Ideias e poesias, por mim próprio.
Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
O lixo financeiro e a merda em Portugal

Saímos do "lixo" (dizem...) mas continuamos na merda!
Por acaso acabaram em Portugal com a emigração dos jovens para o estrangeiro, o elevado desemprego, a fome das crianças, as elevadas taxas de desemprego, o crónico elevado desemprego dos jovens, os atrasos na justiça, ou aumentaram o Salário Mínimo para valores decentes, o crescimento anémico da economia, o crescimento contínuo da dívida pública portuguesa, a corrupção crítica e crónica do Estado, o despesismo sumptuário e inútil do Estado, as filas de espera nos centos de saúde e para as cirurgias nos hospitais, e já deram um médico de família a 1 milhão de portugueses que ainda não tem cuidados médicos contínuos, uma pensão decente a todos os idosos, decentes saídas profissionais para todos os jovens, etc. etc.
Não me lixem, são já 43 anos consecutivos de uma enorme seita de pantomineiros e aldrabões de governantes a destruir Portugal!

As agência financeiras de rating deviam começar a classificar o lixo de governantes portugueses que temos.



publicado por Sérgio Passos às 09:53
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
34 medidas para reformar a democracia portuguesa, derrubar o Estado oligárquico e cleptocrático, instituir o Poder da Cidadania, e colocar Portugal novamente na senda do desenvolvimento social e humano e do crescimento económico.

Todos os políticos e governantes em Portugal, ou falam em cortes de despesas, ou em não pagar a dívida externa, mas nenhum deles, quando estão no Governo da República, sejam eles da (falsa) direita PSD-CDS, da esquerda PS, ou esquerda não-democrática, vulgo PCP-Verdes-BE, nada fazem, e nada decidem fazer para cessar com os roubos e abusos que o próprio Estado pratica sobre os cidadãos e contribuintes e que, continuamente, são a causa do empobrecimento dos portugueses, da decadência nacional e da economia nacional, do progressivo e contínuo défice das contas públicas e do galopante aumento da ruinosa dívida pública.

Nenhum Partido Político representado na Assembleia da República até aos dias de hoje falou em atacar os reais e profundos problemas que vão conduzindo Portugal à estagnação, à ruína e, em último sinal, à falência nacional.

Eu proponho aqui 34 medidas essenciais e decisivas para reformar o Estado Português e, por essência, salvar Portugal de um desastroso e asfixiante "segundo resgate" da troika e, por sua causa, a consequente claustrofobia social e económica que, a médio e longo prazo transformará Portugal no país mais atrasado do Hemisfério Norte do planeta e, no final, à perda da sua identidade e da sua independência:

