras Civis e dos Bancos, para os quais a seguir os políticos transitam e partir de onde puxam de volta os cordelinhos montados no Orçamento de Estado e na miríade das instituições públicas e nos seus labirintos sombrios e corruptos.

A partir daqui, sensivelmente pelos finais dos anos 80, ficou estabelecida a Pornocracia portuguesa.

A partir deste momento a democracia passou a ser determinado pelas cortesãs do regime, ou sejam as nomenclaturas e listas de personagens vindas dos partidos políticos.
Ora, a Democracia só poderá algum dia emergir e, simultaneamente, só poderá ser forte, com instituições democráticas fortes, transparentes e isentas, no local e nas condições onde funcione na perfeição um poder tripartido constituído pela sua repartição pelos Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judicial.
Nenhum deles deve ser isento da respectiva e necessária legitimidade eleitoral popular.
E nenhum poder deverá fugir ao escrutínio eleitoral popular e pessoal, portanto à eleição dos seus membros e titulares, e nenhum deles deverá ser negado à censura popular.

Até lá e até que se consiga implantar a Democracia, Portugal continuará, certamente, a definhar por conta do progressivo aumento do poder económico das forças ocultas que controlam em seu favor o Estado, com o aumento da corrupção e do apodrecimento do Estado e das suas Instituições, com a progressiva opressão das liberdades individuais e populares.

Só um levantamento popular e alargado de massas poderá por fim a esta situação.

Mas não está ainda formada uma alargada consciência cívica democrática e popular e, em consequencia e em seu resultado, não existem ainda a mola, a massa humana e popular que tenham a poder e a força em ordem a derrubar os poderes corrupto e mafioso instalados nos actuais controles do Estado.

Isso ainda vai demorar tempo, em condições normais muito tempo, no entanto se as condições económicas, laborais e sociais se agravarem repentina e gravemente nos próximos tempos, tais mudança poderão acontecer num instante e fazer-se de repente do nada.
Talvez não seja tão mau assim de quanto pior venha a situação a colocar-se: será a temperatura do vapor da panela a determinar a explosão da mesma.

Pois que seja rápida e violenta a sua explosão a bem da democracia e da sua efectiva implantação em Portugal a breve prazo.

 



publicado por Sérgio Passos às 20:32
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