  1. Reforma da Constituição Política Portuguesa e do Regime Político: A) introdução do Regime Político Presidencialista, com a existência de duas Câmaras de Representantes, uma Baixa (Assembleia de Representantes, com 100 deputados) e outra Alta (Senado, com 50 senadores). B) mudança do Sistema Eleitoral: a eleição dos deputados e dos senadores, tal como os demais deputados Parlamentos Regionais, a fazer-se no respetivo âmbito territorial, por meio de círculos uninominais e segundo o método de eleição individual pessoal e maioritário. C) introdução de mecanismos de Democracia Direta e Participativa Popular: obrigatoriedade de discussão e aprovação direta, participativa e popular, pelos munícipes de, pelo menos, 25% do orçamento dos Municípios. D) introdução na Constituição Democrática de Portugal das iniciativas legislativas populares, individuais e coletivas. E) reforço das iniciativas políticas populares, com carácter vinculativo, dos referendos e consultas populares, permitindo-se a discussão e votação popular de todas as matérias legais e constitucionais. F) eliminação de toda e qualquer menção dos Partidos Políticos na Constituição, assento e representação exclusivas do poder representativo dos cidadãos; possibilidade de destituição dos deputados por meio de referendos populares nos respetivos círculos de eleitorais, entre outras medidas. G) possibilidade de destituição do Presidente da República por meio de referendo, ou destituição (impeachment) do Presidente por maioria qualificada das duas Câmaras de Deputados. H) redução do número de deputados regionais a 25 cada.
  2. Regionalização e reforma administrativa de Portugal: A) criação de 7 Regiões Administrativas de Portugal (Algarve, Baixo Alentejo, Alto Alentejo, Estremadura, Cento, Norte Litoral e Trás dos Montes), sem qualquer aumento de despesa pública, com vários poderes próprios, nomeadamente fiscais, culturais e escolares e outros, autonomia política, eleição indireta de órgãos políticos representativos próprios, com a gestão dos Hospitais Públicos, Escolas e demais Organismos públicos locais. B) extinção das C.C.D.R..  C) criação das associações de municípios, reforço do Municipalismo e dos seus poderes democráticos. C) descentralização das competências do Estado para as Associações de Municípios e as novas Regiões Administrativas.
  3. Princípio do Estado Português Responsável: A) o Estado Português só deve viver, modesta e responsavelmente com o que os contribuintes decidirem pagar. B) introdução da proibição total e absoluta de contração de toda e qualquer nova dívida pública em sede de Constituição Democrática de Portugal. O Estado deve passar a viver com apenas metade do que gasta atualmente, libertando os contribuintes de um alívio de 25 a 30% da carga fiscal, servindo este montante para devolver o poder de compra aos portugueses, dinamizar a atividade económica privada e incrementar o necessário alto crescimento económico nacional. C) proibição Constitucional do défice nas contas públicas nacionais. D) proibição Constitucional de todas e quaisquer participações público-privadas e eliminação das confusões entre o Estado e os privados.
  4. Princípio da Responsabilidade Salarial Pública: A) imposição de limites dos salários máximo e mínimos no Estado e no funcionalismo público - máximo de 5.000 euros para o Presidente da República e de 1.500 € de salário mínimo. B) Obrigatoriedade da realização de concursos públicos para toda e qualquer contratação de pessoas, bens e serviços pelo Estado.
  5. Redução drástica das mordomias Estatais: A) eliminação de 70 a 80% do número e encargos com gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos, dos respetivos, carros, motoristas, etc. B) Extinção dos privilégios dos três ex-Presidentes da República, redução a metade da despesa de mais de 15 milhões de euros da Presidência da República, após o termo dos seus mandatos ficam sujeitos ao regime geral da segurança social, bem assim como o das suas respetivas pensões. A) extinção dos Representantes da República para a Madeira e para os Açores que custam juntos ao Orçamento mais de 1,5 milhão de euros anuais. C) auditoria forense às despesas da Presidência do Conselho de Ministros e demais Ministérios; redução de 75% das despesas burocráticas e de funcionamento dos Ministérios. D) eliminação das frotas de automóveis de todos os Ministérios, passando estes a fazerem uso único e exclusivo dos transportes públicos. E) introdução do orçamento zero no Estado.
  6. Redução do número de representantes políticos e das suas despesas: A) redução do número de deputados da (nova) Assembleia da República para 100, possuindo a Câmara do Senado 50 Senadores; B) profissionalização dos representantes políticos, como nos países a sério; redução a 1/3 (não mais do que 25 por Região Autónoma) dos deputados das Assembleias Regionais; fim das mordomias na Assembleia da República, como sejam os almoços opíparos, com digestivos e outras libações; termo dos subsídios de deslocações, de residência, ajudas de custo e cartões de crédito, tudo à custa do "pagode", dos representantes e eleitos políticos, e redução drástica dos mais de 100 milhões de euros de despesa anual da Assembleia da República; acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respetivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes.
  7. Ataque ao despesismo Governamental: Colocar o 1º Ministro a pagar a despesa do seu alojamento particular no Palácio de São Bento (tal como fazia António Oliveira Salazar), reduzir a metade do peso burocrático da Presidência do Conselho de Ministros, despedir 2/3 das Secretárias, boys e girls que nada fazem na Presidência do Conselho de Ministros, a não ser receberem salários principescos. Reduzir a metade o aparelho político e burocrático de todos os Ministérios do Governo e Secretarias de Estado, especialmente reduzindo o número de funcionários instalados em Lisboa e transferindo os excedentários para o interior do país. Fazer uma auditoria das despesas dos Ministérios. A poupança com esta medida levaria a uma poupança de 300 a 400 milhões de euros anuais aos portugueses.
  8. Acabar com as inúteis centenas de Institutos, Fundações e Observatórios Públicos, que não servem para nada, têm funcionários e administradores principescamente pagos e que se servem destes lugares e funções como seus 2º e 3º empregos, poupando-se anualmente com esta medida 30 a 40 milhões de euros.
  9. Acabar com todas as Empresas Municipais, onde proliferam administradores a auferir milhares de euros por mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções e lugares nos Municípios, para aumentarem o bolo salarial respetivo, poupando-se anualmente com esta medida mais de 200 milhões de euros anuais.
  10. Redução drástica do número de Municípios portugueses: redução do número de Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia, reduzindo-os a 1/4, numa reconversão mais feroz do que a Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821. Portanto, redução das Câmaras a 75, no máximo 100, redução do número de vereadores pagos, extinção dos demais lugares políticos remunerados. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia, acabar com 2/3 dos lugares de vereadores a tempo inteiro e a meio tempo (todos estes são mais de 1.500 em Portugal, que custam por ano mais de cem milhões de euros aos contribuintes).
  11. Acabar com as subvenções públicas - extinguir todos e quaisquer apoios, subsídios e isenções, nomeadamente as fiscais - aos partidos políticos (tudo somado, ultrapassa os 100 milhões de euros por ano). Os Partidos Políticos devem passar a viver apenas da quotização dos seus associados e da respetiva imaginação, que exigem aos demais portugueses, para conseguirem verbas para as suas atividades. Obrigar os Partidos Políticos a pagarem todos os impostos como os demais portugueses, acabando com as respetivas isenções de IMI, IMT, Imposto de Selo, IVA, IUC, IRC, etc.
  12. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, assessores, etc., das Câmaras, Juntas de Freguesia, e demais organismos do Estado, que servem maioritariamente para deslocações e digressões particulares pelo País. Impor como regra a utilização dos transportes públicos para todos os agentes e funcionários públicos. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia e o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, amantes e, até mesmo, os filhos das amantes. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e demais entes públicos, que custam mais de 200 milhões de euros anuais aos contribuintes portugueses. Proibição total e absoluta da utilização das viaturas oficiais fazerem o serviço particular, tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado, ou às compras, etc.
  13. Extinção total das ineficientes, inúteis e muito suspeitas altas autoridades da Concorrência, da Comunicação Social, Comissão Proteção de Dados, ANACOM, e todas as outras, bem assim dos muitos inúteis Conselhos de Fiscalização e Acompanhamento de tudo e mais alguma coisa, que custam aos contribuintes mais de 30 de milhões de euros anuais.
  14. Acabar com as administrações numerosíssimas de Hospitais públicos que servem apenas para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo, todos estes boys e girls são pertencentes às oligarquias locais do respetivo partido no poder municipal. Fiscalização anual, por empresas de auditoria privadas, das gestões de todas as empresas públicas. Introdução dos mecanismos do mérito e da produtividade na Função Pública, como meio de progressividade na carreira e para o aumento salarial. Introdução obrigatória da regra dos Concursos Públicos.
  15. Acabar com a contratação de todos e quaisquer serviços externos fora do Estado: por exemplo, com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar. Legislar e regular o lobbing.
  16. Acabar com as pensões de luxo dos ex-políticos, ex-deputados, ex-ministros, ex-PR's, ex-Governadores de Macau, ex-juízes do Tribunal Constitucional, poupando-se anualmente mais de 80 milhões de euros. Extinção da Caixa Geral de Aposentações, passando a haver um único e universal sistema nacional de pensões, gerido por uma única entidade sustentada pelos descontos dos respetivos trabalhadores. Atenção excecional a pessoas carentes, desempregados, idosos e rurais que nunca descontaram. Acabar com as várias pensões de reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado. Impor um teto de 1.500 euros mês a todas as pensões de reforma pagas pelo Estado Português.
  17. Executar nos tribunais, penhorando e arrestando os respetivos bens se necessário for, das dívidas de milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN, BPN, Banif e BES. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros, Espírito Santo, "Vara, Sócrates, Soares e quejandos, onde quer que estejam, e por aí fora.
  18. Desagravamento fiscal geral: sob o património, um único IMI, e IMT, ambos a extinguir progressivamente. IRS no máximo de 20%. IRC no máximo de 10%. IVA máximo de 20%. IVA de 5% para todos os produtos alimentares. IVA de 30% para produtos de luxo, importação, ou de "vício e "pecado". Isenção de IRS para rendimentos e salários abaixo de 1.000 euros mensais. Os salários "pornográficos" de (por exemplo) de valores acima de 200.000 euros mensais, passarem a ser taxados progressivamente, por escalões e taxas progressivas, de 50% a 95%. Introdução de incentivos fiscais aos investimentos e localizações de famílias e empresas no Interior de Portugal. 
  19. Reformulação dos Ministérios: Extinção do Ministério da Agricultura, as suas competências sendo distribuídas pelos Representantes das novas Regiões Administrativas. Os fundos comunitários destinados à agricultura, à floresta, ao combate dos incêndios e outros, passariam a ser geridos conjunta e articuladamente pelos Municípios e pelas novas Regiões Administrativas. Criação de um Ministério das Pescas. Extinção do Ministério da Cultura, passando as matérias e questões culturais para a competências exclusivas dos Municípios e das Regiões Administrativas.
  20. Redução da RTP a um mero canal, sem publicidade, sendo privatizar a restante RPT e a Lusa. Acabar com os salários milionários da RTP, com os lugares de amigos e de partidos na RTP, e por fim aos quase 400 milhões que a mesma recebe todos os anos, quase 200 milhões do Orçamento de Estado e outros 200 milhões da taxa do audiovisual, poupando aos contribuintes mais de 200 milhões de euros.
  21. Privatização a 100% de todas as empresas públicas deficitárias de transportes: TAP, Metros de Lisboa e Porto, Carris, CP. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, da REFER, da CP, das empresas Metro do Porto e Lisboa, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares de euros e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD), assim se poupando anualmente aos contribuintes mais de 100 milhões de euros. 
  22. Anular todas as SWAPS e pedir de volta os mais de 2 mil e quinhentos milhões pagos aos Bancos e processar civil e criminalmente os administradores de empresas públicas que os aprovaram à custa do dinheiro dos contribuintes.
  23. Anular/Nacionalizar as PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que muito bem "entendem". Com esta medida poupa-se mais de 1.500 milhões de euros por ano aos contribuintes.
  24. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida à custa do País e dos contribuintes, com abuso de funções públicas e políticas no Estado, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem qualquer controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam. Criação de legislação sancionatória da corrupção, com efeitos presentes, futuros e retroativos. Auditar a Dívida Pública nacional e responsabilizar todos os responsáveis políticos e administrativos por má conduta dolosa e por negligência grosseira na gestão do dinheiro dos contribuintes e demais património público.
  25. Impedir perpetuamente todo os que foram Ministros ou Secretários de Estado de poderem ser gestores de empresas que tenham beneficiado direta, ou indiretamente, de fundos públicos, adjudicações, contratos, etc., decididas pelos ditos; investigar todos os contratos feitos com os ex-Ministros e outros decisores públicos, que a seguir foram dirigentes e gestores nas empresas que beneficiaram destes contratos ou benefícios.
  26. Fazer um levantamento geral e minucioso patrimonial e financeiro de todos os que ocuparam cargos políticos, Central e Local (incluindo autarcas, Presidentes de Câmara, Vereadores e outros), de forma a saber-se qual o seu património e recursos financeiros antes e depois do respetivo exercício político; criação de um regime legal de sanções criminais e civis, nomeadamente, expropriação de toda a riqueza ilicitamente adquirida por esses governantes, políticos e gestores.
  27. Colocar os Bancos a pagar impostos em igualdade de condições com as demais empresas. A Caixa Geral de Depósitos só se limitaria à atividade bancária de depósitos de poupança e pagamentos, nomeadamente do Estado, não fazendo mais o crédito hipotecário ou a atividade bancária especulativa. As nomeações para a CGD feitas por concurso público.
  28. Criação do "cheque ensino" e entregando as Escolas Públicas à gestão e ao poder disciplinar dos seus próprios professores, com a respetiva fiscalização dos pais e das Assembleias Municipais locais. O Estado deve ser afastado do Ensino, destinando-se somente a financia-lo e a fiscaliza-lo.
  29. Criação do Sistema Nacional de Saúde, substituindo o Serviço Nacional de Saúde, com a participação mista e concorrencial dos setores público e privado, integrando-se no "Cartão de Único de Saúde", pago proporcionalmente de acordo com os rendimentos de cada contribuinte singular, subscrição alternativa de um seguro privado de saúde, com o acesso universal e livre aos estabelecimentos cuidadores de saúde privados e públicos. Extinção da ADSE.
  30. Criação do Sistema Nacional de Justiça, onde serão integrado os Tribunais, os Magistrados, os advogados e demais agentes e colaboradores de Justiça, de modo a oferecerem um sistema integrado e diversificado de soluções urgentes e objetivos de soluções rápidas e eficazes de justiça, consoante as necessidades dos utentes singulares e empresas. Redução do número de Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal e Juízes Desembargadores dos Tribunais da Relação a um terço, poupando-se anualmente mais de 10 milhões de euros. Baixar drasticamente as taxas de justiça, responsabilizar o mau uso dos meios judiciais, responsabilizar a parte que perde pela totalidade das custas do processo. Extinguir a Provedoria da Justiça e o Tribunal Constitucional, passando todos as instâncias dos Tribunais a conhecer e decidir das matérias e questões de Constitucionalidade Concreta das Leis e funcionando o Supremo Tribunal como última entidade de recurso. Introdução de prazos limites curtos, iguais aos dos advogados, para os Senhores Magistrados emitirem obrigatoriamente as respetivas decisões e ou respostas às solicitações dos cidadãos.
  31. As atividades económicas que tendem ao monopólio, como por exemplo a exploração e comercialização das águas e da eletricidade, devem ser exploradas por empresas de maioria de capitais nacionais e, se necessário fosse, com participação do Estado. Todas as empresas e demais entidades que operarem no território nacional têm de pagar impostos localmente. Responsabilidade social, laboral e familiar das empresas que laborem em território nacional. Princípio da participação, da responsabilidade e do mérito dos trabalhadores na gestão, na produtividade e na distribuição parcial dos lucros, das empresas.
  32. A reforma da floresta nacional, aposta no associativismo dos proprietários ao nível concelhio, com o emparcelamento da propriedade sob uma gestão social empresarial e comunitária, implementando-se empresas sociais e comunitárias da floresta e entregando-lhes diretamente os dinheiros provindos dos fundos comunitários e do orçamento de estado e, para a execução e sucesso destes objetivos, colocando-se os excelentes técnicos, sapadores e guardas florestais portugueses a acompanhar esta revolução florestal.
  33. Recuperação da soberania alimentar, devendo Portugal tornar-se excedentário nos setores da agricultura, pescas, vinha, olival, e na fruti-cultura, e outros.
  34. Qualquer política que queira fazer de Portugal um caso de sucesso tem de assentar no crucial factor da POPULAÇÃO.
    E todas as outras questões políticas, técnicas, económicas, sociais, etc., deviam procurar por aumentar consistentemente a POPULAÇÃO PORTUGUESA.
    E até que os governantes não percebem esta questão fulcral, embora simples e mas decisiva, e colocando todos os maiores esforços e empenhos na rápida resolução do grave e crónico problema do decréscimo e envelhecimento da população portuguesa, todas as outras opções e decisões políticas tomadas em Portugal, qualquer que seja a sua grandeza, especialidade, ou relevância, mais não deixarão de estar condenadas ao insucesso, mais não passarão de meros atavios.
    E qualquer diz não teremos sequer povo para defendermos ou a nossa própria soberania, e nem sequer os nossos território e segurança!
  35. Reintrodução do serviço militar obrigatório para todos os cidadãos maiores de 18 anos, com a obrigação de 2 em 2 anos fazer um período de, pelo menos 1 mês, de readaptação e recuperação militar;  com a prestação de serviço cívico para os objetores de consciência.Manutenção de Portugal na Nato.

É fácil reformar o Estado Português, de modo a coloca-lo ao serviço desenvolvimento de Portugal e da melhoria das condições e felicidade dos portugueses, basta querer, como eu demonstro acima.

Houvesse uma séria e responsável vontade política e seria muito fácil resolver o problema dos portugueses!

O problema são os atuais Partidos Políticos representados na Assembleia da República e as suas elites cleptocráticas criminosas, que não estão de todo interessados em resolver os reais e sérios problemas que afligem os portugueses e que, continuamente nos últimos 42 anos, têm contribuído somente para destruir Portugal.

É possível recuperar e fazer avançar Portugal, basta os portugueses quererem!

 

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publicado por Sérgio Passos às 22:56
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017
Eleições para caciques

 

Os incêndios florestais tomaram conta do país, estão à nossa beira, ocupam as estradas e entram pelas casas a dentro, o lixo campeia, o mato e as silvas pululam, as terras deixadas ao abandono, os cidadãos sujam e contaminam, a falta de civismo faz lei, o Estado e as Câmaras Municipais não cumprem com os seus deveres, a negligência, a incúria e a laxismo gerais fazem lei.

Contem-se o número de estradas municipais com as bermas limpas e perguntemos aos respetivos autarcas das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia o que andaram a fazer nos últimos 4 anos!

Em Portugal, contra os incêndios a melhor prevenção que temos é São Pedro e a melhor proteção é Santa Bárbara (também quando troveja...).

Agora que vamos a novas eleições autárquicas, temos de perguntar se é aceitável que os contribuintes portugueses, via Orçamento Geral de Estado, nos últimos 25 anos tenham suportado 650 milhões de euros para o financiamento das campanhas eleitorais e funcionamento dos Partidos Políticos.

Mudar o rumo de Portugal exige trabalho, não se conhecem milagres sem trabalho, o regime político esgotou-se em propaganda, ócio e dívidas.

Na hora da desgraça o Presidente da Câmara do Sardoal, afirmou sem pejo: “Temos de saber o que queremos para o nosso país, a Proteção Civil está assente em pés de barros, há Municípios neste país que gastam mais dinheiro em festas e fogo-de-artifício do que em proteção Civil."

Mas vêm aí mais intervencionismo do Estado, mais eucalipto, mais burocracia, mais amiguismo, mais boys e girls a fazer nenhum, mais corrupção e ineficiência estatal, tudo vai continuar a arder e a ser destruído, o interior do país a desertificar, mortes e desastres a acrescer.

As novas regras legais da gestão da floresta nacional vêm reforçar as competências do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e das suas comissões distritais na gestão da floresta, quando foram estas mesmas entidades as principais responsáveis pelo enorme desastre que assistimos há mais de 30 anos.

Não são conhecidos incendiários condenados por fogo posto que nos últimos 25 anos tenham cumprido no Verão medidas de segurança ou internamento, os juízes e os técnicos sociais vão de férias e o país real fica entregue à bicharada!

Para acabar com a praga dos incêndios são necessárias várias coisas, entre elas recuperar o respeito e o cuidado ancestral pela natureza e território nacionais e, especialmente, dar um xuto no rabo dos incompetentes, cangalheiros e agiotas que há 43 anos desgovernam Portugal.

Mas também devia ser possível ao Povo decretar o estado de calamidade com este Estado Português.

Eleições, e vira o disco e toca o mesmo.

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Setembro de 2017 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

 

caciques.jpg

(ilustração na revista "Visão")



publicado por Sérgio Passos às 23:06
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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017
O Palhaço e o Burro

O Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Carlos Canais, em reação a uma acusação vinda dos seus adversários políticos de, alegadamente, a maioria socialista de ter aumentado endividamento daquela Câmara, colocou um artigo de resposta no seu próprio perfil de facebook e postando-a com uma foto dum burro (ou jumento), tentando assim rebater aqueles adversários.
E qual cereja no cimo do bolo, ainda naquele post, aquele Carlos Canais, grosseiramente, convidou os adversários a colocarem no seu perfil uma tal foto de burro, ou seja, com a sua resposta, apelidando-os de burros.
Eu fui estudar os números e dados oficiais relativos à Câmara de Condeixa para esclarecer aquela polémica e para saber quem tinha razão, ou seja, para saber quem era mesmo o BURRO.
Primeiro, consultei o Índice de Transparência Municipal, observando a classificação daquela Câmara, e a apreciação do grau (de nula 0% a máxima 100%) de transparência da sua atuação.
Finalmente, fui analisar o Portal Autárquico e o Portal das Finanças para saber dos seus níveis de fiscalidade e de endividamento nos últimos 8 anos (2009 a 2016).
1º: Da Transparência e Integridade Municipal:
2013 - Índice de Transparência Municipal (ITM): 38%; Ranking Nacional (RN): 95º; Fiscalidade, Impostos, taxas, tarifas e preços (Fisc): 43%; Transparência na Contratação Pública (TCP): 14%; Transparência Económico-Financeira (TEF): 64%; e Transparência na área urbanística TAU): 36%.
2014 - ITM: 39%; RN: 93º; Fisc.: 50%;TCP: 14%; TEF: 64%; TAU: 36%;
2015 - ITM: 40,93%; RN: 150º; Fisc.: 50%;TCP: 14,29%; TEF: 64%; TAU: 42,86%;
2016 - ITM: 42,30%; RN: 190º; Fisc.: 50%;TCP: 14,29%; TEF: 71,43%; TAU: 42,86%;
Resumo: a Câmara de Condeixa, no panorama nacional, tem vindo sempre a piorar os seus índices de transparência e integridade de ano para ano, muito especialmente no atual quadriénio de mandato do Presidente Nuno Muita da Costa, tendo passado do 95º lugar nacional, em 2013 para 190º lugar, em 2016.
E, especialmente, face às contínuas classificações negativas nas matérias de fiscalidade e custos, contratação de pessoal e urbanística, tem de se concluir-se que a Câmara tem uma condução política, administrativa e governativa opaca, obscura, clientelar, muito careira e muito pouco amiga, diríamos mesmo inimiga, dos seus munícipes. Relembramos que a Câmara de Condeixa pratica as taxas e os custos (por ex. da água e do saneamento) mais altos da região centro, só comparáveis aos do Município de Coimbra (outra Câmara socialista muita amiga e empregadora de muitos dos socialistas da Câmara de Condeixa).
---------
2º: Da Dívida Acumulada:
2009: 2.429.721 €; 

------------» mandato do ex-Presidente Eng. Jorge Bento
2010: 1.952.129 €;
2011: 1.689.461 €;
2012: 1.421.901 €.
2013: 1.985.129 €;
-----------» mandato do ex-Presidente Eng. Jorge Bento
2014: 3.656.188 €;
2015: 3.341.452 €;
2016: 2.433.000 €.
2017: (não há números conhecidos)
------------» mandato do atual Presidente Nuno Moita da Costa
Resumo: 
A dívida acumulada da Câmara de Condeixa-a-Nova, no atual mandato em curso (2014-2017), do Presidente Nuno Moita da Costa), em relação ao quadriénio anterior (2010-2013, do Presidente Jorge Bento), aumentou 52,34%, passando de uma média anual de € 1.873.303 € para 2.853.942 €.
E o aumento de dívida não foi utilizado em nenhuma obra que se conheça no concelho de Condeixa, só se conhecendo as muitas festas e festividades luxuosas, caras e barulhentas, e o caríssimo aluguer do pavilhão de gelo por ocasião do Natal. Relembramos também os seus crónicos problemas de desordenamento, baixa taxa de cobertura da rede de saneamento (não se conhece mais um metro de novo saneamento), sendo até mesmo um concelho muito poluído, sujo e mal-cheiroso, o pior mesmo da região centro.
------------
3º: Prazo Médio de Pagamento de Dívidas:
Em 31/12/2015: 27 dias.
Em 31/12/2016. 42 dias.
Resumo:
A Câmara de Condeixa-a-Nova em apenas 2 anos aumentou em 55,6% o atraso no pagamento das suas dívidas aos seus clientes e credores. E esta é uma forma ardilosa no aumento da dívida passando os encargos, os custos duma má gestão autárquica e as suas dificuldades para a economia real, as empresas e a sociedade em geral, que não têm culpa nenhuma daquela má gestão autárquica.
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4. TAXA DE PARTICIPAÇÃO NO IRS DO MUNICÍPIO de Condeixa-a-Nova: 5% (máximo nacional)
Resumo:
Esta é outra forma encapotada do Estado e das Câmaras aumentarem a sua dívida, que é agravando os custos fiscais e de funcionamento (taxas e mais taxinhas) sobre os cidadãos e às empresas e aumentando os custos sociais da sua atividade.
Ora, está à vista o truque da Câmara de Condeixa e é velho: basta aumentar a receita de impostos e onerando as empresas e os cidadãos, permitindo-se a si mesma continuar a aumentar a dívida bruta, aumentar a capacidade de endividamento, apesar de proporcionalmente (parecer) estar mais baixa, mas que tem vindo a aumentar.
----------
Conclusão:
Ora, à afirmação do Vereador Carlos Canais dos seus adversários faltarem à verdade e chamando-os de burros, não só não é verdadeira, podendo até mesmo ser considerada caluniosa, porque os números oficiais desmentem-no, aliás mostram o contrário, a DÍVIDA DA CÂMARA DE CONDEIXA-A-NOVA TEM VINDO A AUMENTAR SUBSTANCIALMENTE!
E só baixou no último ano, para apresentar esta pantominice às próximas eleições e para enganar o povinho!
Tem de responder-se ao vereador Carlos Canais que o seu atual Executivo Socialista continua a fazer "a fazer bem" MAL a sua governação do concelho, agravando as condições socio-económicas dos municípes, fazendo a velha e conhecida habilidade do amiguismo, sobejo emprego político para os amigos socialistas, muita demagogia e manipulação de propaganda, tudo à mistura com a má gestão, muita incompetência e desperdício crónicos.
Por fim, e como ainda é Verão, ou a chamada época Silly season, face à paródia em causa, qual palhaçada daquele vereador, bem ao jeito do post e ao convite que ele Carlos Canais fez aos seus adversários, para utilizarem a foto do burro, poderíamos, proporcionalmente, convidá-lo a que ele colocasse no seu perfil, em simultâneo com a foto de BURRO, também a dum PALHAÇO!

palhaço.jpg

 



publicado por Sérgio Passos às 10:25
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Sábado, 26 de Agosto de 2017
Definição de Socialismo (à portuguesa)

Para quem ainda não alcançou um sentido prático do que é o Socialismo, deixo aqui o último exemplo do Governo de Portugal, chefiado por António Costa, conhecido no seu mantado de Presidente de Câmara de Lisboa por arranjar empregos na Câmara para todos os desempregados socialistas, e tendo como Ministro das Finanças o "cristiano ronaldo" do Eurogrupo que tanto deseja ser o seu Presidente, mas que nunca mais lhe pedem para o ser!

Então é esta a nova definição de Socialismo à portuguesa: Mário Centeno aumentou em 500 euros, para o valor de 5.500,00 € (Cinco mil e quinhentos euros) o valor de senha de presença de cada uma das reuniões do Presidente da Comissão de Remunherações da Caixa Geral de Depósitos.

O dito Presidente, de nome Ferreira de Oliveira, pode realizar até 10 reuniões por ano, sendo possível angariar até 55 mil euros de rendimento anual .

Para os mais distraídos, recordamos que muitos portugueses que trabalham o mês inteiro para receber 557 euros de salário mínimo nacional.

E ainda este ano os contribuintes tiveram que contribuir (à força..) com mais 2.500 mil milhões de euros para a recapitalização da falida Caixa Geral de Depósitos!

Socialismo, à portuguesa!

 

centeno.jpg

 

 

 



publicado por Sérgio Passos às 21:48
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Domingo, 6 de Agosto de 2017
A "cláusula democrática" do Mercosul: o Tribunal de Haia já está à espera de Nicolas Maduro

A suspensão da Venezuela do Mercosul e a aplicação da chamada "cláusula democrática" do tratado daquela organização sul-americana, quase de certeza, poderá representar a breve trecho o princípio do fim da ditadura comunista de Nicolas Maduro na Venezuela.

Percebe-se bem a incomodidade e a ansiedade com que reagiu Nicolas Maduro horas antes da decisão que havia ser tomada hoje pelos 4 membros partes e fundadores do Mercosur, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

É que por meio da aplicação daquela "cláusula" é aberta uma verdadeira "caixa de pandora" de obrigações, deveres e esforços diplomáticos e políticos internacionais para aqueles 4 países.

De agora em diante aqueles 4 países, por um lado, ficam obrigados a isolar económica, política e territorialmente aquele país infrator, a aplicar uma série variada de sanções contra o Governo e o Estado da Venezuela e aos seus titulares, e, por outro lado, muito mais importante, a promoverem todos os atos, esforços e denúncias internacionais em todas as instituições internacionais contra o Estado Venezuelano, pelos atropelos e violações cometidas por este contra os direitos humanos, violações ao Estado de Direito Democrático e demais crimes contra a sua população.

Ou seja, Nicolas Maduro, tal como os seus esbirros, a partir de hoje tem os dias contados de descanso, ele jamais se poderá sentar livremente em qualquer fórum internacional, ficando praticamente confinado ao seu país, excetusando 4 ou 5 países párias do mundo onde poderá ser recebido e, com toda a certeza, mais cedo ou mais tarde, acabará por ser julgado por crimes contra a humanidade no Tribunal de Haia.

Eu é que não queria, por dinheiro nenhum do mundo, estar no lugar dele!

 

--- --- Protocolo de Montevidéu sobre Compromisso com a Democracia no MERCOSUL (USHUAIA II), firmado por ocasião da XLII Reunião do CMC e Cúpula de Presidentes do MERCOSUL e Estados Associados — Sistema Atos Internacionais. Link:

http://dai-mre.serpro.gov.br/atos-internacionais/multilaterais/protocolo-de-montevideu-sobre-compromisso-com-a-democracia-no-mercosul-ushuaia-ii-firmado-por-ocasiao-da-xlii-reuniao-do-cmc-e-cupula-de-presidentes-do-mercosul-e-estados-associados/



publicado por Sérgio Passos às 11:01
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017
Justiça para Pedrógão Grande

 

Depois dos calamitosos factos e consequências ocorridas em 17/06/2017 pelo incêndio de Pedrógão Grande, tem de perguntar-se que Justiça temos em Portugal?

Das falhas do Estado e do Governo da República em Pedrógão resultaram, pelo menos, 64 mortes, graves danos na saúde e na integridade física dos feridos, destruição dos recursos naturais e meio ambiente, elevados prejuízos patrimoniais, enormes perdas de bens particulares, públicos e lucros cessantes, estimados em mais de 500 milhões de euros.

Em face dos atos falhados do Estado Português, Central e Local, pelas condutas dos responsáveis governamentais, da Proteção Civil e dos vários agentes públicos envolvidos, as suas consequências terão de ser examinadas e daí serem dadas esclarecedoras respostas no que aqueles factos e danos concernem.

As condutas dos agentes e titulares públicos não se resumem ao ato de mera escolha de opções filosóficas ou ideológicas, portanto, de mera condução estritamente política, antes e são sim, por um lado, de índole político-material, executivo e gestão governativas e estatais, e por outro lado, enquanto tais, de cariz político-pessoal, ética e valorativa.

A eleição dos governantes e autarcas não termina em si mesma, nem sequer lhes confere impunidade, muito menos irresponsabilidades, ao invés, impõe e atribui exigentes deveres, cuidados e maiores responsabilidades públicas e pessoais.

O juízo de censura que eventualmente venha a recair sobre as condutas dos autores daqueles eventos, caso se determinem e imputem como delituosas, caso se apure e conclua pela sua culpa, por comissão ou omissão, ou negligência grosseira, exige um rigoroso exame judicial.

Tais condutas danosas são, à luz do Direito e da Lei nacionais, atentos os valores e princípios axiológicos e normativos em causa, merecedoras de superior tutela jurisdicional, forte repulsa social e humana, exigentes condenação e sancionamento civis e penais.

Em primeiro lugar, o Estado terá de responder civil e extracontratual, quer por omissão, negligência e ou violação dos deveres de cuidado, vigilância, zelo, proteção e segurança públicas, territoriais e estaduais dos bens e valores pessoais e materiais que lhe estão constitucional e legalmente adstritos e, portanto, devendo reparar, ressarcir e ou indemnizar material, económica e financeiramente os familiares das vidas humanas perdidas, as pessoas e os proprietários dos bens e valores patrimoniais, imateriais e económicos ofendidos e violados. 

Em segundo lugar, caso se venha a apurar a prática de condutas delituosas por via da violação reiterada e grosseira dos inerentes deveres e responsabilidades pessoais por banda e autoria dos agentes e titulares daqueles cargos públicos, à luz da Lei e segundo a exigente tutela axiológico-normativa, deverão ser apuradas as responsabilidades pessoais de natureza e índole criminal e aplicado o devido sancionamento penal.

Os tipos legais dos ilícitos de crime encontram-se demonstrados e estão tipificados no Código Penal, de Crimes de Homicídio, Ofensas à Integridade Física, Dano, Omissão de Auxílio ou de Socorro, Poluição, Incêndio Florestal, Dano Contra a Natureza, entre outros.

Afinal, é elementar, aquelas vítimas humanas, os ofendidos e os lesados, merecem o respeito do Estado de Direito e uma competente e cabal ação da Justiça!

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Agosto de 2017 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

justiçapedrogao.jpg

 



publicado por Sérgio Passos às 20:12
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Sexta-feira, 28 de Julho de 2017
Crescimento económico de Portugal ...em impostos, dívida pública e despesa do Estado

Acorda português estúpido!
O crescimento de Portugal continua a ser uma enorme mentira, efetivamente só aumentam os impostos, a dívida pública e o défice do Estado Português.
O aumento diário da dívida pública portuguesa já é o maior dos últimos 3 anos!!!

 

Dados da Execução Orçamental do estado em Maio de 2017:

- Administração Central (AC):
Saldo em 2016 : -1 850,0 milhões de €
Saldo em 2017 : -2 508,7 milhões de €
Piorou 658,7 milhões de €.

- Saldo primário na execução Orçamental do Estado:
792,4 milhões de € (em 2016)
192,2 milhões de € (em 2017)

Piorou em 598,8 milhões de €.

 

- Evolução da dívida líquida:
Dezembro de 2010 : 158.736 mil milhões de €€ (boletim 04/2013)
Dezembro de 2011 : 170.904 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2012 : 187.900 (boletim 04/2013)
Dezembro de 2013 : 196.304 (boletim 04/2014)
Dezembro de 2014 : 208.195 (boletim 01/2016)
Dezembro de 2015 : 218.093 (boletim 03/2016)
Dezembro de 2016 : 223.881 (boletim 12/2016)
Maio de 2017 : 228.060 (boletim 07/2017)

 

- Variação diária da dívida líquida:
2011 : + 33.336.986€
2012 : + 46.437.158€
2013 : + 23.024.658€
2014 : + 32.394.521€
2015 : + 26.065.753€
2016 : + 15.814.208€
2017 : + 27.675.497€ (últimos 12 meses terminados em MAR/2017)

 

- Receitas e Despesa do Estado:

Receita Total : 43,576M€ ( + 124M€ ; + 0.3% )
Despesa Total : 50,206M€ ( + 1,426M€ ; + 2.9%)
Despesa Corrente Primária : 42,911M€ ( + 1,513€ ; + 3.7%)
Despesa de Capital : 1,681€ ( + 396M€ ; + 30.8%)
Despesas com juros : 7,295M€ ( - 87M€ ; - 1.2%)
Saldo Primário : + 665M€ ( piorou 1,390M€ )

Saldo : -6,629 M€ ( piorou 1,303M€ ; corresponde a 3.7% do PIB projetado para 2017)



Entre os primeiros três meses de 2016 e o primeiro trimestre deste ano, a dívida pública portuguesa aumentou de 128,9% para 130,5% do PIB, correspondendo a um aumento de 1,6 pontos percentuais.

 

Sem mais!

 

dividapublicaportuguesa.png

 



publicado por Sérgio Passos às 10:56
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017
Contribuintes portugueses extorquidos em 60 milhões de euros para encher a barriga aos Partidos Políticos
ESCÂNDALO: 60 milhões de euros do Orçamento da Assembleia da República Portuguesa para "torrar" na campanha eleitoral autárquica pelos Partidos Políticos corruptos e cleptocráticos do Regime Partidocrátrico Português!!!
A Assembleia da República aprovou à socapa dos portugueses em 30 de Junho passado, veio ontem publicado no Diário da República, I Série, n.º 139, páginas 3859 a 3866, a verba de 60 milhões E 100 mil euros para financiamento da despesa da próxima campanha eleitoral autárquica dos Partidos Políticos do Regime (PS, PSD, CDS-PP, BE, Verdes e PCP), a qual havia sido orçada inicialmente 45 266 230,37 (AUMENTO DE DESPESA DE: 14 milhões, 833 mil, 769 euros, e 63 cêntimos).
Enquanto o povo português, as suas crianças, os idosos e os carenciados passam fome, variadíssimas necessidades e graves dificuldades, a economia nacional definha e o país de endividasse ao estrangeiro, os PARTIDOS POLÍTICOS EMPANTURRAM-SE COM O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES.
VERGONHA!!!
 

pARTIDOCRACIA.jpg

 



publicado por Sérgio Passos às 10:45
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Domingo, 2 de Julho de 2017
64 homicídios

O problema da floresta portuguesa nunca foi o eucalipto, ou qualquer outra espécie dominante da floresta, qualquer massa florestal mal gerida, em caso de incêndio, produzirá iguais danos.

Há mais de 3 décadas o problema também não tem sido a falta dinheiro do Orçamento Geral de Estado, ou dos Fundos Europeus, para cuidar da floresta, o dinheiro some-se no caminho, ficando nos bolsos dos amigos dos partidos políticos e nos gabinetes de Lisboa, nas empresas, umas, de aluguer meios aéreos que se dedicam a apagar fogos e, outras, de venda de equipamentos de combate aos mesmos, e nunca chega aos pequenos produtores florestais.

Perguntem a José Sócrates e António Costa pelo SIRESP, este último era o Ministro de Administração Interna à data da sua aquisição em 2007, que constituiu um assalto de mais de 500 milhões euros aos contribuintes, e que voltou agora a falhar em Pedrógão Grande com as consequências assassinas na EN 236.

Após estas 64 mortes, os cangalheiros e as pitonisas oficias de serviço, desde o Presidente da República e Primeiro-Ministro, até aos Deputados, Secretários de Estado, Presidente da Liga dos Bombeiros e demais parasitas de Estado, que vivem unicamente da miséria alheia, vieram agora derramar lágrimas de crocodilo.

Os incendiários da floresta portuguesa e os autores morais e materiais dos 64 homicídios de Pedrógão Grande têm nome, são os Governos da República e o Estado Português dos últimos 35 anos.

Desde Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Passos Coelho, a António Costa, nenhum se mostrou interessado em fazer cessar este progressivo e incomensurável desastre, tratando na raiz e de fundo as reais e objetivas causas deste problema.

As políticas governamentais têm dado promovido a negligência e a incúria humanas, a falta de planeamento e ordenamentos florestal, a desertificação de pessoas e instituições no interior, o abandono das culturas e das espécies autóctones da floresta nacional em favor do monopólio do eucalipto, mal gerido e sem cuidado, tudo de modo a satisfazer os interesses da indústria do papel e da celulose, o comércio e indústria dos incêndios, grassa a falta de meios materiais, técnicos e humanos adequados de combate aos incêndios florestais, por exemplo, os meios aéreos pesados canadair, a inexistência dos sapadores e guardas florestais, etc.

A solução da floresta nacional terá solução por meio do associativismo dos proprietários ao nível concelhio, com o emparcelamento da propriedade sob uma gestão social empresarial e comunitária, implementando-se empresas sociais e comunitárias da floresta e entregando-lhes diretamente os dinheiros provindos dos fundos comunitários e do orçamento de estado e, para a execução e sucesso destes objetivos, colocando-se os excelentes técnicos, sapadores e guardas florestais portugueses a acompanhar esta revolução florestal.

Hoje e após estes 64 crimes de homicídio, dúvidas não restam acerca do Estado Português de banditismo e criminoso a que chegámos.

(P.S: em 9 de Agosto de 2010 no meu blog http://euacuso.blogs.sapo.pt e em 1 de Agosto de 2012 aqui no “Horizonte” eu previ este desastre)

 

(artigo do autor publicado na edição de 1 de Julho de 2017 do jornal mensário regional "Horizonte" de Avelar, Ansião, Leiria - http://www.jhorizonte.com)

64homicidios.jpg

 



publicado por Sérgio Passos às 10:42
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